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As dualidades da Golden Classy

Nativa digital, a marca de vestuário Golden Classy saiu diretamente de um blogue de moda para o guarda-roupa das mais fiéis seguidoras de tendências. Contudo, apesar do seu berço tecnológico, cada um dos artigos é trabalhado da forma mais artesanal possível – à mão – e cresce num ambiente familiar.

Estudante de jornalismo, mas amante confessa de moda desde cedo, Lízi Costa ia alimentando a paixão com um diário digital no qual divulgava os seus looks diários, muitos deles por si idealizados e confecionados depois pela avó, costureira de profissão.

O salto dos coordenados do blogue para o guarda-roupa das suas seguidoras acabaria, entretanto, por ser impulsionado pela nova safra de marcas de vestuário nacionais e pelo boom dos negócios em rede, como de resto conta a fundadora da Golden Classy ao Portugal Têxtil. «No blogue, as pessoas começaram a aperceber-se de que os coordenados eram originais e sugeriam que começasse também a vender as peças que fazia», revela. E assim aconteceu.

Privilegiando as redes sociais como canais de venda, a Golden Classy aponta para uma mulher moderna e atenta às tendências apresentadas nas passerelles do luxo como público-alvo. O leque de preços, no entanto, é bastante mais acessível, com peças que rondam os 40 euros. «Todas as peças que a marca apresentou até hoje estão disponíveis. Provavelmente não temos em stock peças de coleções de há um ano ou dois, mas rapidamente fazemos por encomenda se a cliente solicitar», explica Lízi Costa sobre a aposta numa marca “a pedido”, que assim evita o excesso de stocks.

Os materiais das coleções Golden Classy acabam por se alinhar, também, com as tendências-chave de cada estação e, por isso, o pelo sintético e colorido, o veludo e as mangas trabalhadas estão em destaque dentro das atuais propostas da marca. «As malhas com Lycra são o tecido base, acabamos por utilizá-las em todas as coleções por se adaptarem a qualquer peça e tipo de corpo», aponta. Todas as peças são trabalhadas artesanalmente, pela avó e pela tia da fundadora da Golden Classy, em Vila Verde, Braga.

Apesar da ainda curta vida da Golden Classy, a receita que funde inovação e tradição, tem conhecido sucesso. «Produzimos em pouca quantidade, sendo que o stock inicial é de cerca de duas a três peças por modelo (depois há possibilidade de encomenda) e, neste inverno, esgotámos a coleção em apenas duas semanas», afirma Lízi Costa, que destaca já expedições pontuais para códigos-postais internacionais.

Para o futuro, os objetivos passam por oferecer uma experiência omnicanal, complementando as vendas digitais com uma proposta de retalho tradicional. «Como o mundo da moda é aquilo que me fascina, vou prosseguir este projeto, com o objetivo de realizar o sonho de abrir uma loja física e alargar a marca ao público masculino», adianta ao Portugal Têxtil.