Início Notícias Marcas

As marcas mais desejadas

A Lyst revelou a lista das insígnias mais procuradas pelos consumidores no segundo trimestre de 2019. A Gucci está de regresso ao primeiro lugar, seguida pela Off-White e Balenciaga.

Gucci

A plataforma mundial de pesquisa analisou o comportamento de compras online de mais de 5 milhões de consumidores, nomeadamente os artigos de moda que pesquisaram, procuraram e compraram, provenientes de 12 mil designers e lojas online de todo o mundo.

O pódio

Uma mistura entre a Inteligência Artificial e o seu valor histórico impulsionou a Gucci a recuperar o primeiro lugar da lista, depois de ter escorregado para segunda posição no primeiro trimestre do ano. A Lyst refere que a casa de moda italiana registou um aumento de 20% nas receitas no segundo trimestre e foi o centro as atenções quando o diretor criativo da Gucci, Alessandro Michele, foi coanfitrião na gala Met, em maio. Entretanto, introduziu também uma nova tecnologia que permite aos consumidores experimentar, de forma virtual, calçado.

Off White

Apesar da descida para o segundo lugar, a Off-White foi alvo de muitas pesquisas devido à colaboração com a Ikea e ao equipamento criado para Serena Willians usar durante o Torneio de Roland Garros.

A procura pelas sapatilhas Track 2 da Balenciaga ajudaram a casa de moda francesa a conquistar a terceira posição. A Lyst recorda que a Balenciaga também mostrou o seu lado filantropo no período, quando se comprometeu a oferecer bolsas de estudo para a Pratt Institute Black Alumni.

Sobe e desce

A Valentino manteve-se firme na quarta posição ao flexionar os seus músculos na streetwear, com uma colaboração com a Undercover, de Jun Takahashi. A plataforma mundial de pesquisa descreve a coleção como «uma mistura entre luxo e streetwear que mostra as suas diferentes perspetivas».

Em quinto lugar, a Prada registou, no segundo trimestre, pela primeira vez em quatro anos, um aumento nas receitas. A casa de moda trilhou também o seu caminho verde, anunciando que iria, de forma faseada, deixar de usar poliamida e banir o uso de peles.

Já a Fendi baixou duas posições, figurando em sétimo lugar, depois de ter homenageado em junho o seu diretor criativo, Karl Lagerfeld. No segundo trimestre do ano, a casa de moda trabalhou com o artista Pref numa coleção cápsula e colaborou com o diretor do filme Call Me by Your Name, Luca Guadagnino, na sua coleção masculina primavera-verão 2020.

Valentino x Undercover

A tecnologia têxtil manteve a Stone Island no top 10. Na oitava posição, a insígnia estreou o mais recente modelo da série Prototype Research, um casaco que muda de cor em função da temperatura. A marca de streetwear também celebrou a abertura da sua loja flaghsip em Milão.

Por sua vez, a Nike subiu duas posições para o nono lugar, conseguindo um equilíbrio entre colaborações pontuais – como a que lançou em parceria com a Netflix sobre a série Stranger Things – e mensagens de inclusão. Durante o segundo trimestre, a gigante dos EUA introduziu manequins de tamanhos grandes na sua loja em Londres e estreou uma nova ferramenta de medição de pés digital.

A Saint Laurent encerra o top 10. Além da abertura de uma nova loja em Paris, a Lyst destaca que a casa de moda introduziu duas novas caras nas suas campanhas – Keanu Reeves e Finn Wolfhard – e ainda estreou colaborações exclusivas com a Net-a-Porter e a Mr Porter.

Emergentes de sucesso

O índice da plataforma mundial de pesquisa mostra igualmente que há marcas emergentes. A Palm Angels subiu do número 18, registado no primeiro trimestre de 2019, para o número 15, graças a colaborações, com a Under Armour e a Moncler.

Palm Angels x Moncler

Celebridades como Katy Perry e Taylor Swift ajudaram a Moschino a chegar ao 18º lugar, depois de, nos primeiros três meses do ano, ter ficado em 23º. A marca mostrou a sua excentricidade com colaborações com o jogo The Sims e a Playboy.

Entretanto, a lista revela um abrandamento nas insígnias com ligações à família Kardashian. A Yeezy, criada por Kanye West, desceu três posições para o 19º lugar, apesar da parceira com a Adidas, que deverá gerar 1,3 mil milhões de dólares (aproximadamente 1,1 mil milhões de euros) em vendas até ao final do ano. Por seu lado, a Balmain, que o crítico de moda Robin Givhan uma vez descreveu como «a marca não oficial das Kardashians», desceu três posições, para o número 20.