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As metamorfoses do retalho

Nos últimos meses, a inovação no retalho mereceu vários capítulos. Os leitores puderam conhecer o estado da arte em matérias como a automação e robótica – e, também, o que isso poderá implicar em termos de emprego. Os grandes armazéns estão em sofrimento enquanto as cadeias de desconto e as alternativas online prosperam, mas os consumidores continuam a preferir os espaços físicos.

No âmbito dos dias da inovação do retalho, nos últimos meses foi dado um destaque muito particular à realidade virtual e aumentada aplicada ao retalho e à moda (ver Quando a moda é aumentada), à impressão 3D – com particular foco nas propostas das marcas desportivas (ver Corrida a três dimensões) – ao hibridismo do omnicanal (ver Retalho tropeça no omnicanal), à revolução da indústria 4.0 (ver A nova revolução industrial) e às novas formas de distribuição e pagamento (ver O futuro está a chegar).

O retalho feito de experiências (ver O boom das experiências) e a customização (ver Individualismo ao quadrado) foram outros dos assuntos na ordem do dia.

Os protagonistas deste enredo digital?

A Amazon, apresentada como a grande vencedora do retalho online em 2016 (ver Amazon: Inovação de A a Z), e a Farfetch, startup de José Neves que continua a recrutar talento em território nacional (ver Farfetch na corrida ao talento nacional), a apostar em sinergias de sucesso e a posicionar-se como peso pesado do retalho de luxo ao lado da nova aposta do conglomerado LVMH – que recentemente apresentou a plataforma 24 Sèvres.

As novas gerações de consumidores continuaram a merecer a atenção das consultoras e analistas internacionais, quer se trate dos criteriosos millennials, que roubaram grande parte das atenções, da conectada geração Z ou dos regressados X’s, que também estiveram no radar dos analistas (ver Encontro de gerações).

Não obstante, os seniores e o seu alto rendimento disponível começam a reclamar também a atenção das marcas e retalhistas (ver Consumidores grisalhos na mira).

Nas macrotendências, a ênfase continua a ser dada ao athleisure (ver Athleisure é tendência do ano), que foi tema de capa da edição de março do Jornal Têxtil (ver Athleisure em alta), mas também às suas desambiguações (Athleisure treina fora do guarda-roupa).

Os grandes armazéns continuam a fechar portas e o retalho off-price em crescendo (ver Os vencedores e os vencidos de 2016), mas nada parece abalar o modelo de negócios da abelha-mestra do retalho Zara (ver A solidez dos pilares da Inditex). Entretanto, a arquirrival H&M continua à procura de fechar o ciclo em prol de uma moda rápida mais sustentável (ver H&M vai de férias em alta), tal como a C&A (ver C&A abraça moda circular e Portugal).

Os consumidores – mesmo das camadas mais jovens (ver Consumidores preferem lojas) – continuam a preferir as lojas, nem que seja para ver, tocar e sentir os produtos para depois os comprarem online (ver Ver na loja, comprar online). Por outro lado, exigem lojas cada vez mais pautadas pela tecnologia (ver Consumidores querem lojas tecnológicas, já!).

Na reinvenção do retalho, o destaque foi para a nova imagem das lojas russas.

Com a economia russa a dar sinais de recuperação, começa também a vir à superfície uma nova estética de retalho, com as marcas locais a desenvolverem estratégias inovadoras para conquistar um novo tipo de cliente (ver A reinvenção do retalho russo).

Em território nacional, a expansão das marcas de outdoor (ver Uma nova montanha para a Berg) e moda infantil (ver Zippy à conquista do Dubai) do grupo Sonae, a aposta no canal físico de marcas como a Refive e a Pacifique Sud e o espaço multimarca da Dailyday marcaram os últimos meses.

O futuro do retalho de moda, de resto, foi um dos temas aprofundados no seminário “Tendências no retalho de moda”, promovido pelo CENIT no passado mês de junho, que contou com a presença das especialistas Karinna Nobbs e Isabel Cantista.