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As millennials da Diwia

Este mês, a marca de vestuário e acessórios completa um ano. Entretanto, já a Diwia apresentou duas coleções, tem uma terceira a caminho e expediu encomendas para códigos postais internacionais. Diana Monteiro, a fundadora, tem 26 anos e acredita saber aquilo que as clientes, suas contemporâneas, querem no guarda-roupa.

Na rede social Facebook, a conta oficial da Diwia soma quase 20.500 seguidoras, que vão utilizando a página não só como canal de vendas, mas também como espaço privilegiado para partilhar a sua experiência de compras ou, até, deixar algumas sugestões e pedidos especiais – prontamente respondidos pela marca. «Como o conforto e a satisfação da cliente são as nossas prioridades, fazemos peças da coleção à medida, sem acrescentar nenhum valor pelo serviço», explica Diana Monteiro ao Portugal Têxtil.

Além de fundadora – a semente da Diwia foi lançada pela jovem de Amarante, cidade que serve de morada ao atelier da marca e de pano de fundo a todos os lookbooks, no final do verão de 2015 –, Diana Monteiro é também a responsável pelo design das peças de vestuário. Já nos acessórios, o segundo passo dado pela Diwia, a designer tem a ajuda de duas mãos extra. «Inicialmente, a marca centrava-se apenas em vestuário feminino. Para se tornar uma marca mais completa, iniciou-se a confeção de acessórios, sempre em harmonia com os artigos de vestuário», revela Diana Monteiro, que agora divide o leme da Diwia com Cláudia Lucas, a responsável pelo design dos acessórios da marca e também conterrânea do pintor modernista Amadeo de Souza-Cardoso.

As tendências de moda, os preços justos e as preocupações com o bem-estar animal são os principais pilares da marca, que na coleção “Magnólia” dedicada ao outono-inverno 2016/2017 oferece pelos falsos e peles sintéticas. Estes unem-se depois ao material de excelência da estação, o veludo, numa paleta de tons cinza, rosa velho, bordeaux e preto, para dar corpo a peças femininas com preços que têm um teto de 80 euros para o vestuário e 30 euros para os acessórios. «Uma coleção apaixonante mas, ao mesmo tempo, irreverente, primando pelos detalhes diferenciadores. O nosso foco é oferecer exclusividade e conforto para o quotidiano da mulher moderna», aponta Diana Monteiro.

Ao cultivar esta proximidade com a geração milénio, sociologicamente reconhecida por ser mais criteriosa com os gastos e com o mundo que a rodeia, a marca já expede encomendas para países nos quais a comunidade portuguesa tem particular relevo, como é o caso de França e Suíça. «Quando começámos não tínhamos nome no mercado mas, ao longo dos últimos meses, temos notado um aumento da procura dos nossos produtos. É muito frequente vender para fora, principalmente a portuguesas a residir no estrangeiro, caso de França e Suíça», analisa Diana Monteiro sublinhando que o Natal de 2015 foi muito bom para a matemática da marca, «mas o pico de vendas foi atingido neste verão». A fundadora da Diwia está contudo confiante de que as propostas de “Magnólia” terão melhor performance em termos de vendas.

Considerando o público-alvo da marca, os canais online – entre o portal de comércio eletrónico e as páginas nas redes sociais – são os mais trabalhados em termos de vendas, mas a Diwia tem vindo a apostar em lojas multimarca e na presença em “mercadinhos” urbanos, de modo a estreitar relações com as clientes. «Num futuro próximo, queremos chegar a mais lojas, por todo o país. Temos noção de que é preciso dar um passo de cada vez, mas o nosso principal objetivo é tornar a Diwia uma marca de referência em Portugal», afirma Diana Monteiro ao Portugal Têxtil.