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As novidades da passerelle londrina

Nos últimos dias, a semana de moda masculina de Londres acolheu os jovens talentos que estão a escrever o futuro do sector e não deixou de desvendar algumas das tendências-chave para o outono-inverno 2018/2019.

Sob a mira das objetivas internacionais que cobriram a semana de moda masculina na capital britânica desfilaram lado a lado novos nomes e marcas de credenciais firmadas no palco internacional da moda.

What We Wear

De experiência soma apenas três estações, mas a recente marca de Tinie Tempah depressa se tornou numa das coleções mais ansiadas do calendário.

Desenvolvida por baixo da capa do rapper, a What We Wear, conhecida pelos fatos de treino, tomou um rumo novo para a próxima estação fria.

A nova coleção, inspirada nos trabalhadores dos serviços públicos e nos artesãos, conferiu um olhar contemporâneo sobre os uniformes. As linhas desenharam-se mais finas e estruturadas, combinando elementos desportivos com aspetos mais formais como o fato tradicional, de forma a manter o equilíbrio.

No que diz respeito à paleta de cores, predominaram os tons de verde azeitona, preto e azul royal e, aqui e ali, alguns apontamentos laranja. As malhas fizeram a sua primeira estreia na passerelle, enquanto as calças estilo “cargo” (com bolsos laterais) e as camisolas “Breton” (às riscas) caracterizaram-se pelo que poderia, facilmente, constituir um guarda-roupa do quotidiano.

Liam Hodges

A marca, carimbada com um rótulo de luxo e conhecida pelos “revoltados e maus”, ressurgiu-se entre os prazeres da juventude nesta estação, homenageando as raves dos anos 90, o graffiti e o grunge.

Os modelos que desfilaram na passerelle revelaram uma mistura de alfaiataria da nova geração com uma forma retro desleixada. Sem descurar os gráficos típicos da Hodges, foram introduzidos novos padrões com flores irreverentes, leopardo e flores alegres.

A par da presença de uma vibe grunge com calças xadrez, fechos nos punhos, fatos oversized cobertos com crachás e cabelos verde ácido, a coleção apresentou ainda, na passerelle, a recente colaboração com a Fila, incluindo as sapatilhas Disruptor II.

Ben Sherman

Mergulhada nas raízes e glórias do “Northern Soul”, a coleção cápsula, apresentada no Somerset House, foi criada em colaboração com Henry Holland, o designer recentemente nomeado pelo British Fashion Council Fashion Awards para a categoria de Best Emerging Menswear Designer.

A passerelle encheu-se com os figurinos que exibiam uma fusão perfeita entre as silhuetas clássicas de Sherman e a estética eclética de Holland. A coleção unissexo que se desdobrou em 29 looks com um twist dos anos 70, apresentou desde o jacket curto estilo “Harrington” até ao fatos à medida, calças de fato desportivas com riscas laterais e botões e parkas estilo “cauda de peixe”.

Phoebe English

O jovem designer aclamado pela capacidade de construir looks fortes com especial enfoque no tecido e na textura, apresentou uma coleção cápsula em tons azul marinho, cinzento carvão e flashes de vermelho brilhante.

As propostas, desenvolvidas em colaboração com a designer de malhas Helen Laurence, caracterizaram-se pelas malhas texturizadas com um padrão “waffle” e o rib construído com lã de cordeiro, dando ainda destaque a chapéus e cachecóis.

Enfatizando as formas, Phoebe English também mostrou bomber jackets, calças de pernas largas com voltas exageradas e joggers de estilo descontraído.

As linhas tradicionais de homem foram redesenhadas de forma inteligente com t-shirts de malha repletas de detalhes, mangas com bainhas dobradas e camisas compridas sobrepostas por uma gabardine também ela comprida.

MAN

Criada em 2005 pela Topman e Fashion East, a MAN têm vindo a lançar e a apoiar uma variedade de outras marcas, tais como JW Anderson, Christopher Shannon, Craig Green e Charles Jeffrey.

Nesta estação, houve uma nova vaga de criadores que aderiram ao exército, incluindo Rottingdean Bazaar, Stefan Cooke e a Art School.

Tratou-se já da segunda participação da Art School na MAN e a terceira com o apoio da Fashion East, que defendem uma identidade sem géneros com objetivos claros de redefinir os seus limites na moda.

«A Art School foi concebida para transmitir uma mensagem, para criar diálogo sobre as nossos vidas e as vidas dos nossos amigos, das pessoas de quem gostamos que nunca são representadas», reivindicaram.

À luz da coleção desenvolvida em parceria entre Eden Loweth e Tom Barratt, o principal destaque recai sobre a alfaiataria subtil, que para a Art School traduziu-se em vestuário de meninas de colégio com recurso a saias e forros, com cristais Swarovski cosidos à mão, sobreposições transparentes, em cetim e malhas com fibras metalizadas à volta dos corpos como correntes.