Os lucros da marca desportiva diminuíram 13,4% em termos anuais, para 11,7 milhões de dólares (10,5 milhões de euros), e o preço das ações, recentemente impulsionado pela parceria estabelecida com o golfista Jordan Spieth, caiu 5%, ou 4,24 dólares, para 83,52 dólares.

O diretor executivo da marca, Kevin Plank, revelou a necessidade de melhorar o merchandising da cada vez mais complexa linha de produtos. «Costumávamos vender t-shirts justas, colocávamo-las à venda em lojas de artigos desportivos e vendiam-se, mas agora temos uma linha muito mais complexa e diversa», explicou Plank ao The Wall Street Journal. O segmento feminino, acredita, poderá, efetivamente, beneficiar de um merchandising melhorado, particularmente neste momento em que a empresa espera tornar-se mais ágil face à mudança rápida das tendências de moda.

«Pretendemos fazer rotação de produtos a cada três a quatro semanas em vez de termos apenas duas estações por ano», afirmou Plank sobre o segmento feminino. Porém, deixou uma mensagem aos críticos: «ainda não mostramos o nosso melhor».

Plank mencionou igualmente alguns «motores poderosos» – novas lojas, novas aquisições, novos produtos – que poderão estimular o desenvolvimento da marca. Esta previsão tem por base o contínuo crescimento da Under Armour, suportado por um aumento das vendas de 25%, para 805 milhões de dólares, no primeiro trimestre, o vigésimo período consecutivo de crescimento acima dos 20%.

As vendas foram impulsionadas pelo crescimento das categorias de vestuário e calçado, um aumento de 21%, para 555 milhões de dólares, e de 41%, para 161 milhões de dólares, respetivamente. A receita líquida da categoria de acessórios aumentou 23%, para 63 milhões de dólares.

O segmento de vestuário beneficiou, principalmente, da introdução de novos produtos na categoria de peças base e de treino, enquanto o segmento de calçado foi impulsionado pela expansão da linha de corrida SpeedForm e do modelo de calçado de basquetebol Curry One.

As receitas líquidas resultantes de vendas diretas ao consumidor, que representaram 25% do total, também aumentaram 21% em termos anuais.

Na sequência da aquisição da plataforma digital MyFitnessPal por 475 milhões de dólares em fevereiro último e do aplicativo Endomondo por 85 milhões, Plank confirmou que a empresa detém agora mais de 130 milhões de utilizadores no seu plano digital, face aos 120 milhões registados há dois meses.

Os lucros líquidos resultantes da presença internacional da marca – que representaram 12% do total das receitas obtidas no primeiro trimestre, ultrapassando pela primeira vez os 10% – aumentaram 74% em termos anuais.

Durante o primeiro trimestre, a Under Armour despendeu 6,3 milhões de dólares em custos de encerramento relacionados com as aquisições efetuadas. Como tal, aumentou as previsões de gastos de capital para 2015 em cerca de 50 milhões de dólares.

A margem bruta do primeiro trimestre do ano manteve-se inalterada, fixando-se nos 46,9%, refletindo sobretudo as margens de lucro favoráveis nas categorias de vestuário e calçado, contrabalançadas pelos impactos negativos do aumento com os custos dos transportes aéreos e taxas de câmbio.

Com base nos dados atuais, a marca reviu em alta as previsões para 2015, esperando agora receitas líquidas de 3,78 mil milhões de dólares, face aos 3,76 mil milhões previstos anteriormente, materializando um crescimento de 23% em comparação com 2014, e os lucros operacionais deverão ficar entre os 400 milhões e os 408 milhões de dólares, face à estimativa inicial de 397 milhões a 407 milhões de dólares, representando um crescimento de 13% a 15% em comparação com os valores registados em 2014.