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Asos sempre em crescendo

A Asos, loja on-line britânica de vestuário e acessórios de moda que se notabilizou por oferecer os looks das celebridades a preços baixos, continua a apresentar resultados acima das expectativas dos analistas. A performance da primeira metade do seu ano fiscal voltou a atingir máximos históricos, quer em termos de volume de vendas quer de lucros apresentados. Os lucros, as margens e as vendas continuaram, assim, a bater sucessivos recordes à medida que cada vez mais consumidores fora do Reino Unido se rendem às compras neste site de comércio electrónico. Satisfeita com os seus resultados e fiel ao seu modelo de negócio a Asos pretende, contrariamente aos seus concorrentes tradicionais, manter o preço dos artigos das suas próprias colecções inalterados apesar da alta verificada no algodão ao longo dos últimos meses. No semestre terminado a 30 de Setembro, o retalhista on-line viu os seus lucros crescerem 59% para mais de 7 milhões de libras. Um valor que contrasta com os 4.400 mil libras de lucros no período homólogo. As vendas cresceram 45% atingindo os 140 milhões de libras. Em termos internacionais, isto é, fora do Reino Unido, o crescimento foi ainda mais impressionante: vendas de 49 milhões de libras, o que corresponde a um crescimento de 120%. As vendas internacionais da Asos representam actualmente 37% do total do seu negócio. O aumento das vendas e a melhor performance das operações do retalhista virtual ajudaram a que a margem bruta crescesse para os 47,4%. Uma melhoria face à margem bruta do período homólogo, que se tinha situado nos 44,6%. A empresa britânica anunciou ainda que está no bom caminho para atingir os objectivos a que se propôs este ano, tanto em termos de receitas como de resultados líquidos e operacionais. Os analistas prevêem que os resultados antes de impostos atinjam os 28 milhões de libras. Sobre a manutenção de preços dos artigos pese embora a subida dos preços do algodão, Nick Robertson, presidente-executivo da empresa foi muito incisivo: «não iremos subir os preços das nossas colecções pois iremos subir as nossas encomendas aos fornecedores em 50%, o que nos permitirá maior poder negocial».