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Associações alinham-se com o Governo

ANIL, ANIT-Lar, ANIVEC e APICCAPS estiveram reunidas com Pedro Siza Vieira, Ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital. Na reunião procurou-se estabelecer pontes para o desenvolvimento e competitividade das empresas destes sectores.

Paulo Coelho Lima, João Neves, César Araújo, Pedro Siza Vieira, Manuel Carlos, Fortunato Frederico e Paulo Augusto Oliveira

Os representantes da ANIL – Associação Nacional dos Industriais de Lanifícios, da ANIT-Lar – Associação Nacional das Indústrias de Têxteis-lar, da ANIVEC – Associação Nacional das Indústrias de Vestuário e Confeção e APICCAPS – Associação Portuguesa dos Industriais de Calçado, Componentes, Artigos de Pele e seus Sucedâneos reuniram com Pedro Siza Vieira, Ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, na passada sexta-feira, 29 de novembro.

Segundo uma nota conjunta, os sectores dos lanifícios, têxteis-lar, vestuário e calçado, «em conjunto, representam 26,6% do emprego e 14,8% do VAB da indústria transformadora». Na reunião, «as associações, e as empresas que representam, manifestaram a sua total disponibilidade para continuarem a colaborar com o Governo no sentido de criar as melhores condições para o desenvolvimento sustentado e competitivo da fileira da moda em Portugal».

A nota revela ainda que Pedro Siza Viera «enalteceu “a importância dos sectores têxtil, vestuário e calçado para a economia portuguesa, nomeadamente ao nível do emprego, das exportações e o esforço de modernização” e assumiu “a vontade de trabalhar em conjunto para a melhoria da competitividade das empresas nos mercados internacionais”».

Assuntos em agenda

Embora não tenha sido divulgado o teor da agenda da reunião com Pedro Siza Vieira, há algumas preocupações que os empresários destes sectores têm levantado, numa altura em que está a ser discutido o acordo sobre política de rendimentos e competitividade, um «acordo de médio prazo sobre salários, rendimentos e competitividade, em articulação com matérias prioritárias como a valorização dos jovens qualificados, a conciliação do trabalho, vida pessoal e familiar e a formação profissional», descreve o ECO.

O anúncio do aumento do salário mínimo para 635 euros levou a ANIVEC e a APICCAPS a alertar para o risco de falências, segundo noticiou o mesmo jornal. César Araújo, presidente da ANIVEC, referiu, no seguimento de uma reunião à porta fechada entre as duas associações e a CIP – Confederação Empresarial de Portugal no passado dia 22 de novembro, que este aumento, que se vai refletir nos custos de produção, «vai pesar na competitividade de empresas que trabalham essencialmente para o mercado global». César Araújo indicou ainda que os empresários iam «entregar um conjunto de medidas que poderão desenvolver o crescimento e a sustentabilidade das empresas nacionais» para que o presidente da CIP, António Saraiva, pudesse negociar o acordo com os restantes parceiros.

Questões como os limites à produção de energia solar, já levantadas pela Paulo de Oliveira, pela Riopele e pela Polopique, por exemplo, e a definição de PME têm também sido referidas como preocupações dos empresários.