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Associações do sector reúnem com o Governo

As associações do sector têxtil e vestuário pediram ontem ao Governo para accionar as cláusulas de salvaguarda para Portugal, previstas pela Organização Mundial de Comércio, nomeadamente a reposição das quotas de importação à China. Esta reunião, solicitada pela ATP, teve como principal propósito debater a situação do Sector Têxtil e Vestuário, particularmente após a liberalização do comércio têxtil e vestuário global.

Segundo o Diário Económico (DE), o presidente da Associação Têxtil e Vestuário de Portugal (ATP), após uma audiência com o Primeiro-ministro e com o ministro das Actividades Económicas e do Trabalho, anunciou que a associação pediu «ao Primeiro-ministro coragem política para que sejam tomadas decisões, no âmbito da União Europeia, relativamente às cláusulas da salvaguarda».

Neste sentido, os representantes das quatro associações do sector têxtil (ATP, ANIL, ANIL-LAR e ANIVEC-APIV) consideraram que Portugal devia assumir a liderança do movimento dos países em que o sector têxtil é importante para a economia.

«Se não forem cumpridas as regras que estão subjacentes ao comércio mundial vai ser impossível para as empresas portuguesas continuar a competir», sublinhou Nunes de Almeida, adiantando que a Turquia já accionou cláusulas de salvaguarda e que os EUA se preparam para fazer o mesmo.

Caso se tenha verificado uma importação em massa da China, em Janeiro, as associações defendem a reposição das quotas que foram eliminadas quando entrou em vigor a liberalização do comércio mundial, este ano.

«Podemos competir com mão-de-obra barata, mas não podemos competir com empresas que não pagam energia e que utilizam mão-de-obra escrava e infantil», acrescentou.

Segundo os empresários, Pedro Santana Lopes e Álvaro Barreto responderam de forma positiva ao apelo e garantiram que se vão «bater numa primeira linha em defesa dos interesses da têxtil».