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Associativismo e cooperação

O associativismo empresarial é a mais antiga e a mais bem conseguida forma de cooperação empresarial que existe, não havendo qualquer experiência alternativa que se lhe compare e muito menos que o exceda, pelo que é, no mínimo, lamentável que os entusiastas da ideia o ignorem e não procurem nele o manancial de ensinamentos que contém.

Por muitos defeitos e insuficiências que o associativismo empresarial contenha, importa lembrar que é o único espaço em que diferentes interesses convergem, sem conflitos maiores, no qual emergem denominadores comuns, expressão de uma vontade colectiva e que é desse resultado que se obtem o respeito do Poder, o reconhecimento da sociedade civil à actividade económica que está representada.

Quanto ao sucesso desta fórmula, os factos comprovam-no. Um grande número de associações sectoriais são hoje organizações activas e eficientes, algumas modelares na gestão de recursos e na obtenção de objectivos, com as quais o Estado e as empresas têm algo a aprender e, certamente, a aproveitar, já que é essa a sua função.

O associativismo empresarial é ambivalente, já que, sendo o “produto- estrela” da cooperação empresarial, a ele compete também um papel privilegiado na sua fomentação. Cabe agora às empresas saber participar na vida das suas associações, conduzindo os seus objectivos e retirar delas o máximo proveito. Como acredito nas empresas e nas pessoas que as conduzem, acredito no futuro do associativismo e no potencial de cooperação que ele encerra, para o qual não precisa de discursos da moda, feito por políticos e académicos, que, na sua maioria, pouco mais conhecem da vida do que o conforto dos gabinetes que utilizam.

Atrevo-me a concluir, adaptando Churchill, que o associativismo é a melhor forma de cooperação empresarial, com excepção de todas as outras.