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ATP lança alerta

A Associação Têxtil e Vestuário de Portugal (ATP) lançou um novo aviso de que as importações de produtos têxteis chineses excederam os níveis de alerta definidos nas «orientações por aplicação de cláusulas de salvaguarda». A ATP sublinha que os últimos dados do Eurostat revelam que os níveis de alerta definidos foram ultrapassados por uma série de categorias de produtos, considerando que se deverá dar início às consultas formais com a China e apelar à Euratex para apresentar o pedido formal à Comissão Europeia (CE). Um pedido que ainda não foi feito, de acordo com o divulgado pelo Diário Económico. «Os últimos dados do Eurostat (Janeiro-Novembro 2005) relativos às importações comunitárias de produtos têxteis e vestuário de origem chinesa revelam que os níveis de alerta definidos nas “orientações para aplicação das medidas de salvaguarda” foram ultrapassados por uma série de categorias de produtos», refere a ATP em comunicado. Em causa estão, segundo a associação, as importações nas categorias de camisas de homem, atoalhados/tecidos turcos, meias, roupa interior de homem, sobretudos de mulher, outras peças de vestuário, outros artigos de vestuário de malha, gazes e tecidos de linho. Para a ATP, a ultrapassagem dos níveis de alerta que poderão vir a implicar o accionamento de medidas de salvaguarda contra a invasão de produtos chineses justifica o início de consultas formais com a China. Neste âmbito, defende, cabe à Euratex, «no papel de representante da indústria têxtil e vestuário da Europa, apresentar o pedido formal nesse sentido à comissão». «Entendemos que é uma questão de princípio e credibilização das instituições e das regras definidas», sustenta a associação em comunicado assinado pelo presidente, Paulo Nunes de Almeida. Na sequência da «invasão» dos mercados dos EUA e da União Europeia pelas exportações têxteis chinesas, após a abolição do sistema de quotas a 1 de Janeiro de 2005, foram levantados naqueles países barreiras à importação de têxteis da China. No entanto, a CE considera que ainda não foram accionados os níveis de alarme e sublinha que as linhas aprovadas para o uso de medidas de salvaguarda têm de ser usadas com discrição.