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ATP reinventa-se na continuidade

A associação elegeu os órgãos sociais para 2022-2024, com uma lista única que reconduz Mário Jorge Machado como presidente da direção. A defesa e promoção da ITV, a contratação coletiva e os projetos ligados à sustentabilidade, digitalização e internacionalização são alguns dos objetivos da ATP para o próximo triénio.

Mário Jorge Machado

Os nomes que compõem os novos órgãos sociais da ATP, eleitos ontem, 29 de setembro, transitam, na maior parte dos casos, do triénio anterior. Na direção, Mário Jorge Machado (Adalberto) tem a companhia de Isabel Furtado (TMG), José Guimarães (Fortiustex), Eduardo Moura e Sá (Idepa) e Jorge Pereira (Lipaco) na vice-presidência. Os dois primeiros desempenharam já esta função na direção anterior, enquanto Eduardo Moura e Sá era presidente da assembleia-geral e Jorge Pereira ocupou, nos últimos anos, o lugar de vogal na direção.

Os vogais são, neste triénio, Alexandra Pinho (LMA), Joaquim Almeida (Têxteis J.F. Almeida), José Manuel Vilas Boas (Valérius), Miguel Pedrosa Rodrigues (Pedrosa & Rodrigues), Nöel Ferreira (A. Ferreira & Filhos), Paulo Melo (Somelos), Ricardo Silva (Tintex) e Rui Teixeira (Felpinter), enquanto Samuel Costa (Sonix) e Stéphane Picciotto (Confetil) estão listados como suplentes.

Na assembleia geral, a presidência cabe agora a António Falcão (Têxtil António Falcão), anteriormente presidente do conselho fiscal, acompanhado por Constantino Silva (Lantal Textiles), como vice-presidente, e António Cunha (Orfama), como secretário. Honorato Sousa (Malhas Carjor) e Paulo Faria (Paula Borges) são suplentes.

Já o conselho fiscal passa a ser presidido por Ana Júlia Sampaio Furtado (A. Sampaio & Filhos), anteriormente vogal deste órgão. José Cardoso (OSDM) e Pedro Alves Pereira (Alves Pereira Tapeçarias) são vogais e Paulo Santos (Primma) e Ricardo Conceição (L’Atelier des Créateurs) são suplentes.

No conselho consultivo, que reúne não só empresários e figuras da indústria têxtil e vestuário, mas também personalidades do mundo académico, científico, financeiro ou empresarial, há duas entradas que se destacam: o presidente da Euratex, Alberto Paccanelli, e o ex-Ministro da Economia, Pedro Siza Vieira.

Competitividade e sustentabilidade

A lista única apresentou como mote para este triénio “Reinventar o sector, construir um futuro sustentável”, apostando na continuidade da atividade da associação na defesa dos interesses da indústria têxtil e vestuário, «particularmente na melhoria das suas condições de competitividade, através dos modernos fatores críticos de competitividade, indispensáveis à diferenciação dos produtos e serviços, em concorrência global», algo, refere a associação em comunicado, «nem sempre bem compreendido e promovido pelo poder político, quase sempre desvalorizando o papel económico e social das empresas e dos empresários».

A promoção deste sector, dentro e fora do país, é outra das prioridades apontadas, assim como «reforçar a proximidade da associação aos associados e o seu papel estruturante em toda fileira têxtil».

As metas definidas por esta direção encabeçada por Mário Jorge Machado passam ainda por «promover a contratação coletiva com o objetivo de assegurar a paz social e o desenvolvimento sustentado, com uma melhor e mais equilibrada partilha de benefícios, que só o decorrente aumento da produtividade do trabalho e dos restantes recursos pode proporcionar» e o desenvolvimento de projetos «que possibilitem a realização da missão e objetivos consignados à ATP, particularmente aqueles que terão de estar alinhados com a estratégia da União Europeia, em que prevalecerão as iniciativas destinadas à descarbonização e transição energética, à sustentabilidade e circularidade, à digitalização, à capacitação, à inovação produtiva e à internacionalização das atividades», enumera a associação.