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Axfilia premiada em Londres

A empresa portuguesa dedicada ao vestuário profissional e de proteção trouxe para casa o prémio Best Newcomer nos Professional Clothing Awards 2019. Para além da Axfilia, outras empresas, como a Calvelex, a Lameirinho, a Polopique e a Trotinete, estiveram em Londres a promover o “made in Portugal” no vestuário profissional.

Maria José Machado

O trajeto da Axfilia no Reino Unido começou há dois anos, altura em que a empresa esteve presente numa exposição de produtos portugueses patente na gala dos Professional Clothing Awards, que repetiria em 2018. «Um dos objetivos da Axfilia, desde 2018, foi a entrada no mercado do Reino Unido, em vestuário de trabalho e de proteção. O objetivo tem sido alcançado de forma pautada e, de certa forma lenta, e por isso o reconhecimento de uma entidade como a PCIAW – Professional Clothing Industry Association Worldwide funcionaria como um facilitador. Foi isto que nos motivou a olhar para os Professional Clothing Awards. O facto de sermos uma empresa não só recente no mercado, mas também nova em idade, colocou-nos na categoria de Best Newcomer», explica Maria José Machado, fundadora da empresa, ao Jornal Têxtil.

O prémio foi entregue no passado dia 19 de junho, na gala dos Professional Clothing Awards, que reúne os principais atores mundiais do sector. «Uma recomendação de entidades respeitadas, como a PCIAW, é um selo de garantia que nos dá potencial acrescido para a entrada em diversos mercados, que não só o do Reino Unido. É, de facto, um prémio que nos dá reconhecimento e nos envolve de forma mais profunda no circuito», acredita Maria José Machado.

Comitiva Portuguesa

Atualmente com uma equipa de quatro pessoas, a Axfilia tem como principal mercado a Europa, incluindo Alemanha, França, Suíça, Bélgica e Holanda. O Reino Unido é, ainda, «uma parte mínima do nosso mercado internacional e, por isso, continuamos com apostas na sua exploração», revela a empresária, que está a planear novos voos. «A exportação para outros continentes está a ser preparada, mas ainda temos um longo caminho pela frente», afirma.

2018 foi um ano de consolidação da empresa, que continua a investir no desenvolvimento de novos produtos, «estrategicamente preparados em parceria com outras empresas, especialmente fabricantes de fibras e/ou marcas. Deste modo, conseguimos trabalhar a inovação e s diferenciação desde a génese do artigo», indica Maria José Machado. Entre as novidades mais recentes encontram-se artigos de malha – que são o core business da Axfilia – com propriedades «excecionais» de durabilidade, assim como com retardantes à chama, proteção ao frio extremo ou de alta visibilidade, enumera.

Apesar dos primeiros meses do ano terem sido atípicos, «com um abrandamento ligeiro», a empresária antecipa que os próximos meses serão mais animados. «Já denotamos uma dinâmica diferente nos mercados externos, que cremos irá impactar um aumento das exportações neste segundo semestre e durante 2020», garante.

Um mercado a explorar

Não é apenas a Axfilia que está a explorar o mercado britânico na área do vestuário profissional. Aproveitando a estreia da cimeira da PCIAW, que decorreu de 18 a 19 de junho, César Araújo, que é diretor da PCIAW e administrador da Calvelex, assim como presidente da ANIVEC, destacou a capacidade industrial portuguesa no discurso de abertura. «Hoje temos uma única preocupação: oferecer não apenas um produto com ótimo design e qualidade, mas um produto que, ao longo da sua cadeia de valor, cumpre uma conduta sustentável», declarou. «Os designers e marcas portuguesas estão a trabalhar em conjunto sob a filosofia “comprem menos, escolham bem, façam com que dure», acrescentou.

César Araújo

Ao Jornal Têxtil, César Araújo assegura que, «como diretor da PCIAW tenho um cuidado especial em passar a mensagem de que Portugal é um país onde podem comprar produtos feitos com qualidade, mas também com um bom serviço, onde são cumpridos os prazos de entrega e os preços são competitivos».

Para além desta presença na cimeira da PCIAW, uma comitiva de empresários portugueses, com representantes da Axfilia, Calvelex, Lameirinho, Polopique e Trotinete, foi recebida pelo embaixador português em Londres, Manuel Lobo Antunes, e pelo diretor económico e comercial da Aicep no Reino Unido, Rui Boavista Marques. Uma reunião que serviu para os empresários apresentarem os seus negócios e ambições para o Reino Unido, um mercado onde, apesar da ameaça do Brexit, acreditam que há ainda muitas oportunidades de negócio, nomeadamente na área do vestuário profissional. «Há preocupação com o Brexit porque cria instabilidade, uma vez que ninguém sabe exatamente o que vai acontecer. Mas o mercado britânico é um parceiro de Portugal e vai continuar a ser. Por isso, temos de estar na primeira liga e continuar a fazer networking», conclui César Araújo.

Receção na embaixada