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Baby Gi a crescer de pé

A marca de vestuário para recém-nascidos está em fase de crescimento. Para além da aposta nos mercados extracomunitários, alargou a coleção de 2020 para crianças até aos 36 meses, para que os pais possam combinar o vestuário dos seus filhos.

Alfredo Moreira

Desde que foi criada, em 2016, que a Baby Gi se dedica ao vestuário e acessórios para recém-nascidos até aos seis meses de idade. A coleção para a primavera-verão 2020 vem responder às solicitações de pais que procuram combinar as peças usadas pelos filhos mais novos. Deste modo, a marca criou cerca de 20 a 30 referências para crianças até aos 36 meses. «Aquilo que nós criamos com este upgrade até aos 36 meses foi colocar referências de mais roupas, não tanto babygrows e acessórios, mas uns vestidos [para as meninas], para os rapazes umas camisas e uns calções. Ou seja, aquele tipo de roupa de uma criança que já anda, que já tem mobilidade, mas dentro do tema», esclarece Alfredo Moreira, cofundador e co-CEO da Baby Gi, ao Portugal Têxtil. «Estamos a falar de 10% para dar este agrado às solicitações que temos. Mas o nosso core [business] é new born e é isso que vamos querer fazer sempre», confirma.

Acompanhando as crianças que começam a dar os primeiros passos, a Baby Gi está também a caminhar para o mercado extracomunitário. Com uma taxa de exportação de 70%, a marca já concentrava as vendas em Inglaterra, Itália e Bélgica. Agora, começou a investir na Colômbia. «[Queremos] sair um bocado do mercado maduro da Europa. A Europa tem sempre a vantagem da estabilidade, mas também não tem grandes crescimentos», portanto «estamos a apostar na América Latina e começamos pela Colômbia».

Esta será a porta de embarque para o resto da região. «Estamos a trabalhar primeiramente a Colômbia e depois queremos alargar aos países vizinhos: ao Peru, ao Chile, Panamá já temos, ao Equador. E estamos agora também a iniciar com a República Dominicana», enumera Alfredo Moreira. Para além destes mercados, a Baby Gi já vende para um vasto número de países, entre eles, Espanha, Holanda, Noruega, Qatar, Dubai e Alemanha. No geral, a evolução é crescente, à exceção de Inglaterra, «que está a manter e não a crescer».

De mãos dadas com os retalhistas

De forma a melhorar a eficácia da produção, a Baby Gi realizou, este ano, um investimento tecnológico em software de design da Lectra e, «no próximo ano vamos investir em melhorar na parte de software também, sempre na parte produtiva», revela o cofundador.

Desde o ano passado, a marca conseguiu atingir um crescimento do volume de negócios de 65%. «O investimento que nós fizemos foi de médio a longo prazo, não quisemos trabalhar o curto prazo ou o volume ou quantidade. O que nos interessa é ter um crescimento sustentado e que a marca crie o maior valor possível em mercado importantes, como é o caso da Europa», continua.

Alfredo Moreira não prevê que esta evolução sustentável se transponha para o mercado online. A Baby Gi vende 95% dos seus produtos através do retalho multimarca e tem uma loja online que funciona «mais como outlet», ou seja, «o espírito é escoar um pouco algumas sobras que ficaram dos anos anteriores», descreve. O cofundador reconhece que, apesar do futuro das marcas ser no mundo digital, «nós temos como política respeitar o nosso cliente de retalho, porque é neles que ainda temos a maior parte do nosso negócio». Assim, a loja online da Babi Gi é uma forma de comunicação para «ajudar e potenciar a marca para que os nossos clientes retalhistas consigam vender mais», salienta.

No próximo ano, o objetivo é aumentar a visibilidade da marca e o reconhecimento pela sua qualidade e design, estratégia que passa por «amadurecer os mercados em que já estamos e melhorar e aumentar as vendas nos mercados em que apostamos agora, como Colômbia, Panamá e República Dominicana», conclui Alfredo Moreira.