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Baby Gi supera expectativas em 2020

A empresa que produz e comercializa vestuário para recém-nascidos teve, no ano passado, um dos melhores anos de sempre e continua a preparar o crescimento no futuro, com o investimento numa nova linha de produção para responder ao aumento da procura e à entrada nos mercados da Holanda e da América do Norte.

Alfredo Moreira

Apesar das dificuldades impostas pela pandemia, o ano de 2020 vai ficar na história da Baby Gi. Fundada em 2016, a empresa tinha como meta «ter um crescimento de 50% relativamente ao ano anterior, principalmente nos nossos principais mercados, como Itália, Reino Unido e Portugal», afirma Alfredo Moreira, cofundador e co-CEO da Baby Gi. Uma meta que foi superada. «Conseguimos ultrapassar a barreira de 1 milhão de euros, que reflete um crescimento de 65%», revela ao Portugal Têxtil.

Além dos resultados financeiros, a Baby Gi, que, a somar aos mercados mencionados, vende para a Bélgica, Espanha, Noruega, Marrocos, Colômbia, República Dominicana, Panamá, Qatar e Kuwait, queria igualmente «encontrar parcerias de negócio em novos mercados para o arranque de 2021. Também foi um objetivo conseguido com a formalização do início de vendas na Holanda e na América do Norte», sustenta Alfredo Moreira, antecipando mais crescimento por essa via.

[©Baby Gi]
«Em relação à Holanda, como tínhamos muitos contactos diretos sem passar por um trabalho local de um agente, penso que vai ser um bom mercado. Quanto à América do Norte, como todos sabemos, é um mercado imenso, com muitas culturas e gostos diferenciados. Se a nossa entrada no mercado for bem aceite, tem muito potencial de crescimento, mas ainda é uma incógnita», resume o cofundador e co-CEO da Baby Gi.

Investimentos sustentáveis

Fruto do crescimento e das perspetivas que se abriram com estes novos mercados, a Baby Gi decidiu alargar as suas valências e introduzir uma nova linha de produção, num investimento de 200 mil euros. «Foi necessária a edificação de um espaço com 500 metros quadrados, que inclui área produtiva, refeitório, balneários e zona de escritórios», detalha Alfredo Moreira, acrescentando que «foram adquiridos vários equipamentos entre máquinas de costura de nova geração, para redução de custos energéticos, equipamentos de passar a ferro e alguns equipamentos específicos para acabamentos».

As preocupações ecológicas, nomeadamente ao nível da descarbonização, estiveram presentes na montagem desta nova linha de produção, assim como num outro investimento realizado pela empresa ao nível da produção de energia elétrica através de painéis fotovoltaicos. «Fizemos um investimento de 15.000 euros que tem dupla função: produção de energia elétrica e, em simultâneo, sombreamento para três viaturas», explica o cofundador e co-CEO da empresa. «Esperamos ter uma redução de custo anual de energia na ordem dos 20%» e «ter o investimento amortizado em 6 anos», prevê.

[©Baby Gi]
A empresa também não tem baixado os braços e face à inexistência de feiras presenciais, tem recorrido à «rede de agentes nos países onde operamos com showrooms próprios e, para além disso, em alguns países vamos fazer showrooms nossos com a colaboração dos agentes locais», aponta Alfredo Moreira.

Convencido que 2021 «é uma grande incógnita para todos», o cofundador e co-CEO da Baby Gi acredita que o core business da empresa é, de alguma forma, uma mais-valia neste momento em que vários países implementaram ou estão a anunciar confinamentos. «Como a nossa atividade está direcionada para os recém-nascidos, não sentimos tanto impacto como na roupa de adulto. Mas estamos otimistas em relação as vendas da coleção AW21, que representa as vendas do segundo semestre de 2021», conclui Alfredo Moreira.