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Bangladesh na corda bamba

As exportações do Bangladesh aumentaram 7,4% em março face a igual período do ano anterior, fixando-se nos 2,59 mil milhões de dólares. Um crescimento que se repete pelo quinto mês consecutivo, impulsionado por fortes vendas de artigos de vestuário.

No período entre julho de 2014 e março de 2015, correspondente aos três primeiros trimestre do ano fiscal, as exportações cresceram 3% para 22,9 mil milhões de dólares, ficando 5% aquém do objetivo estipulado, adianta a agência governamental do Bangladesh para a promoção das exportações.

As vendas de vestuário pronto-a-vestir, que inclui produtos de malha e tecido, fixaram-se nos 18,63 mil milhões de dólares durante esse período, em comparação com os 18,05 mil milhões de dólares registados no período correspondente anterior.

O sector do vestuário é essencial ao Bangladesh, cujos baixos salários e livre acesso aos mercados ocidentais contribuíram para que se tornasse no segundo maior exportador mundial de vestuário, depois da China.

No enatanto, a instabilidade política testemunhada nos últimos meses poderá afetar a indústria do vestuário do país, que se encontra já sob pressão na sequência de incidentes ocorridos em unidades fabris nacionais, incluindo o colapso de um edifício que alojava diferentes fábricas em abril de 2013, que causou a morte a 1.130 pessoas.

«Os compradores estão a demonstrar a sua preocupação face à violência política atual. Estão dispostos a fazer-nos mais encomendas, mas a incerteza política impede-os de o fazer», afirmou Shahidullah Azim, vice-presidente da Associação de Fabricantes e Exportadores de Vestuário do Bangladesh.

As exportações do Bangladesh para o presente ano fiscal deverão crescer 10% para 33,2 mil milhões de dólares, face ao resultado obtido no ano anterior. As exportações de vestuário deverão aumentar na mesma proporção, fixando-se nos 26,9 mil milhões de dólares, seguindo-se a um total de 24,5 mil milhões de dólares obtidos no ano anterior, em resultado de um aumento de 14%.

Mediante este cenário, os exportadores adiantaram já que será impossível atingir o objetivo de crescimento estipulado para o corrente ano.