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Basofil: a fibra da inovação

As aplicações da fibra Basofil, inicialmente desenvolvida pela BASF, continuamem franca expansão.E, para tal, muito tem contribuído a comissão norte-americana para a segurança do consumidor (US Consumer Product Safety Commission), queestá a actuar rapidamente no sentido da aplicação de regulamentos mais restritivos ao nível da protecção contra o fogo para todos os colchões vendidos nos Estados Unidos, com efeito a partir do dia 1 de Julho de 2007. Entre as fibras não-naturais que vão permitir que os tecidos cumpram os novos requisitos encontra-se a Basofil, cujo desenvolvimento pela BASF ao longo de meados da década de 1980 ficou cifrado nos 100 milhões de dólares. A primeira aplicação comercial da Basofil foi nos tecidos que serviam de barreira de protecção nos assentos usados na aviação, mas o seu principal mercado tem sido o material de protecção para bombeiros, possuindo uma quota de mercado próxima dos 30%, fomentada pela ênfase na segurança interna nos EUA que resultou dos ataques terroristas de 2001. A Basofil foi adquirida à BASF pela McKinnon-Land-Moran em 2002 e a actual unidade de produção encontra-se localizada em Enka, na Carolina do Norte. As aplicações em nichos de mercado como a roupa de cama e os revestimentos de mobiliário absorvem 30% da produção da Basofil e a empresa planeia concluir em breve um significativo aumento na capacidade de produção, antecipando o aumento das vendas que deverá resultar da nova legislação para os colchões. A nova legislação surge na sequência de medidas semelhantes previamente adoptadas na Califórnia em 2001 (Estado que é responsável por mais de 15% do mercado norte-americano de colchões), no âmbito das quais o colchão deverá passar um teste de ignição de 30 minutos sob chama viva e encontrar-se devidamente identificado em relação ao cumprimento deste teste de controlo. Conforme refere Bob McKinnon, director-executivo da McKinnon-Land-Moran, existem diversas formas para aumentar a resistência à chama de um colchão. As empresas podem optar por um tratamento químico ou por um produto utilizando materiais como a Basofil para formar uma barreira resistente à chama. Diversos testes desenvolvidos ao longo dos anos provaram que a Basofil é não-tóxica e não-irritante, possuindo ainda outras propriedades importantes relacionadas com as propriedades da roupa de cama, incluindo grande maciez e elevada finura. Uma grande parte da investigação e desenvolvimento realizada em torno da Basofil, desde a aquisição pela McKinnon-Land-Moran, tem sido no âmbito dos tecidos de revestimento para o lar. A indústria norte-americana de colchões é muito competitiva e os principais concorrentes não vão esperar que as novas medidas regulamentares entrem em vigor. A Basofil é uma fibra cara de produzir, mas os produtos têxteis necessitam apenas de uma pequena quantidade da fibra para apresentar propriedades de resistência à chama. As percentagens necessárias variam entre os 15% e os 30%. No final de 2005 a capacidade anual de produção da Basofil tinha aumentado para as 12 milhões de libras (cerca de 5.440 toneladas) em sequência de um investimento de 50 milhões de dólares, sendo possível a existência de uma nova expansão ao nível da capacidade de produção. Se o potencial mercado de artigos com propriedades anti-chama se expandir no sentido de incluir produtos usados na cama, incluindo os lençóis, fronhas de almofada, edredões e outros artigos, a produção da fibra poderia atingir mil milhões de libras por ano, mas, conforme considera McKinnon, as utilizações potenciais das fibras anti-chama nos tecidos para decoração não termina aqui. A principal concorrência da Basofil surge por parte dos tratamentos químicos para a aplicação de produtos ignífugos, os quais são menos dispendiosos do que a fibra. No entanto, conforme refere McKinnon, as propriedades anti-chama que a fibra oferece não desaparecem com a utilização nem com o passar do tempo, mantêm-se ao longo do ciclo de vida do produto.