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Benetton no Ramiro Leão

A “megastore” da Benetton em Lisboa é a segunda do mundo a integrar, em dois dos seus seis pisos, o conceito “Fabrica”, um espaço experimental virado para a cultura, criatividade, pensamento livre e Internet. A abertura desta grande unidade comercial da marca italiana nas antigas instalações de um dos “ex-libris” de Lisboa, os Armazéns Ramiro Leão, esteve no entanto envolvida numa polémica com a Câmara Municipal de Lisboa. Segundo o jornal Público, Luciano Benetton explicou no entanto, que a sua empresa tem, perante a autarquia, compromissos formais que irá assumir na promoção e realização de eventos culturais para os lisboetas no seu espaço “Fabrica” da “megastore” Benetton. O presidente do grupo italiano, afirmou ainda que a abertura da sua primeira “Fabrica Features”, em Bolonha, foi um processo semelhante ao de Lisboa. «Em Bolonha, instalámos a “Fabrica Features” num espaço comercial que estava aparentemente sem solução, desocupado há 15 anos, uma situação muito semelhante à deste edifício». Ainda assim, e «tal como vai acontecer em Lisboa, comprometemo-nos perante a autarquia a promover eventos culturais nesses espaços, criando uma mais valia para os cidadãos». Em relação às notícias avançadas por alguns órgãos de comunicação, que anunciavam o encerramento de algumas das lojas mais pequenas em detrimento da abertura de mais 20 “megastores”, Benetton negou-as terminantemente. «Não vamos fechar as lojas mais pequenas. Com a abertura das “megastores” queremos somente aumentar a rentabilidade por metro quadrado». Ainda relativamente a polémicas relacionadas com a Benetton, é de referir ainda a cisão entre a marca italiana e Toscani (fotógrafo da Benetton). Julga-se que na base da separação estará a última campanha de Toscani, “We, on the death row”, na qual vários presos condenados à morte, foram fotografados para a marca. Luciano Benetton disse estar habituado a polémicas, mas a onda de revolta dos familiares das vítimas mortais dos referidos criminosos, foi de tal modo forte, que a Benetton viu praticamente anulados todos os seus investimentos de anos no continente norte-americano. Assim sendo, Toscani deixou a Benetton e a comunicação do grupo italiano passou a ser da competência da “Fabrica”.