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Berg à frente do seu tempo

Ainda antes do athleisure ser uma tendência, já a Berg Outdoor crescia sob o princípio de oferecer, aos consumidores, vestuário que reunia funcionalidade, design e versatilidade. A marca detida pela Sonae continua a somar fãs, em Portugal e no resto do mundo, com o online a abrir portas para uma possível loja física no futuro.

Nascida em 2002, a Berg Outdoor posicionou-se, desde logo, no segmento de urban outdoor. «A marca destina-se a pessoas que usam outdoor no quotidiano e que gostam de o misturar com peças casuais. Apesar de ter, obviamente, funcionalidade – tem de ser possível ir passar um dia na montanha ou viajar –, as peças são muito versáteis e permitem efetivamente uma utilização muito casual, que é o que um grande número de clientes procura hoje», afirmou Susana Barros, brand manager da Berg Outdoor, na edição de março do Jornal Têxtil.

A tendência, contudo, tem contribuído para o crescimento da Berg Outdoor. «É exatamente por isso que temos crescido. Há muitas marcas a fazerem esse caminho, mas que começaram no polo oposto, no ultra técnico, e agora aproximam-se do técnico-casual. Nós somos uma marca que nasceu exatamente neste posicionamento e, portanto, diria que nos está no ADN e os clientes percebem, pelas cores e pelo design das peças, que não somos uma marca outdoor igual às outras – somos diferentes por este toque de urbanidade», destacou.

As coleções refletem, claramente, este posicionamento da marca detida pela Sonae. A linha de neve, por exemplo, ganhou gamas mais altas, «sempre com o princípio de manter um alto nível de funcionalidade, mas com um excelente design e um toque de urbanidade e de versatilidade. Por exemplo, todos os nossos casacos de neve podem transformar-se em casacos de inverno – retirando o carapuço e a “saia”, é um casaco de inverno com cores que se combinam perfeitamente com a roupa do dia a dia», explicou a brand manager. Também a gama Active, «que é o coração da marca», conta com novidades, nomeadamente os «híbridos, que é uma mistura de enchimento e polar, e, essencialmente na coleção de mulher, temos cortes cada vez mais femininos, mais diferenciados do homem, o que no outdoor é relativamente raro», sublinhou.

A internacionalização começou apenas em 2011, mas cinco anos depois 35% das vendas são realizadas nos mercados internacionais, com destaque para Espanha, mas também para países como Áustria, Finlândia, Dinamarca, Suécia, Turquia, Itália, Egito, México e países da Europa de Leste. «O nosso maior cliente neste momento está na Eslováquia, é uma cadeia de desporto chamada Exisport», revelou Susana Barros. «Este ano estamos a entrar, pela primeira vez, com a coleção primavera-verão 2016 na Alemanha, em retalhistas relevantes como a Globetrotter e a Engelhorn», referiu. O mercado germânico é, de resto, uma das grandes apostas, com a marca a ter já criado mesmo uma estrutura própria localmente, com um country manager e um showroom em Munique. «Estamos abertos, obviamente, a todo o mundo, mas o nosso foco ativo é a Europa, com especial enfoque na Alemanha», indicou.

Ao ano de crescimento de 2015, a Berg Outdoor espera continuar a somar vendas internacionais em 2016, sobretudo para além da Península Ibérica. «Teremos de ter 20% a 25% do nosso negócio fora de Portugal e Espanha», antecipou Susana Barros.

Para isso irá contribuir também a loja online internacional, para a Europa, que se seguiu ao lançamento da loja online em Portugal e Espanha.

Um passo virtual que poderá, daqui a um ano, tornar-se físico. No processo de ter lojas próprias, «tomamos a decisão de começar pelo online», explicou a brand manager, revelando, no entanto, que «temos também previsto no plano trabalhar um conceito de loja para abrir em 2017», provavelmente começando por Portugal.