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Berg afina posicionamento

A marca da Sonae acertou as agulhas pelo mercado e está empenhada em ganhar notoriedade como referência no desporto de outdoor, apoiada numa maior tecnicidade e na portugalidade, tanto no espírito como na produção, dos seus artigos.

A Berg Outdoor reviu o seu posicionamento e está agora definitivamente focada nos desportos ao ar livre. «Houve uma altura em que estávamos mais num casualwear com alguns toques de outdoor e hoje queremos posicionar-nos claramente como uma marca de desporto outdoor», afirma Miguel Tolentino, diretor-geral da Berg Outdoor, ao Jornal Têxtil.

Sustentabilidade e portugalidade

A afinação da estratégia passou igualmente pela clarificação dos valores da marca, que tem uma aposta clara na sustentabilidade mas também na portugalidade. «Somos uma marca autêntica e uma marca autêntica que nasceu em Portugal tem que assumir a sua portugalidade. E apesar de não termos uma experiência muito grande de outdoor – não é o desporto preferido dos portugueses –, a verdade é que o espírito explorador e aventureiro dos portugueses parece-nos que tem tudo a ver com este mercado outdoor», esclarece Miguel Tolentino. Estas duas vertentes têm ainda levado a Berg Outdoor a procurar o aprovisionamento no mercado nacional. «O que temos feito, sobretudo no têxtil mas também com reflexo no calçado e no equipamento – mochilas –, é aumentar drasticamente a percentagem de produção em Portugal. E em termos de têxtil, maioritariamente – numa das coleções chegamos mesmo a 100%, que pode não ser possível sempre – produzimos em Portugal», revela o diretor-geral, adiantando que «é algo que tem sido muito bem recebido no mercado».

Com uma distribuição centrada no wholesale e no canal online, a marca tem os olhos voltados essencialmente para o mercado europeu. «Temos a Alemanha, que representa 25% do mercado de outdoor na Europa, França, Itália, Espanha, onde beneficiamos de alguma notoriedade que a marca já tinha pela questão da Sport Zone, e também, apesar de não estar tão desenvolvido, o Reino Unido», enumera Miguel Tolentino.

Planos futuros

Embora sem revelar números, o diretor-geral garante que a Berg Outdoor está «num momento de crescimento muito grande» e, por isso, o objetivo é manter-se nesta rota ascendente, num percurso que poderá levar a lojas próprias. «Uma loja pode, eventualmente, ser algo interessante em várias perspetivas: numa perspetiva de mais facilmente podermos dar a conhecer a marca; numa questão também de aprendizagem, porque o contacto direto com o consumidor final dá-nos mais informação que nos permite mais facilmente ajustar os nossos produtos e a nossa proposta de valor; e eventualmente testar um conceito de retalho que possa ser exportável», explica.