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Blake: unissexo por miúdos

Menino, azul? Menina, rosa? Errado. Nas coleções da Blake estas duas cores ficam fora da paleta. Transportando a tendência agender para o guarda-roupa dos petizes, a marca portuguesa nasceu há um ano, mas já fala várias línguas.

Bárbara Ferreira e Mariana Santiago

Oficialmente apresentada em janeiro de 2017, fruto de um rasgo criativo das sócias Mariana Santiago e Bárbara Ferreira, a Blake cedo deu os primeiros passos da internacionalização, integrando a lista de expositores de salões da especialidade como a Ciff em Copenhaga, Bubble London e Play Time Berlin. «Queremos muito chegar a Paris, à Play Time. Vamos tentar na próxima estação», confessa Mariana Santiago, fundadora e sócia gerente, ao Portugal Têxtil, considerando o mercado francês particularmente apetecível para a Blake.

Enquanto não marca a viagem para a Cidade-luz, em fevereiro último, a Blake aterrou no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, integrando pela primeira vez a lista de expositores do Modtissimo. «Conseguimos convidar todos os nossos clientes estrangeiros para virem cá e tivemos no stand visitantes franceses e ingleses», revela Mariana Santiago.

Desenhando coleções para miúdos dos 0 meses aos 6 anos, toda a produção da Blake é subcontratada em Portugal, «dos tecidos às etiquetas». Já o design está nas mãos das duas sócias, que têm vindo a jogar com padrões geométricos, como os triângulos da coleção estreia “Try (Other) Angle”, dedicada à primavera-verão 2018.

«Acreditamos que o que vestimos aos nossos filhos não pode ser imposto por estereótipos e que uma criança, independentemente do seu género, pode ser exatamente aquilo que quer ser, e que brincar não deve ser limitador nem ter “etiquetas” para menino e menina», pode ler-se no manifesto da Blake, disponibilizado online.

O ciberespaço é, de resto, o habitat natural da marca de vestuário infantil que, entre cliques, vai catalogando memórias num blogue e anunciando boas-novas nas redes sociais, estando a preparar-se para arrancar com o portal de comércio eletrónico.

«Até aqui, neste primeiro ano, só trabalhávamos com o mercado externo, em regime B2B, mas penso que com a loja online e com as vendas ao consumidor final vamos poder também captar a atenção do mercado nacional», explica Mariana Santiago, adiantando que a média de preços ao consumidor final irá situar-se nos 25 euros.

Com três pontos de venda já garantidos para a capital britânica, Inglaterra é atualmente o mercado em destaque nas exportações da Blake.

«Até ao verão de 2018 estamos a contar pelo menos duplicar esses três que conseguimos agora na Bubble London, uma feira que nos correu francamente bem», conclui Mariana Santiago.