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Blank Home invade a Ásia

Depois de ter conquistado os lares dos alemães, mercados tão distintos e distantes como Itália, Dinamarca, Israel, Gana, Japão e China já abriram as portas à marca própria da maior produtora europeia de felpos, a portuguesa Mundotêxtil. Agora, a Blank Home quer aconchegar os sul-coreanos.

Nascida no seio da família Mundotêxtil, a Blank Home propõe uma coleção de “home lifestyle” que inclui toalhas e roupões de banho, acessórios para o lar e roupa de cama premium. A marca, que tem vindo a ser promovida internacionalmente nos últimos dois anos, começou por entrar nas casas germânicas, mercado onde conta atualmente com 12 lojas próprias.

«Efetuamos envios de 15 em 15 dias, vamos fazendo reposições, temos stock permanente e um plano de produção para ajudar as lojas», destaca Rogério de Matos, administrador da Mundotêxtil, ao Jornal Têxtil (edição de setembro). «Quando começámos, era um mercado quase novo», revela sobre a chegada à Alemanha.

Japão, Itália, Israel, Gana, Dinamarca e, brevemente, Coreia do Sul juntam-se ao mapa de exportação da Blank Home, segundo a responsável pela marca, Marta Santos, sem deixar de sublinhar que os clientes vão desde «pequenas lojas a grandes armazéns».

A mais recente investida da Blank Home é o mercado chinês, onde esteve presente como expositora na recente edição da Intertextile Shanghai Home Textiles, no passado mês de agosto. «Estamos já em algumas cadeias de lojas. Queremos que seja um mercado importante, mostra potencialidades, mas tem um conjunto de condições que, para quem está longe, não é fácil. É preciso investir fortemente, ter estruturas a funcionar lá e, depois, a comunicação com o cliente retalhista, se não for através de alguém local, não se consegue concretizar», afirma Rogério de Matos.

Exportando para 48 países nos cinco continentes, com um efetivo de 585 pessoas e um volume de negócios a rondar os 42 milhões de euros em 2016, as ambições da Mundotêxtil para a Blank Home passam, agora, pelas vendas online, sendo que as potencialidades das redes sociais estão já a ser exploradas.

Não obstante, a marca própria é apenas um dos vários investimentos em curso na produtora de felpos, que no primeiro semestre de 2017 experimentou já um «ligeiro crescimento» em relação ao período homólogo do ano anterior, de acordo com o administrador da Mundotêxtil. «Estamos a substituir teares e a investir em todo o processo produtivo. Entraram muito recentemente 10 teares novos e a intenção é substituir toda a tecelagem», revela Rogério de Matos sobre o último investimento realizado pela empresa, na ordem dos 3,5 milhões de euros.