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Bloom abre portas a jovens designers

Os novos talentos da moda têm até 15 de julho para apresentarem a sua candidatura ao concurso Bloom. Em parceria com a Zeitreel, a unidade de moda do grupo Sonae, o concurso é a porta de entrada para a passerelle do Portugal Fashion, tendo já lançado nomes como Hugo Costa.

Vítor Dias

O Bloom, que contabiliza já 11 anos de existência, abre mais um concurso, com as candidaturas a decorrerem até 15 de julho. «O Concurso Bloom powered by Zeitreel pretende reunir candidaturas de jovens designers finalistas dos cursos de escolas de moda portuguesas, bem como jovens designers que tenham terminado os seus cursos, que estejam a iniciar a sua marca e que tenham intenção clara de ingressar no mercado da moda e do têxtil nacional», indica o Portugal Fashion no seu website.

Para se candidatarem, os jovens designers, que devem ser residentes em Portugal e ter idades compreendidas entre os 18 e os 35 anos, têm de apresentar projetos originais, nunca mostrados ao público, pensados para a primavera-verão 2023. O dossier terá de incluir além de elementos pessoais, como o currículo e comprovativo de frequência de uma escola de moda, certificado ou diploma, uma memória descritiva do projeto, moodboard, painel de matérias-primas, painel de acessórios, estrutura da coleção e fichas técnicas.

Depois de várias fases de avaliação, os trabalhos dos oito finalistas selecionados serão mostrados num desfile a ter lugar na edição de outubro de 2022 do Portugal Fashion, onde o júri irá decidir, e anunciar, o vencedor e a menção honrosa.

O vencedor irá receber um prémio pecuniário no valor de 3.000 euros para apoio ao desenvolvimento das duas primeiras coleções (1.500 euros para cada uma), que serão apresentadas nesta plataforma do Portugal Fashion dedicada a jovens designers ao longo das duas estações seguintes, terá um estágio profissional de nove meses onde poderá passar pelas diferentes marcas de moda do grupo Sonae, que inclui a Salsa, a Mo e a Zippy, e a oferta da pós-gradução em gestão de moda da Católica Porto Business School (desde que cumpra os pré-requisitos), assim como seis meses de assessoria de imprensa e serviço de showroom da Showpress.

Inês Manuel e Maria Carlos

Já o designer distinguido com a menção honrosa receberá um prémio monetário de 1.500 euros para desenvolver as suas duas primeiras coleções (750 euros para cada uma), que serão igualmente apresentadas na plataforma Bloom das duas edições seguintes, poderá estagiar nas marcas da Zeitreel durante nove meses e terá apoio técnico, jurídico e mentoria gratuito por parte da ANJE – Associação Nacional de Jovens Empresários para registo de marca e início de atividade comercial e empresarial.

Rampa de lançamento

A plataforma Bloom tem sido a rampa de lançamento de vários designers no universo da moda. Maria Carlos Baptista, que na mais recente edição do Portugal Fashion se apresentou em dupla com a irmã Inês Manuel, afirma que ter vencido o concurso Bloom em 2020 «trouxe muita visibilidade». Aliás, revela ao Portugal Têxtil, «participar e ganhar o concurso Bloom foi uma das metas que impus a mim mesma, era um objetivo». A designer acredita que esse feito «mudou muita coisa, trouxe muita visibilidade, há muita gente a apreciar o meu trabalho. Há procura de artigos meus por pessoas que nunca achei que alguma vez viessem a considerar ou tivessem conhecimento que eu existo».

Mais recente é o exemplo de Vítor Dias, que garantiu o seu acesso ao Bloom ao vencer o concurso Bloom Portugal Fashion by Famalicão Cidade Têxtil, uma iniciativa do Portugal Fashion com a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão que se realizou no ano passado. Contando atualmente com dois desfiles na plataforma dedicada aos novos talentos, o último dos quais em março deste ano, o jovem designer considera que tem sido uma experiência muito positiva. «Ganhei clientes, ganhei know-how, ganhei algum reconhecimento, ganhei muita coisa», aponta.

Hugo Costa

Também Hugo Costa, agora nome confirmado da moda portuguesa, com presença em reputadas semanas de moda internacionais, começou no Bloom. «Posso dizer que sou um privilegiado. Tive a oportunidade certa, no momento certo, na hora certa, com as pessoas certas. Tudo correu bem. Nós – porque não sou só eu, mas todas as pessoas que passaram pela empresa e a família também foi muito importante – estávamos preparados. Fizemos um investimento de carreira muito grande e tivemos um apoio forte do Portugal Fashion», reconhece o designer.