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B’Lovely: a realeza que inspira Portugal

A recém-criada marca de luxo para criança está focada no mercado britânico, bebendo inspiração precisamente dos pormenores que vestem as famílias reais. A maior encomenda até ao momento, no entanto, partiu de um cliente português.

Cristina Ribeiro e Florbela Santos

As roupas da B’Lovely, criada há cerca de um ano em Lisboa, são desenhadas por Maria Cristina Ribeiro. A marca está vocacionada para o mercado de luxo, com vestuário infantil «feito à mão, com muito detalhe, muito bordado, muito pormenor, o que faz que cada peça seja única» afirma a diretora criativa da marca, Cristina Ribeiro.

Primando pelo trabalho manual, sedas e cores suaves, a B’Lovely surge no seguimento de «anos de trabalho conjunto noutras marcas», de Cristina Ribeiro e Florbela Santos. «Agora queremos focar esta marca na exportação. Para crescer e exportar», revela a designer ao Portugal Têxtil. Este ano, a B’Lovely foi uma das marcas convidadas para os desfiles diários da Pure London, a feira internacional de moda e vestuário, no Olympia, em Londres. Agora, o objetivo é entrar na Pitti Bimbo, feira de moda infantil italiana. «Está a ser um bocadinho difícil, mas acreditamos que este ano vamos entrar. Acreditamos que é uma feira muito importante para nós, que tem a ver com a nossa marca e que nos poderá abrir imensas portas. É fundamental para nós estar lá», explica Florbela Santos, diretora comercial da marca.

Atualmente, as peças são produzidas no norte de Portugal e também têm «algum apoio de pessoas com muita experiência, a nível de confeção, em Lisboa». «São pessoas que já têm alguma idade, mas que sabem trabalhar muito bem o pormenor das peças, o que hoje em dia é muito difícil de encontrar. Dado que é um tipo de roupa que tem muitos pormenores, tem que haver uma grande experiência para a produzir», destaca, por sua vez, a diretora comercial.

De Portugal para Terras de Sua Majestade

Neste momento, a B’Lovely está focada no mercado britânico. «Acho que o nosso público gosta da qualidade das peças. Podemos dizer que é um público de classe média-alta, que segue o estilo da realeza, surgindo daí o nosso interesse pela Inglaterra. As monarquias, tanto a inglesa, como a sueca ou a espanhola, são um sucesso. Ao fim e ao cabo, a classe média alta revê-se nesses princípios», justifica. A marca está a ter «muita aceitação» no Reino Unido, tendo recentemente surgido um interesse por parte dos mercados alemão e russo.

No entanto, o mercado português está a «surpreender», admitem as fundadoras. «Em Portugal temos imensa gente com este gosto. Para nós, não é um esforço fazer este tipo de roupa. Está em nós e na nossa educação. É isto que eu faço e é por isso que acho que a nossa marca está focada para esse tipo de mercado», garante Cristina Ribeiro. «Tivemos uma grande encomenda de um cliente em Portugal, talvez o maior de todos, que nos encomendou uma boa quantidade, o que para nós foi ótimo. Possivelmente, vai encomendar-nos mais, portanto estamos muito satisfeitas. Acreditamos que a B’Lovely tem asas para voar», conclui Florbela Santos.