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B’Lovely de Portugal para o mundo

Apesar de ser recente no mercado, a marca de vestuário infantil de luxo está já focada na exportação. Os EUA são um mercado atrativo para a B’Lovely, que tem a preocupação de produzir peças para vestir em diferentes ocasiões.

A marca de roupa de luxo destinada a crianças entre os 0 e 12 anos segue linhas «clássicas e harmoniosas» com um toque artesanal. «É uma coleção clássica pensada mais para exportação. É muito focada no mercado de Londres, mais pensada para a Europa. É muito handmade, tem muita coisa artesanal», revela Cristina Ribeiro designer e proprietária da marca.

A B’Lovely opta por cores neutras, texturas ricas e materiais agradáveis ao toque como a seda e o algodão. «Os materiais são os melhores que posso encontrar. Tudo forrado… está tudo pensado para que não tenha materiais que magoem ou piquem. Quanto mais 100% algodão e materiais naturais, melhor», explica ao Portugal Têxtil.

Cristina Ribeiro

Ao desenhar as peças, Cristina Ribeiro tenta, ao máximo, fazer roupa infantil, uma vez que considera que o vestuário de criança, atualmente, segue uma linha que se pode comparar ao segmento adulto. «Acho que hoje em dia se faz muita roupa para criança que não é infantil. O meu conceito é vestir a criança de uma forma infantil, não é pequenos adultos», afirma.

Peças versáteis

Além desta preocupação, a designer procura conceber artigos que possam ser utilizados em várias ocasiões. «Tenho o cuidado de fazer coisas que se podem alterar e reutilizar de outras formas. Por exemplo, um vestido que pode servir para uma festa pode tirar um laço, uma gola e utilizar numa ocasião mais informal», exemplifica.

Tornar os sonhos realidade é o lema da marca que produz as peças no Norte e na capital. «Se forem quantidades mais pequenas faço em Lisboa se forem quantidades maiores faço no Norte», indica Cristina Ribeiro.

A criação de uma loja física não se enquadra nos planos da B’Lovely, que está à venda no El Corte Inglés em Portugal. Contudo, estar completamente focada nas exportações é o caminho que a marca está já a traçar com a França, Itália, Bélgica e Inglaterra. «Ter uma loja física seria começar por Portugal, não fora, e o nosso objetivo, neste momento, é começar a exportar. Temos uma página de apresentação e estamos a fazer um website, mas ainda não está disponível», confessa.

A passagem por feiras como a Pitti Bimbo é uma meta cumprida para a marca que idealizava estar presente no salão italiano de moda infantil em 2018. «Fazer contactos e reforçar outros» é a estratégia da B’Lovely que acredita que este tipo de certames são uma «janela para a marca», que revela um «balanço positivo». «Alguns contactos que se fazem nas feiras não são imediatos, só mais tarde é que se colhe os frutos. E claro, fazer vendas também», conclui Cristina Ribeiro.