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Boas compras

As principais cadeias de retalho registaram um aumento de 4,2% nas vendas em lojas abertas há pelo menos um ano. Os analistas esperavam que o índice da Thomson Reuters, de 25 retalhistas mostrasse um aumento de 3,6% nas vendas para o mesmo número de lojas no mês de Fevereiro. Os resultados confirmaram os dados de confiança dos consumidores mostrando que a economia está em melhor situação, apesar do aumento nos preços dos combustíveis. Fevereiro também beneficiou do impulso das tempestades de neve que ocorreram em Janeiro e atrasaram algumas compras, segundo Keith Jelinek, director da firma de consultoria de retalho, Alix Partners. Mas Jelinek alerta que os retalhistas devem estar preparados para os desafios. «Vai ser difícil para os retalhistas», afirmou Jelinek, acrescentando que «as cadeias de retalho vão enfrentar em Março o duplo golpe da subida nos preços do vestuário e da gasolina, que provavelmente vão fomentar restrições do lado dos consumidores». Os retalhistas tiveram tempo de se preparar para os preços mais elevados do algodão, mas os preços dos combustíveis têm resultado numa ameaça mais imediata. Este último aumento vai levar os clientes a poupar viagens, acredita Jelinek, o que significa menos compras de impulso, sobretudo por parte dos consumidores com rendimentos mais baixos. A energia, incluindo combustível e electricidade, foi responsável por 5,6% das despesas de consumo total em 2010, de acordo com o Departamento de Comércio. Vários retalhistas esperam uma redução das vendas em Março porque a Páscoa é no dia 24 de Abril, três semanas mais tarde do que no ano passado. As semanas que antecedem o feriado são o período em que muitos clientes começam a comprar roupa para a época mais quente. Fevereiro é o mês mais pequeno do ano, com as vendas do retalho a totalizarem apenas cerca de 7% dos valores anuais. A Limited Brands que engloba a Victoria’s Secret e as cadeias de luxo Saks e Nordstrom, ultrapassou as previsões, suportada pelas vendas no Dia dos Namorados. A rede de descontos Target e as lojas de departamento Dillard’s ficaram aquém das previsões. Os números das vendas mostram que os clientes continuam atentos às promoções. Muitas cadeias orientadas para os compradores mais poupados, como a JC Penney e a Kohl’s, bem como retalhistas de baixo preço como TJX e Ross Stores, que vendem marcas de designers, registaram fortes resultados. As vendas da Limited Brands em igual número de lojas, subiram 12%, enquanto a Wet Seal registou um aumento inesperado. A Gap Inc foi um dos maiores perdedores, ficando aquém das estimativas enquanto continua a lutar com a resposta tépida do consumidor à sua mercadoria, tanto no seu mercado doméstico como no exterior. As cadeias de vestuário para adolescentes: Abercrombie & Fitch, Aeropostale e American Eagle Outfitters, deixaram de publicar os relatórios de vendas mensais, desde Março. O maior retalhista do mundo, a Wal-Mart Stores Inc, não está incluído no índice da Thomson Reuters desde 2009.