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Bola d’Algodão de olhos postos lá fora

A empresa especialista em almofadas e colchas investiu recentemente na atualização da tecnologia que detém dentro de portas e está agora preparada para conquistar novos mercados. Com uma quota de exportação quase nos 50%, a Bola d’Algodão pretende expor na Heimtextil e, no futuro, vender para os EUA.

Colchas, edredões e almofadas, decorativas ou de descanso, são os produtos de eleição da Bola d’Algodão. A empresa fundada por Jerónimo Leite em 1983, tal como o nome sugere, está apostada em criar produtos «confortáveis» para a casa. «Fazemos quase tudo o que seja de têxteis-lar», afirma o fundador e administrador da empresa.

A produção é, em grande medida, feita na empresa, onde trabalham 25 pessoas. «Só não fabricamos o tecido. Fazemos a confeção e o processo de produção das almofadas – a fibra vem em fardos, abrimos e criamos a almofada», explica ao Portugal Têxtil. Diariamente, a Bola d’Algodão tem uma capacidade de produção de três mil almofadas e de 1.500 a 2.000 colchas.

Novos voos em agenda

Embora a participação em feiras esteja limitada, atualmente, à Guimarães Home Fashion Week, onde esteve pela segunda vez este ano, a Bola d’Algodão exporta já praticamente 50% da sua produção. «Ainda não chegamos lá, mas está quase», refere Jerónimo Leite, acrescentando que esse é «um objetivo» e que, desde há dois anos, está próximo da concretização.

Os principais mercados são Espanha e Marrocos. «Estamos agora a começar com França e a Áustria. Temos também muitos contactos com a Irlanda e outros países», enumera o fundador da empresa.

São sobretudo os retalhistas que procuram a Bola d’Algodão, que vende tanto em private label como com a marca epónima. «Quando são quantidades maiores, normalmente preferem a marca deles no produto. Quando são quantidades pequeninas vai com a nossa marca», adianta.

Depois de, nos últimos três anos, ter investido na atualização da tecnologia – um investimento que rondou os 400 mil euros –, a Bola d’Algodão, que em 2018 registou um volume de negócios de 1,3 milhões de euros, quer agora expandir a sua pegada internacional. «Em maquinaria estamos bem. Agora vamos ver se colhemos os resultados de tudo isso», admite Jerónimo Leite. «Queremos ver melhorada a nossa venda para o mercado externo», reconhece.

Um primeiro passo poderá passar pela presença na Heimtextil. «É um objetivo próximo», confessa o fundador. Outro, mais longínquo, é chegar ao outro lado do Atlântico. «Para já não temos nenhum país em específico em mira, mas gostava de vender para a América», revela.