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Bomdia cresce além-mares

Os EUA e o Japão, os melhores mercados a nível individual para a produtora de felpos, registaram as maiores subidas nas vendas da Bomdia em 2018. Nos planos para 2019 está o reforço das iniciativas comerciais nos dois lados do Oceano Atlântico.

Embora a Europa, no seu todo, seja o maior mercado da especialista em roupa de banho, os EUA e o Japão detêm a maior quota a nível individual. «No geral, trabalhámos bem quase todos os países na Europa», afirma João Gonçalves, CSO da Bomdia. Contudo, «se formos por país, não há nenhum na Europa para o qual vendamos tanto como para os EUA e para o Japão», revela. Foram, de resto, estes dois mercados que mais cresceram no ano passado. «Na Europa sente-se alguma insegurança. Ainda recentemente li que a Alemanha poderá ter resultados negativos no último trimestre. Na Europa estamos a ver o que acontece, enquanto nos EUA e no Japão temos vindo a crescer», explica ao Portugal Têxtil.

Para o corrente ano está, por isso, previsto o reforço das iniciativas em solo americano, mas também no Velho Continente. «Em 2019 queremos, sem dúvida, desenvolver mais os EUA e alguns mercados europeus. Essencialmente esperamos conquistar a Alemanha e o Reino Unido», aponta João Gonçalves, que reconhece a existência de alguns desafios para os próximos 12 meses. «O maior problema será a incerteza política de alguns países grandes e o fator económico na exportação, nomeadamente na Europa. De qualquer maneira, temos que lutar e conquistar novos mercados e novos clientes», assume o CSO.

Comerciais ao ataque

Para tal, os investimentos passam não por maquinaria, mas pela ofensiva comercial. «Estamos a trabalhar com agências de publicidade, agências de acesso ao mercado, feiras, obviamente, e missões. Em termos de investimento em equipamento, estamos a planear apenas para 2020», indica. «Neste momento queremos apostar em algo que nos dê mais clientes, mais vendas, mais quota. Será pelas feiras, pelas missões e por algum tipo de parceria, que não posso ainda revelar», acrescenta.

Com uma quota de exportação de 95%, é no private label que a Bomdia obtém a maior parte da faturação. «O private label ganha mais espaço, devido aos grandes clientes, aqueles que fazem volume. No caso das department stores, das grandes marcas, não há hipótese de trabalhar com marca própria», garante João Gonçalves. Num universo que contempla clientes como o El Corte Inglés e o Auchan, há apenas uma exceção à regra. «O único retalhista para o qual vendemos em Portugal com marca própria é o Jumbo. E aí fazemos algumas quantidades interessantes», adianta.

2019 é para crescer

Em 2018, a produtora de felpos, que emprega 150 pessoas, registou um volume de negócios superior a 5,5 milhões de euros e, por isso, a meta para este ano passa por chegar aos 6 milhões de euros. «2018 foi um ano que começou muito bem. A expectativa era muito alta, mas depois abrandou bastante de maio a novembro. Não foi um ano mau, mas não crescemos o que estávamos a prever, especialmente tendo em consideração os primeiros meses do ano. Este ano esperamos crescer», admite o CSO da Bomdia.