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Brasil exporta menos vestuário

O sector de vestuário brasileiro perdeu, ao longo de 2004, parte do impulso que possuía nas exportações de vestuário. Este facto aparenta estar directamente relacionado com a perda de quota de mercado nos EUA.

O total das exportações brasileiras de vestuário, de Janeiro a Julho, para os EUA, registou uma quebra de 21,01% relativamente a igual período de 2003. O mercado norte-americano de vestuário apresenta maiores dificuldades em 2004, onde se tem registado um volume de importações praticamente constante.

O principal ponto fraco encontra-se nas exportações de vestuário em malha, que registaram uma quebra geral de 14,6%, cifrando-se nas 6.807 toneladas. Os EUA mantêm-se como o principal destino de exportação dos artigos de malha brasileiros, apesar da diminuição de 43,7% que foi registada no período de Janeiro a Julho de 2004, relativamente a 2003.

Dentro deste contexto, a Espanha emerge como o segundo principal mercado de destino do vestuário brasileiro. As exportações de vestuário de malha registram uma evolução na ordem dos 127,8%, cifrando-se nas 604,2 toneladas. A Argentina é o terceiro principal mercado, sendo responsável por 582,4 toneladas, o que correspondo a uma evolução positiva na ordem dos 74,9%, relativamente a igual período de 2003.

As exportações de vestuário em tecido totalizaram as 4.817 toneladas, reflectindo um crescimento de 4,1% relativamente a 2003. Também neste caso os EUA são o principal mercado de destino, apesar da diminuição de 14,6% no volume das exportações. A Espanha surge novamente como segundo principal destino, com as exportações para Espanha a registarem uma subida de 264,2%, cifrando-se nas 426 toneladas. A Argentina foi o terceiro principal mercado de destino, com o volume a subir 63,4%. Apesar do volume ser reduzido, também se registaram subidas significativas nas exportações com destino ao Canadá e a Itália.

Portugal encontra-se na 9.ª posição entre os principais destinos do vestuário brasileiro em tecido. Entre Janeiro e Julho, o volume total cifrou-se nas 86 toneladas, reflectindo uma evolução negativa de 7,4%.