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Brasil restringe importações chinesas

O Brasil e a China chegaram a um acordo que impõe limites para a importação de têxteis e vestuário chineses por empresas brasileiras, em linha com os acordos estabelecidos com os Estados Unidos e com a União Europeia. O acordo foi estabelecido no dia 9 de Fevereiro por representantes dos dois governos, durante um encontro em Pequim, de acordo com o divulgado pela Lusa. A restrição à importação de produtos têxteis chineses é uma das medidas solicitadas pelos empresários brasileiros do sector preocupados com o aumento dos produtos importados. No ano passado, as importações brasileiras de produtos têxteis e de vestuário chineses aumentaram 43% em relação a 2004, cifrando-se nos 359 milhões de dólares. No mesmo período, o total do comércio entre Brasil e China aumentou 33% para os 12,18 mil milhões de dólares, face a 2004, sendo favorável ao Brasil em 1,48 mil milhões de dólares. As exportações brasileiras para a China registaram, no ano passado, um aumento de 25,62% para os 6,83 mil milhões de dólares, em relação a 2004. As exportações chinesas para o Brasil, por seu turno, aumentaram 44,3% para os 5,35 mil milhões de dólares em 2005, face a 2004. O acordo evitará que o Brasil entre formalmente com um processo contra a China na Organização Mundial do Comércio (OMC), hipótese também defendida pelos empresários brasileiros. O acordo estabelece taxas de crescimento para as exportações chinesas de oito categorias de produtos têxteis para o Brasil, durante os próximos três anos até Dezembro de 2008. As oito categorias envolvidas no acordo abrangem 70 produtos onde se incluem: tecidos de seda, filamentos de poliéster texturizado, tecidos sintéticos, veludo, camisas de malha, camisolas, casacos e bordados. A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT), considera positivo o acordo com a China. Segundo as declarações de Fernando Pimentel, «O Acordo não foi o ideal, mas consideramos positivo uma vez que atendeu oito categorias de produtos que sofreram fortemente com as importações chinesas no último ano. Outro ponto importante é que o texto também não elimina a possibilidade de uso de salvaguardas, a qualquer momento, para todas as demais categorias não atendidas neste Acordo. É preciso destacar a atuação competente da equipe de técnicos chefiada pelo secretário Ivan Ramalho, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior».