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  1. Singapura é a cidade mais cara do mundo
  2. Hudson’s Bay tem milhões para a Kaufhof
  3. Carrefour investe na Europa e na China
  4. Yoox Net-A-Porter abranda em 2016
  5. Redes sociais ganham tempo
  6. Retalhistas querem entrar online na Índia

1Singapura é a cidade mais cara do mundo

Singapura continua a ser a cidade mais cara do mundo pelo terceiro ano consecutivo, à frente Hong Kong, Zurique, Genebra e Paris, segundo um estudo da Economist Intelligence Unit (EIU). Londres ficou em sexto lugar, à frente de Nova Iorque e Los Angeles. As duas cidades americanas entraram no top 10 este ano devido à valorização do dólar, que aumentou o custo de vida nos EUA. A EIU sublinhou que Nova Iorque não ficava num lugar tão alto desde 2002, tendo ganho 42 posições no ranking desde 2011. Paris é a única cidade da Zona Euro no top 10, onde é possível encontrar ainda Copenhaga, empatada no oitavo lugar com Seul e Los Angeles. O estudo sublinhou que outras cidades europeias «continuaram a descer no ranking» devido à valorização do dólar e um euro mais fraco. As cidades japonesas também perderam posições, devido à estagnação da inflação e à queda do iene, que «empurrou Tóquio e Osaka mais para baixo no ranking». Tóquio está em 11.º lugar e Osaka em 14.º. Segundo o estudo, as cidades asiáticas tendem a ser mais caras para bens de consumo de rápida rotação, enquanto as cidades europeias são mais caras no sector do entretenimento.

2Hudson’s Bay tem milhões para a Kaufhof

A operadora canadiana de grandes armazéns Hudson’s Bay Co planeia investir mil milhões de euros na sua cadeia alemã Kaufhof nos próximos cinco a sete anos. «É uma grande quantia que estamos preparados para investir porque estamos convencidos que a Alemanha é um ótimo mercado e que os grandes armazéns têm futuro aí», afirmou Jerry Storch, diretor-executivo, ao jornal alemão Handelsblatt. A Hudson’s Bay, que detém a Saks, comprou o Kaufhof por 2,8 mil milhões de euros no ano passado, dando-lhe uma rampa de lançamento para se expandir na Europa, algo que Storch admitiu estar nos projetos. «Estamos a analisar os países à volta da Alemanha. Para além dos países que falam alemão, consideramos que os países do Benelux podem ser interessantes para nós», indicou o diretor-executivo, acrescentando que a empresa irá abrir um novo grande armazém no Luxemburgo em 2018.

3Carrefour investe na Europa e na China

O Carrefour, o segundo maior retalhista mundial, decidiu renovar e abrir mais lojas para manter em curso a sua retoma na Europa, ao mesmo que indicou que vai demorar algum tempo a revitalizar o seu negócio na China. A empresa francesa desapontou os investidores com um aumento de dividendos inferior ao esperado, apesar de no ano passado ter registado o quarto ano consecutivo de aumento do volume de negócios e dos lucros. O Carrefour propôs subir os dividendos de 2015 em 2,9%, para 0,70 euros por ação, depois do lucro ter aumentado 2,4%, para 2,45 mil milhões de euros, em linha com uma previsão da Thomson Reuters. O maior retalhista europeu e segundo maior do mundo, a seguir ao Wal-Mart, também revelou que está à espera da altura certa para colocar a unidade Carmila na Bolsa de Valores, que vários analistas avaliam em pelo menos 4 mil milhões de euros. O Carrefour afirmou que irá investir entre 2,5 e 2,6 mil milhões de euros em 2016 na renovação e expansão das suas lojas, nomeadamente lojas de conveniência, em comparação com 2,4 mil milhões de euros no ano passado. «Não é altura para sacrificar investimentos», afirmou o diretor financeiro Pierre-Jean Sivignon. Na China, que representa 5% das vendas, o Carrefour registou um prejuízo operacional, com o abrandamento do consumo a afetar as vendas. A empresa francesa está a prosseguir um plano para expandir o comércio eletrónico e as lojas de conveniência no país, assim como para abrir centros logísticos para reduzir os custos – ações que deverão ter impacto no final de 2016 e início de 2017.

4Yoox Net-A-Porter abranda em 2016

A retalhista online de moda Yoox-Net-A-Porter prevê um ligeiro abrandamento no volume de negócios este ano, depois de fortes vendas terem contribuído para um aumento de 26% no lucro proforma do ano passado, para 1,7 mil milhões de euros. A empresa indicou que as vendas este ano irão subir abaixo de 20% a câmbios constantes. «Os ventos favoráveis que tivemos em 2015 já não estão cá, pelo menos no primeiro trimestre», indicou o diretor financeiro e corporativo Enrico Cavatorta numa conferência com os analistas. O Yoox-Net-A-Porter planeia investir 150 milhões de euros este ano, sobretudo em tecnologia, estando a trabalhar com a IBM para construir uma plataforma única para suportar todas as lojas online do grupo. O Yoox-Net-A-Porter tem seis websites multimarca, quatro dos quais vendem as mais recentes coleções, enquanto o Yoox.com e o Outnet.com oferecem coleções de estações passadas com descontos. Também opera lojas online para marcas de luxo, incluindo a Armani e a Valentino. O Ebitda atingiu 133,1 milhões de euros no ano passado, em linha com as expectativas médias de 132,6 milhões de euros numa sondagem da Reuters.

5Redes sociais ganham tempo

A maior parte das pessoas gasta agora uma média de 109 minutos todos os dias nas redes sociais como o Facebook, Twitter e Instagram, assim como em aplicações de mensagens. Os mais recentes dados do GlobalWebIndex e do seu painel com 50 mil adultos utilizadores da Internet em todo o mundo concluiu que todos os anos os consumidores estão a gastar mais tempo a redes sociais. Mais de nove em cada 10 adultos (92%) têm pelo menos uma conta uma rede social – 85% usa os serviços do Facebook e 78% afirma estar ativo em pelo menos mais uma rede social. Contudo, o estudo mostrou que o consumidor médio tem «perto de» sete contas em redes sociais diferentes e interage em 3,5 delas. Quando questionados, a razão mais popular para usar redes sociais é manter o contacto com os amigos (44%), seguida de passar tempo (39%). Desde 2012, a quantidade de tempo dedicado às redes sociais aumentou anualmente. Em 2012, a média de tempo gasto por dia era de 96 minutos. Um valor que subiu para 100 minutos em 2013 e para 103 minutos em 2014.

6Retalhistas querem entrar online na Índia

A Puma e a Adidas são as primeiras retalhistas a submeterem um pedido ao governo indiano para criar os seus próprios sites de comércio eletrónico. Ambas as marcas de sportswear estão a tentar ter aprovação para iniciarem atividade de retalho direto e vendas online, segundo o The Economic Times. Abhishek Ganguly, diretor-geral da Puma India, afirmou que a nova política torna mais fácil para uma entidade estrangeira investir em retalho, acrescentando eficiência à cadeia de aprovisionamento e ao emprego no retalho. «É uma abordagem muito progressiva do governo», indicou. Marcas como a Adidas, Puma, Nike e Gap já submeteram pedidos para abrir lojas próprias na Índia nos últimos meses.