Início Breves

Breves

  1. Wearables multiplicam-se até 2022
  2. Bangladesh aumenta vendas aos EUA
  3. JD.com supera expectativas
  4. Retalho online sob ataque
  5. Max Fashions abre mais 100 lojas Índia
  6. Irmãos Capasa dizem adeus à Costume National

1Wearables multiplicam-se até 2022

Um novo estudo sobre tecnologias de fitness wearable nomeia a Adidas, Apple e Fitbit como as marcas a que se deve estar atento entre 2016 e 2022. A Research and Markets antecipa que o sector de tecnologia wearable para fitness vá crescer a uma média de 13,7% por ano entre 2016 e 2022, altura em que deverá valer 12,44 mil milhões de dólares (11,24 mil milhões de euros). Os fatores que contribuem para o crescimento incluem disponibilidade de gadgets sofisticados, aumento da popularidade dos dispositivos móveis, maior atenção dada ao fitness e subida no rendimento disponível. Os relógios inteligentes vão impulsionar a tendência, segundo o estudo Wearable Fitness Technology Global Forecast to 2022 da Research and Markets, devido à presença de «muitas características adicionais» em comparação com as pulseiras de fitness. Cerca de uma dúzia de empresas são apontadas como os principais players em wearables para fitness, com a Garmin (Suíça), Jawbone, Nike, Peeble e Qualcomm (todas americanas), LG e Samsung (da Coreia do Sul), Sony (do Japão) e Xiaomi (da China) a surgirem na lista, liderada pela Adidas (Alemanha), Apple e Fitbit (ambas dos EUA). Os preços no retalho deverão cair no período de oito anos, o que é uma boa notícia para os consumidores a curto prazo mas algo que pode tornar difícil a entrada de novas empresas na área, destaca a Research and Markets.

2Bangladesh aumenta vendas aos EUA

O comércio entre o Bagladesh e os EUA subiu 8,5%, para quase 7 mil milhões de dólares (6,33 mil milhões de euros) em 2015. De acordo com Andrea Brouillette-Rodriguez, conselheira na embaixada dos EUA, as exportações do Bangladesh representaram 6 mil milhões de dólares no total e 90% desse valor correspondeu a vestuário. Os EUA representaram mesmo um quarto de todas as exportações do Bangladesh. O investimento dos EUA no Bangladesh subiu para cerca de 2 mil milhões de dólares em 2015, em comparação com 1,5 mil milhões de dólares o ano anterior, incluindo um investimento superior a mil milhões de dólares da empresa da área da energia Chevron, segundo um responsável do Bangladesh. As exportações do Bangladesh incluem produtos têxteis e de vestuário, camarão, chá e tacos de golfe e o país asiático importa algodão em bruto, químicos, maquinaria e equipamentos e fármacos. Com a designação de “país menos desenvolvido”, o Bangladesh recebeu benefícios comerciais sob o programa de preferências generalizadas dos EUA, mas os mesmos estão suspensos desde junho de 2013, após a morte de mais de 1.100 trabalhadores da indústria de vestuário com o colapso do edifício Rana Plaza em Daca.

3JD.com supera expectativas

A JD.com, a segunda maior empresa de comércio eletrónico da China, atrás do Alibaba, registou um aumento do volume de negócios melhor do que o esperado nos últimos três meses de 2015, com o volume de vendas nas suas plataformas a aumentar apesar do abrandamento económico da China. A empresa indicou que o volume de negócios no quarto trimestre subiu 57%, para 54,6 mil milhões de yuans (7,56 mil milhões de euros), acima das expectativas do mercado de 51,8 mil milhões de yuans, de acordo com uma sondagem da Thomson Reuters a 13 analistas. Contudo, os prejuízos da JD.com subiram para 7,6 mil milhões de yuans no último trimestre, 16 vezes mais do que no ano anterior, o que foi atribuído a imparidades com o negócio Paipai.com. Excluindo itens extraordinários ou únicos, o prejuízo foi de 656,2 milhões de yuans. A economia da China tem vindo a crescer à taxa mais lenta no último quarto de século, embora o consumo se mantenha relativamente saudável. O valor total das transações de mercadorias nas plataformas da JD.com subiu 69%, para 145,3 mil milhões de yuans no trimestre.

4Retalho online sob ataque

O número de ataques a retalhistas online nos EUA aumentou em 2015, com as tentativas de fraude a subirem 163%. Os bens de luxo foram uma das poucas categorias que experienciaram um aumento na quantidade de ataques médios a transações, que cresceram 4%, segundo o Global Fraud Attack Index – uma colaboração entre a empresa de pesquisa pymnts.com e a empresa de prevenção de fraudes Forter. O estudo concluiu que embora a manipulação local represente menos de 20% de todos os ataques que têm origem fora dos EUA ou Europa, representa mais de um terço do potencial custo da fraude. Segundo o CEO da Forter, Michael Reitblat, «ao mesmo tempo que os ataques aos vendedores aumentaram, temos visto as tentativas de fraude como percentagem do volume de negócios para os vendedores online subirem 94% de 2014 para 2015. Obviamente que nunca foi tão importante para os retalhistas compreender os perpetradores das fraudes e proteger os seus negócios destas crescentes ameaças».

5Max Fashions abre mais 100 lojas Índia

A Max Fashions, cadeia de moda sediada no Dubai, antecipa um volume de negócios anual de cerca de 437,5 milhões de dólares (395,4 milhões de euros) na Índia até 2018 e espera acrescentar 100 lojas no país nos próximos três anos. O diretor-executivo Vasanth Kumar declarou ao Press Trust of India que a empresa está a crescer 35% ao ano, com uma média de uma loja nova a cada duas semanas. O tamanho médio de uma loja Max é superior a 1.000 metros quadrados e inclui vestuário de homem, vestuário de senhora ocidental, vestuário de senhora étnico, vestuário para criança, calçado e acessórios. Kumar acrescentou que a marca pretende ser mais «seletiva» e direcionar-se para consumidores atentos à moda e está à procura de novas localizações de lojas em centros comerciais premium em cidades mais pequenas da Índia. A indústria de retalho de vestuário de gama média na Índia está estimada em 11,7 mil milhões de dólares e é o segmento com o crescimento mais rápido, com uma taxa de crescimento anual de 10% a 12%. A Max foi lançada na Índia em 2006 e atualmente opera 140 lojas em 50 cidades do país.

6Irmãos Capasa dizem adeus à Costume National

Ennio e Carlo Capasa, fundadores da casa de moda italiana Costume National, estão de saída da empresa que lançaram em 1986. A Costume National é detida por uma subsidiária do Sequedge Group, sediado em Hong Kong, que comprou uma quota no negócio em 2009. «Hoje anuncio a minha demissão enquanto acionista e diretor criativo da Costume National», afirmou Ennio Capasa, que era também diretor criativo, em comunicado. «Tinha esperança que isto não acontecesse. Lutei com paixão. As emoções que sinto nesta altura são complexas e levam-me de volta a estes 30 anos extraordinários, a encontros extraordinários, a muitos desfiles e à incrível energia criativa que o mundo da moda nos dá todos os dias. Desde o início que tinha apenas uma ideia: criar um estilo, continuar a desenvolvê-lo e não seguir a tendência do momento», explicou o designer, que trabalhou na Yohji Yamamoto em Tóquio antes de regressar a Itália e criar a casa de moda com o irmão Carlo Capasa, que era o diretor-executivo. «As pessoas dizem que a moda está acabada, que o marketing ganha e que tudo é uma ilusão», acrescentou. «Definitivamente não para mim. Eu estou, e vou continuar a estar, apaixonadamente empenhado em concretizar a minha visão pessoal», concluiu.