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  1. C&A tem novo CEO para Portugal e Espanha
  2. Reciclagem da Levi Strauss chega à Europa
  3. Quiksilver conclui reestruturação
  4. Encerramentos atingem mais as lojas de moda
  5. Produtores de calçado dos EUA apoiam TPP
  6. Banco Mundial sob pressão uzbeque

1C&A tem novo CEO para Portugal e Espanha

Domingos Esteves foi nomeado diretor-geral da C&A para Portugal e Espanha. Depois de ter ocupado vários cargos na retalhista desde 1995, será agora responsável pelos negócios da C&A na Península Ibérica, assim como da implementação das estratégias comerciais, financeiras e operacionais. «Sinto-me muito orgulhoso pela confiança que a empresa depositou em mim e muito entusiasmado com este novo desafio dentro da C&A. Conheço bem a excelente equipa da C&A a nível ibérico e estou certo de que juntos e com uma atitude positiva, vamos continuar a colocar toda a nossa paixão e energia para descobrir as necessidades dos clientes e surpreendê-los com uma experiência de compra diferente», afirmou em comunicado Domingos Esteves, que desde 2013 era o diretor de vendas para Portugal e Espanha na C&A.

2Reciclagem da Levi Strauss chega à Europa

A Levi Strauss lançou a sua iniciativa de reciclagem de vestuário no Reino Unido, com planos para alargar o programa ao resto da Europa até ao final de 2017. A iniciativa, que começou nos EUA no ano passado, permite que os consumidores reciclem vestuário e calçado nas lojas, contribuindo para reduzir o volume de resíduos enviados para aterros todos os anos. Em contrapartida, os consumidores recebem um voucher com um desconto de 10% na compra de um artigo da Levi’s na loja. «Estamos a pensar na sustentabilidade em todas as áreas do nosso negócio e como mudar o comportamento do consumidor para fazer da reciclagem de vestuário a norma», sustenta Michael Kobori, vice-presidente de sustentabilidade na Levi Strauss & Co. «recolher o vestuário usado nas nossas lojas torna mais simples e fácil para os consumidores fazerem a sua parte e acresce ao nosso empenho em fazer a coisa certa para o ambiente», acrescenta. Segundo a Levi Strauss & Co, todos os anos são deitadas fora 350 mil toneladas de vestuário no Reino Unido, que acabam em aterros no país. O lançamento do programa de reciclagem na Europa é mais uma das iniciativas da empresa, que tem também no reportório a inovação Water<Less, que poupou mais de mil milhões de litros de água.

3Quiksilver conclui reestruturação

A Quiksilver concluiu o que descreveu ser o último passo de uma reestruturação bem sucedida, tendo reduzido a sua dívida em mais de 550 milhões de dólares australianos (370,9 milhões de euros). A empresa, conhecida pelo surfwear, conseguiu trocar 200 milhões de euros em títulos da sua subsidiária europeia Boardriders, que vencem em 2017 a uma taxa de 8,8%, por títulos novos que vencem em 2020 a uma taxa de 9,5% e dinheiro. «Os resultados finais ficaram em linha com as nossas expectativas e representam o passo final para uma reestruturação bem sucedida», afirmou o CEO da Quiksilver, Pierre Agnes, que acredita que esta ação posicionou a empresa «no caminho certo com um forte balancete». Através do processo de reestruturação e da troca de títulos, a Quiksilver reduziu a sua dívida para menos de 250 milhões de dólares australianos, em comparação com os anteriores mais de 800 milhões de dólares australianos. A empresa, que detém as marcas Quiksilver, Roxy e DC Shoes, afirmou ter aumentado igualmente a sua posição de liquidez, com a extensão da maturidade da maior parte da sua dívida para 2020, e ter saído de contratos onerosos que prejudicaram o negócio no passado.

4Encerramentos atingem mais as lojas de moda

As lojas britânicas de vestuário de senhora estão entre «as mais fortemente atingidas» por encerramentos no ano passado, apesar da taxa geral de encerramento de lojas para o sector do retalho ter descido para o mínimo dos últimos cinco anos. De acordo com os números da PricewaterhouseCoopers (PwC) e da Local Data Company (LDC), fecharam 5.138 lojas em 2015, em comparação com 4.640 aberturas, equivalendo a uma redução líquida de 498 lojas. Uma descida de 50,4% quando em comparação com 2014 – ano em que fecharam 5.839 lojas e abriram 4.852, numa redução de 987 lojas – que foi ajudada pelo aumento da confiança dos consumidores e pela retoma económica. Embora seja a menor taxa de encerramento em cinco anos desde o pico registado em 2012, quando fechavam 20 lojas por da, as lojas de vestuário de senhora e as lojas de moda foram as mais atingidas em 2015. Em termos líquidos, perderam-se 97 lojas de vestuário de senhora, o que representa uma queda de 7,5% face a 2014. Já as lojas de moda caíram 2,3%, representando uma diminuição líquida de 82. «A moda voltou a sofrer e os encerramentos testemunham a proliferação de retalhistas “eu também” neste subsector, sobretudo moda de senhora», afirma Mike Jervis, especialista em negócios de retalho e partner na área da insolvência da PwC. «As provas sugerem que são atualmente renovados menos arrendamentos, por isso os encerramentos refletem as estratégias passivas dos retalhistas assim como os encerramentos ativos», acrescenta.

5Produtores de calçado dos EUA apoiam TPP

Um grupo de produtores de calçado dos EUA assumiu o seu apoio ao acordo da Parceria Transpacífico (TPP), acreditando que o pacto irá reforçar as suas unidades de produção domésticas. As empresas enviaram a carta de apoio ao representante do comércio dos EUA Michael Froman, que também explicita que o TPP vai acrescentar «novos empregos para americanos nos transportes, armazenamento, retalho e logística portuária». Blake Krueger, presidente e CEO da Wolverine Worldwide, Jim Issler, presidente e CEO da HH Brown Shoe Company, Alan Cahill, vice-presidente executivo da Elan-Polo e Koya Oba, presidente da LaCrosse Footwear, assinaram a carta. Na carta, as empresas sublinham que as taxas mais altas sobre o calçado importado nada vez para manter os empregos na produção na América» e serviram, pelo contrário, como um custo adicional nas cadeias de aprovisionamento e um imposto encapotado sobre os consumidores. «As poupanças que o TPP pode trazer à nossa indústria – 450 milhões de dólares [cerca de 398 milhões de euros] só no primeiro ano e 6 mil milhões de dólares na primeira década – podem ser usadas para reforçar as nossas operações domésticas». Segundo Matt Priest, presidente dos Distribuidores e retalhistas de Calçado na América, «hoje, mais de 99% de toda a indústria de calçado dos EUA, tanto quem produz no país como quem importa, apoia o TPP porque irá impulsionar a nossa indústria através da criação de emprego, maior inovação e custos mais baixos. Segundo este responsável, «muitos dos grandes produtores domésticos de calçado apoiam o TPP porque veem-no como uma forma de cortar custos sobre as suas importações, dando capital adicional para reinvestir aqui no país».

6Banco Mundial sob pressão uzbeque

Defensores dos direitos humanos no Uzbequistão fizeram uma petição ao Banco Mundial, pedindo para suspender os pagamentos ao governo do país até este deixar de usar trabalho forçado no sector do algodão. A Cotton Campaign, que promoveu a petição que conta com 120 mil assinaturas de pessoas de todo o mundo, entregou o documento ao presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, no passado dia 9 de março. Na mesma altura, um estudo do Fórum Uzbeque-Alemão para os Direitos Humanos publicou um relatório onde indica que o Banco Mundial deve atender aos pedidos dos grupos da sociedade civil do Uzbequistão para suspender os empréstimos. O estudo tem por base observações na primeira pessoa, entrevistas e provas documentais de que em 2015 o governo forçou mais de um milhão de cidadãos, sob ameaças de punição, a apanhar algodão e agricultores a plantarem algodão para a empresa de algodão estatal. A utilização de trabalho forçado viola os contratos com o Banco Mundial para projetos agrícolas, cujo total é superior a 500 milhões de dólares. A petição segue-se a pedidos semelhantes dos ativistas ao Banco Mundial em dezembro, onde pediram novamente para suspender as verbas até que o governo do Uzbequistão demonstre progressos na reforma do sistema de produção de algodão no país.