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  1. Têxteis inteligentes contam histórias
  2. Zona Euro perde confiança
  3. IFF critica Armani
  4. Omnicanal empurra vendas online
  5. Retalho cresce em Singapura
  6. Cucinelli não desaponta

1Têxteis inteligentes contam histórias

A Universidade da Beira Interior (UBI) organiza nos próximos dias 1 e 2 de abril o workshop “Storytelling Smart Textiles”. Aberto a todos os interessados (com inscrição obrigatória até 24 de março através do email [email protected]), o workshop multidisciplinar «visa criar cenários para através dos têxteis inteligentes se contarem histórias. O património industrial têxtil da UBI e da Covilhã servirão de fundo e referência às atividades», revela em comunicado a universidade. Entre os intervenientes, destaca-se Rita Salvado e Pedro Araújo, da Universidade da Beira Interior, e Seçil Uğur Yavuz, investigadora na Faculdade de Design e Arte da Universidade Livre de Bolzano, onde leciona “Modelação digital e fabricação de produtos”. As suas áreas de investigação são design centrado no utilizador, design de experiências, interfaces tangíveis, têxteis inteligentes e tecnologia usável

2Zona Euro perde confiança

A confiança dos consumidores da Zona Euro caiu pelo terceiro mês consecutivo em março, por entre preocupações com um abrandamento do crescimento da economia mundial. A Comissão Europeia indicou que a medição mensal da confiança do consumidor nos 19 países que usam o euro caiu para -9,7 em comparação com -8,8 em fevereiro, atingindo assim o nível mais baixo desde dezembro de 2014. O valor ficou, contudo, acima da média a longo prazo de -12,8, indicando que os consumidores ainda não se sentem pessimistas em relação às suas perspetivas. O declínio da confiança está em linha com os estudos da atividade de negócio, que tem dado indicações de um crescimento menor nos primeiros meses de 2016. Mas os dados oficiais da produção industrial e da construção mostram um aumento da atividade em janeiro, enquanto as vendas a retalho estão igualmente em alta, levantando assim algumas dúvidas sobre se a recuperação na Zona Euro está a começar a hesitar.

3IFF critica Armani

A Federação Internacional dos Pelos (IFF) reagiu ao comunicado da Armani de que não usará mais pelos naturais nas suas coleções já a partir da coleção para o outono-inverno 2016/2017, manifestando preocupação pela livre escolha dos consumidores. Em comunicado, Mark Oaten, CEO da federação, afirma estar apreensivo pelo facto de «que a Armani não esteja a respeitar a escolha e a capacidade de decidir dos consumidores». Oaten destaca ainda as qualidades de sustentabilidade do pelo, dando conta de uma maior durabilidade dos produtos, assim como a produção com preocupações ambientais que é atualmente seguida nas quintas. «O pelo é na verdade um dos materiais mais sustentáveis que as marcas de vestuário podem usar. As quintas reciclam os restos de comida de outras indústrias e podem fornecer substitutos orgânicos para fertilizantes químicos, ao mesmo tempo que as peças de vestuário com pelo natural normalmente duram 20 a 30 anos ou mais», indica. O CEO sublinha ainda que o pelo artificial tem poliacrilatos e é um subproduto do petróleo. «Além disso, as peças de vestuário em pelo artificial são muito “moda descartável” e raramente serão mantidas mais do que dois anos – ao fim dos quais acabam ao lado de sacos de plástico em montes de lixo, onde podem ficar durante séculos», acrescenta. No comunicado, Mark Oaten deixa, por isso, um apelo à Armani: «se estão realmente empenhados na sustentabilidade e interessados em entrar em diálogo com as partes interessadas, entrem com contacto connosco. Afastar-se do pelo pode dar à marca algumas notícias a curto prazo, mas pode causar mais mal do que bem a longo prazo».

4Omnicanal empurra vendas online

As vendas de comércio eletrónico nos EUA deverão continuar a crescer 10% a 12% aproveitando a ascensão do omnicanal, com as vendas anuais totais a ultrapassar 201 mil milhões de dólares (cerca de 180 mil milhões de euros), de acordo com as 180 empresas seguidas pela eMarketer. As vendas anuais de comércio eletrónico dos 25 maiores retalhistas totalizaram 159 mil milhões de dólares, com a Amazon (70,3 mil milhões de dólares), o Wal-Mart Stores (13,5 mil milhões de dólares) e a Apple (12 mil milhões de dólares) a liderarem a lista, segundo a eMarketer. Entre os 25 maiores, 18 são retalhistas tradicionais que investiram bastante para impulsionar a sua oferta omnicanal, incluindo a Macy’s (no 4.º lugar), a Nordstrom (9.º), a Target Corp (10.º) e a Gap Inc (11.º). O volume de negócios puramente online da Amazon representa 74,1% das vendas totais, enquanto no Wal-Mart o negócio digital representa apenas 2,8%, na Target atinge 3,4% e na Sears é o equivalente a 7,9%.

5Retalho cresce em Singapura

As vendas a retalho em Singapura registaram um crescimento de 7,5% em janeiro, sobretudo graças à elevada procura por veículos a motor, indicou o Departamento de Estatística do país. Excluindo veículos motorizados, as vendas a retalho desceram 0,5%. Em valor, as vendas a retalho atingiram 4,1 mil milhões de dólares de Singapura (2,68 mil milhões de euros) em janeiro, em comparação com 3,8 mil milhões de dólares de Singapura há um ano. Os produtos de beleza e medicina registaram um aumento de 16,3% em termos anuais, enquanto as vendas em supermercados subiram 11,9%. Já os relógios e joalharia registaram uma quebra de 8,4%.

6Cucinelli não desaponta

O grupo italiano de artigos de luxo Brunello Cucinelli registou um aumento de 11% no lucro anual e indicou que o volume de negócios deverá crescer a dois dígitos este ano. O lucro antes de juros, impostos, desvalorizações e amortizações (Ebitda) atingiu 69 milhões de euros, em linha com as estimativas da Thomson Reuters. O lucro líquido também cumpriu as expectativas de 33 milhões de euros, subindo 5% em comparação com 2014. A Cucinelli indicou que espera começar a gerar liquidez a partir de 2016, com um impacto positivo gradual na dívida líquida. A empresa vai pagar um dividendo de 0,13 euros por ação, em comparação com os 0,12 euros por ação que pagou no ano anterior. Em janeiro, a empresa italiana tinha já anunciado um aumento de 10% do volume de negócios a taxas de câmbio constantes, com as vendas a subirem 16% com os efeitos de câmbio.