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  1. Valentino quer comprar Balmain
  2. Vestuário lidera vendas online
  3. Sandro e Maje sob controlo chinês
  4. Beyoncé entra no athleisure
  5. Otto acelera em 2016
  6. Turismo trava retalho em Hong Kong

1Valentino quer comprar Balmain

A casa de moda italiana Valentino, detida pelo fundo do Qatar Mayhoola for Investments, ofereceu 500 milhões de euros para comprar a Pierre Balmain, segundo uma notícia do jornal francês Les Echos, publicada no passado domingo, 3 de março. A casa de moda francesa, liderada pelo diretor artístico Olivier Rousteing, também terá recebido propostas de um grupo chinês e de um investidor americano, aponta o jornal, sem, contudo, fornecer os nomes. Os herdeiros do sócio maioritário da Pierre Balmain, Alain Hivelin (que faleceu em dezembro de 2014), têm até à amanhã, 7 de abril, para decidirem se aceitam alguma das três ofertas, de acordo com o Les Echos.

2Vestuário lidera vendas online

Com a Amazon empenhada em tornar-se a principal retalhista de vestuário – online e física – nos EUA, o vestuário tornou-se a categoria com melhores vendas no comércio eletrónico pela primeira vez. Um gráfico recente da comScore mostra que as vendas online de vestuário ultrapassaram pela primeira vez as vendas de hardware de informática em 2015. O vestuário e acessórios foram a categoria com mais vendas no comércio eletrónico em três dos quatro trimestres de 2015. Vários fatores contribuíram para esta tendência. A ComScore cita a ascensão do comércio em dispositivos móveis, mas a tendência de envios e devoluções gratuitas fez também com que as pessoas se sentissem mais confortáveis com a compra de vestuário. Depois há ainda a Amazon, que expandiu agressivamente a sua seleção de vestuário nos últimos anos e, segundo alguns analistas, deverá ultrapassar a Macy’s como a principal retalhista de vestuário nos EUA no próximo ano.

3Sandro e Maje sob controlo chinês

O grupo chinês Shandong Ruyi Group confirmou a aquisição de uma quota de 70% no grupo francês de moda SMCP – que detém as marcas Sandro, Maje e Claudie Pierlot – por um valor estimado em 1,3 mil milhões de euros, incluindo dívida, ao grupo de private equity Kohlberg Kravis Roberts & Co, que vai manter uma quota minoritária. O Shandong informou que irá manter as equipas criativas e de design do SMCP em Paris, juntamente com «a sua atual estratégia e estrutura organizacional, ao mesmo tempo que beneficia dos conhecimentos do retalho mundial do seu novo acionista». O presidente do conselho de administração Qiu Yafu chamou à aquisição «um passo significativo» na sua ambição de se tornar «líder no negócio completamente integrado de têxteis e moda tanto na China como no mundo». Yafu acrescentou ainda que o Shandong vai ajudar o SMCP a atingir o seu «objetivo a longo prazo de se tornar líder do luxo acessível». O CEO do SMCP, Daniel Lalonde, acredita que o negócio vai alimentar os esforços de expansão internacional do grupo, «sobretudo na Ásia, onde pode apoiar-se no conhecimento do Shandong Ruyi Group», juntamente com a Europa, a América do Norte e o Médio Oriente. O grupo, cujas marcas operam no sector de vestuário de senhora de luxo acessível, direcionada para uma faixa de consumidoras entre os 20 e os 30 anos, tem cerca de 1.200 lojas em 33 países e planeia abrir mais 80 a 100 lojas este ano. Recentemente, o SMCP revelou que o seu volume de negócios em 2015 subiu 33%, para 675 milhões de euros, enquanto o lucro aumentou 44%, para 107 milhões de euros. O Shandong, que produz e vende têxteis em lã na China e no estrangeiro, comercializa os seus produtos sob a marca Ruyi em mais de 3.000 pontos de venda na Ásia-Pacífico.

4Beyoncé entra no athleisure

A cantora Beyoncé lançou a sua muito antecipada linha de vestuário de fitness para senhora no final da semana passada. Batizada Ivy Park, em parte em honra da filha de quatro anos da cantora, Blue Ivy, a coleção com 200 artigos de activewear para a primavera-verão é uma joint-venture com Philip Green, que detém a cadeia de moda Topshop. A coleção integra bodysuits, leggings, t-shirts, crop-tops, casacos e fitas de cabelo e estará à venda em mais de 50 países a partir de 14 de abril em lojas selecionadas da Topshop, em grandes armazéns de gama alta, como o Selfridges, e na Net-a-porter e JD Sports. A Beyoncé anunciou a linha com a colocação de fotografias na sua conta do Instagram, que tem mais de 65 milhões de seguidores. A cantora publicou ainda um vídeo onde dança, nada e treina com algumas das peças. No vídeo, Beyoncé revela ainda que o nome da marca presta ainda homenagem a um parque em Houston, onde ela cresceu, que a inspirou. Sobre o novo projeto afirmou ainda que «Sir Philip criou algumas colaborações fantásticas, mas eu queria uma parceria e uma marca independente».

5Otto acelera em 2016

O Otto Group começou o novo ano fiscal com o pé direito, com o grupo internacional de retalho online a esperar vendas próximas da sua forte performance de há um ano atrás. O Otto revelou que as vendas totais aumentaram 4,3%, para 12,6 mil milhões de euros, em 2015/2016, ajudado por um aumento do comércio online no seu mercado doméstico, compensando o abrandamento na Rússia e na França. O Otto, que opera mais de 60 websites em todo o mundo, revelou que as vendas online aumentaram 6,5%, para 6,6 mil milhões de euros no ano fiscal terminado em 29 de fevereiro. O crescimento online foi particularmente forte na Alemanha, com uma subida de 10%, para 4,4 mil milhões de euros. Contudo, as vendas na Rússia caíram 35%, devido à desvalorização do rublo, e desceram 8,5% em França, onde o grupo está a reestruturar o seu negócio. A sua unidade de logística Hermes, que também faz entregas para empresas de comércio eletrónico rivais, registou um aumento de 16,6%, para 1,74 mil milhões de euros. «Tivemos um início auspicioso para o novo ano fiscal», afirmou o diretor-executivo Hans-Otto Schrader. «Para 2016/2017 temos o objetivo de um aumento de cerca de 4% do volume de negócios», assim como um crescimento não especificado na rentabilidade.

6Turismo trava retalho em Hong Kong

As vendas a retalho em Hong Kong em fevereiro registaram a maior queda desde 1999, com menos turistas chineses a visitarem a cidade durante o Ano Novo Chinês. As vendas de vestuário e calçado caíram 18,4%. No geral, as vendas a retalho caíram 21% em termos anuais para 37 mil milhões de dólares de Hong Kong (cerca de 4,2 mil milhões de euros), segundo o departamento de estatística e censos, após uma tendência negativa nos últimos 12 meses. As vendas de janeiro e fevereiro juntas desceram 13,6%. «Para além da seca severa devido ao abrandamento no turismo, a consolidação dos ativos no mercado pode também ter pesado no sentimento do consumo local», indicou um porta-voz do governo. Joalharia, relógios e presentes valiosos continuaram a ser os mais atingidos, com as vendas a descerem 32,5% em comparação com o ano passado. As vendas de bens de consumo duradouros, incluindo veículos a motor e eletrodomésticos, também desceram 31,8%. Nas 20 categorias de retalho analisadas, apenas os bens de supermercado registaram um crescimento de 0,2% nos primeiros dois meses. Treze das categorias registaram mesmo declínios a taxas de dois dígitos. O governo espera que as vendas a retalho se mantenham restringidas pelo baixo influxo de turismo e incertezas nas perspetivas económicas. As visitas de chineses deverão cair 3,2% em 2016, segundo o Hong Kong Tourism Board, com uma quebra média no consumo de 4%. Thomas Cheng, presidente do conselho de administração da Hong Kong Retail Management Association, afirmou ao South China Morning Post que este ano vai ser «definitivamente pior», já que os locais e os turistas se voltaram para o estrangeiro para encontrar alternativas para as compras.