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Breves

  1. Nike investe em inovação…
  2. …E H&M entra em recuperação
  3. Queda do preço de vestuário nos EUA
  4. UE abre ainda mais as portas à Turquia?
  5. Revolução tecnológica no controlo de odores
  6. Britânicos aumentam compras de roupas e sapatos

1Nike investe em inovação…

O grupo norte-americano Nike pretende acelerar a sua «revolução de produção» através da fomentação de parcerias, tendo em vista o desenvolvimento de calçado inovador que chegue aos consumidores mais rapidamente, oferecendo simultaneamente customização e melhor desempenho. No contexto da sua «revolução de produção» – que pretende redefinir a forma como os produtos são concebidos e os materiais a partir dos quais são confecionados –, o gigante do desporto estabeleceu uma parceria com a Flex, que deverá gerar «novas capacidades e conhecimentos exteriores à indústria de calçado atual, tendo em vista a criação de sistemas de conceção de produto e catalisação da inovação» através da sua cadeia de aprovisionamento global. Esta parceria, afirmou a Nike, permite desenvolver o investimento já efetuado na conceção de novas tecnologias capazes de otimizar o modelo de negócio, que inclui investimentos em automatização, modernização, sustentabilidade e novos métodos de produção. De acordo com Eric Sprunk, diretor de operações da Nike, a experiência da Flex em design, engenharia e produção, em indústrias como a automóvel, médica e eletrónica, auxiliará o grupo de equipamento desportivo a «revolucionar a produção de calçado». «Em conjunto, o futuro do produto customizado, entregue rapidamente, que é concebido de forma mais eficiente e com menos desperdício, está a chegar», acrescentou. A Nike está a colaborar com a Flex no seu núcleo de inovação, em Milpitas, na Califórnia, testando novos métodos de produção, técnicas de automatização e tecnologias disruptivas. Paralelamente, a Flex irá assumir um programa de customização de produto nas imediações do centro de distribuição da Nike, na cidade de Memphis, no Tennesse. A Nike pretende desenvolver um Centro de Criação de Produto Avançado, no qual combina a inovação de produto, design e competências de produção. Esta abordagem faseada de criação, desenvolvimento e teste de novos métodos de produção permitirá à Nike e à Flex desenvolverem, em conjunto, um ecossistema de fornecedores que apoiem um sistema de produção sustentável e de longo-prazo, próximo aos principais mercados, revelou a empresa.

2… E H&M entra em recuperação

O gigante da moda H&M recuperou do fraco resultado de vendas registado no mês de agosto, reportando um aumento de dois dígitos em setembro. As vendas, incluindo IVA, cresceram 11% em moeda local, durante o período terminado a 30 de setembro, face ao ano anterior. Este resultado contrasta com a subida de 1% verificada em agosto, o crescimento mais baixo do grupo em dois anos, decorrente do clima quente inabitual que se fez sentir em alguns mercados europeus. Setembro foi também o 30º mês consecutivo de crescimento para a H&M, depois de uma queda de 4% em março de 2013. Richard Jaffe, analista da Stifel, afirma que as vendas da H&M estão alinhadas com as expectativas, acrescentando que «acreditamos que um clima mais propício, uma resposta favorável do cliente às tendências da empresa, o merchandising acessível e os benefícios positivos da moeda sueca, face à maioria das moedas de outros países, impulsionaram as vendas». A proprietária das marcas H&M, Cos, Monki, Weekday, Cheap Monday e & Other Stories operava 3.733 lojas no final de setembro, face a 3.338 no ano anterior.

3Queda do preço de vestuário nos EUA

Os preços de artigos de vestuários nos EUA caíram em setembro, na sequência de aumentos recordes assinalados em julho e agosto. O índice de vestuário desceu 0,3% em setembro, um resultado já ajustado à sazonalidade, e diminuiu 1,4%, antes de ajustamento sazonais, nos 12 meses anteriores, segundo dados divulgados pelo órgão governamental americano de estatísticas laborais. O Índice de Preços no Consumidor para Todos os Consumidores Urbanos (CPIU, na sigla original) diminuiu 0,2% em setembro, numa base ajustada sazonalmente em setembro. Nos últimos 12 meses, o índice geral mostrou-se inalterado, antes de ajustamentos sazonais. O índice geral, excluindo artigos alimentares e energia, aumentou 0,2% em setembro, superando ligeiramente o resultado de 0,1% assinalado no mês anterior. Em base anual, o índice manteve-se inalterado, em 1,9%, depois de registar uma subida de 0,2% nos 12 meses terminados em agosto.

4UE abre ainda mais as portas à Turquia?

A União Europeia e a Tunísia iniciaram negociações relativas a um potencial acordo de comércio livre, que fomentará a criação de oportunidades de acesso ao mercado e investimento, assim como as reformas económicas em curso na Tunísia. O acordo de comércio livre abrangente e aprofundado (DCFTA, na sigla inglesa) superará o âmbito do atual Acordo de Associação, passando a incluir comércio de serviços, compras governamentais, concorrência, direitos de propriedade intelectual e proteção de investimentos. Este acordo aproximará a legislação tunisina daquela da União Europeia em áreas de comércio e poderá conduzir, gradualmente, à integração da economia tunisina no mercado único da União Europeia. Os têxteis e vestuário constituem a terceira maior categoria de exportação da UE para a Tunísia, respondendo por 12,4% do total. Desta forma, os fluxos de investimento direto na Tunísia concentram-se no desenvolvimento de uma rede de infraestruturas, assim como na indústria têxtil e vestuário. Em 2014, as importações tunisinas de têxteis e vestuário com destino à UE caíram 2,8%, para 2.363 mil milhões de euros, enquanto as exportações diminuíram 4,8%, para 1.303 mil milhões de euros.

5Revolução tecnológica no controlo de odores

A empresa Sciessent, especializada no desenvolvimento de produtos antimicrobianos e tecnologias de absorção de odor, lançou uma nova gama de produtos que prolongam o efeito de controlo de odor em têxteis e vestuário. Ao invés de outras tecnologias, que dependem da lavagem para regenerar as propriedades de controlo de odor, o Agion Active XL e o Lava XL autorregeneram-se entre lavagens, divulgou a empresa. «Isto proporciona um desempenho ideal para algumas das utilizações mais desafiadoras, absorvendo o odor corporal em todos os artigos, desde vestuário suado, a equipamento de caça e outros», explicou. O Sciessent Lava XL, um produto de adsorção de odor independente e componente principal do Agion Active XL, captura, adsorve e degrada os odores, evitando que o produto fique saturado com moléculas de odor e, por consequência, conduz a um aumento do tempo de utilização. O Agion Active XL combina o original Agion Antimicrobial com o Lava XL Odor Adsorber, criando uma solução de longa duração, que protege as roupas de odores provocados por bactérias e pela transpiração. Entre os principais clientes da Sciessent figuram marcas líderes internacionais, como Adidas, Reebok e Skechers.

6Britânicos aumentam compras de roupas e sapatos

As vendas de artigos de moda no Reino Unido aumentaram em setembro, impulsionadas pelo clima outonal que encorajou os consumidores a adquirirem artigos da nova coleção e itens de última hora de regresso às aulas. O mais recente Monitor de Vendas a Retalho e On-Line, produzido pelo BRC-KPMG, revela que as vendas a retalho britânicas aumentaram 3,9%, em comparação com a diminuição de 0,8% observada em setembro de 2014 – o crescimento mais rápido desde janeiro de 2014, excluindo as distorções decorrentes do período pascal. Em base comparável, as vendas aumentaram 2,6% face ao ano anterior, tendo caído 2,1% no mesmo período de 2014. O BRC adianta que a inclusão do fim de semana prolongado em setembro distorceu positivamente os resultados destas categorias, particularmente sensíveis, de regresso às aulas, em especial aquelas relacionadas com o segmento de moda. Os resultados foram igualmente favorecidos pelo fraco desempenho registado em setembro de 2014. Desta forma, o segmento de vestuário apresentou o seu melhor resultado desde agosto do ano passado, devido ao reforço da procura por artigos, sem desconto, das novas coleções. As categorias infantil e masculina cresceram ao seu ritmo mais rápido desde agosto de 2014 e dezembro de 2011, respetivamente. O calçado apresentou o seu melhor desempenho desde março de 2014, com o segmento infantil a crescer ao ritmo mais acelerado desde setembro de 2012. As vendas de vestuário online posicionaram-se em terceiro lugar e foram as principais responsáveis pelo crescimento das vendas de comércio eletrónico de artigos não-alimentares. Por sua vez, as vendas de calçado online foram ensombradas pelas vendas em loja, privilegiadas pelos consumidores no período de regresso às aulas.