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Breves

  1. Intertek testa activewear
  2. Lucros não tiram cautelas à Ferragamo
  3. Alibaba investe na realidade virtual
  4. Wal-Mart mantém negócio no Japão
  5. Amazon cria emprego feminino na Índia
  6. Victoria’s Secret abre na China

1Intertek testa activewear

A especialista em testes Intertek lançou novos serviços de testes para activewear para responder à crescente procura por vestuário e calçado de desporto. Os serviços, que incluem testes às funcionalidades e à performance do tecido para atributos populares como propriedades antibacterianas e anti bolor, resistência à água e ao vento, respirabilidade, proteção ultravioleta, regulação térmica, capacidades de secagem rápida, testes a compostos perfluorados. (PFCs) e elasticidade e recuperação de forma, estarão disponíveis nos laboratórios de vestuário da Intertek em todo o mundo. As vendas de vestuário e calçado de desporto aumentaram cerca de 42% nos últimos sete anos, com as expectativas de continuação do crescimento até 2020, segundo a Intertek. «À medida que aumenta a participação dos consumidores em atividades desportivas, assim como a popularidade do athleisure, os produtores procuram atingir a procura por activewear confortável e de alta performance», afirma Calvin Yam, diretor da área de produtos têxteis, incluindo calçado, na Intertek. «Com os nossos novos serviços podemos ajudar os produtores e os retalhistas de vestuário e calçado a levar produtos de qualidade para o mercado, que cumprem os critérios dos consumidores e oferecem uma vantagem competitiva». Num estudo da Cotton Inc, os consumidores classificaram o conforto como o fator mais importante quando selecionam activewear, seguido do ajuste, facilidade de limpeza, qualidade, durabilidade e preço. A Intertek sustenta que os serviços sob a alçada das Soluções de Testes de Activewear avaliam as qualidades de performance em comparação com a promoção e os padrões da indústria, assim como aos standards atualmente em vigor de várias organizações da indústria. Os serviços também incluem acesso a especialistas em tecidos de alta performance que vão oferecer apoio e serviços de consultoria em questões como seleção de matérias-primas, desenvolvimento de produto, produção e entrega no mercado.

2Lucros não tiram cautelas à Ferragamo

A produtora italiana de bens de luxo Salvatore Ferragamo registou um aumento de 11%, superior ao esperado, no lucro de 2015, mas expressou cautela nas previsões para 2016 depois de um início de ano lento. O diretor-executivo Michele Norsa afirmou aos analistas que as vendas comparáveis nos primeiros dois meses ficaram próximas da queda de 3% do ano passado. «O início do ano não tem sido particularmente bom», revelou, sublinhando a queda de dois dígitos das vendas em Hong Kong. «Estou mais confiante na China Continental, onde temos visto uma melhor performance», acrescentou. O abrandamento económico na China tem afetado as previsões das marcas de luxo e a região da Ásia-Pacífico é o principal mercado para a empresa de Florença. O Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) totalizou 324 milhões de euros no ano passado, acima da estimativa de 314 milhões de euros da Thomson Reuters SmartEstimate. Questionado sobre se o grupo estava confortável com as atuais expectativas de mercado para 2016, o diretor financeiro Ernesto Greco afirmou que «consenso é provavelmente algo que temos de explorar a cada mês». A Ferragamo reportou em janeiro um aumento de 7% no volume de negócios de 2015, para 1,43 mil milhões de euros, com os câmbios a ajudarem a compensar a debilidade na Ásia e nos EUA. O volume de negócios subiu 1% a taxas de câmbio constantes. Norsa indicou que as tendências nos EUA permaneceram semelhantes, mas que Itália está melhor do que o esperado. Já França continuou a sofrer com os ataques terroristas do ano passado em Paris. O diretor-executivo indicou que a Ferragamo quer aumentar as vendas de calçado, depois destas terem caído 1% a câmbios constantes no ano passado. «O nosso foco será nos sapatos, que é o nosso principal negócio», referiu. «Temos algo em mente: podemos aumentar a notoriedade, a visibilidade e provavelmente também o posicionamento de preço», enumerou. A Ferragamo pretende ainda poupar algum dinheiro através da renegociação das rendas das lojas. Além disso, vai provavelmente abrir menos lojas do que no ano passado, quando acrescentou 15 novas lojas operadas diretamente.

3Alibaba investe na realidade virtual

O Alibaba Group, o maior retalhista mundial – ultrapassou, segundo anunciou na semana passada, o Wal-Mart no último exercício fiscal – quer usar a realidade virtual para melhorar a experiência de compra para os seus 400 milhões de utilizadores e criou um laboratório para investigar uma tecnologia que espera que se torne tão comum quanto a televisão. O grupo chinês de comércio electrónico está a explorar a forma como a tecnologia de realidade virtual pode ser aplicada aos seus outros serviços, incluindo jogos online e streaming de vídeo, segundo um comunicado da empresa. O Alibaba está pela primeira vez a revelar a sua entrada neste mercado emergente, numa ação que incluiu liderar uma ronda de angariação de fundos para a americana Magic Leap Inc. A indústria de hardware para realidade virtual e realidade aumentada deverá atingir 110 mil milhões de dólares (96,8 mil milhões de euros) em 2025, afirmou o Alibaba, citando a pesquisa do Goldman Sachs Group Inc. O GnomeMagic Lab da empresa de comércio electrónico vai trabalhar com as suas outras unidades e afiliadas, incluindo o website de publicação de vídeos Youku Tudou Inc e o Alibaba Pictures Group, revelou a empresa. O Alibaba vai trabalhar na criação de música e vídeo e ajudar a promover os produtores de hardware de realidade virtual nas suas plataformas de comércio electrónico. A empresa já criou imagens tridimensionais de centenas de produtos e vai lançar standards para os vendedores criarem opções de compra que permitam realidade virtual.

4Wal-Mart mantém negócio no Japão

O Wal-Mart Stores revelou que o seu negócio no Japão vai concentrar-se na remodelação de lojas existentes em vez da abertura de novas lojas este ano, tendo citado uma concorrência acérrima e relutância por parte dos consumidores para gastarem livremente devido às incertezas económicas. Mas o Wal-Mart, que é atualmente o segundo maior retalhista do mundo, não tem planos para sair do país e pode abrir novas lojas se forem encontradas localizações adequadas, afirmou Takeshi Kamigouchi, diretor do negócio japonês. Os seus comentários surgem numa altura em que o Wal-Mart está a rever os seus ativos em todo o mundo, por entre especulação de que pode sair de alguns países, como o Brasil e outros mercados da América Latina. Apesar do estímulo fiscal e monetário, o consumo no Japão foi afetado por um aumento dos impostos sobre as vendas, assim como por uma subida nos custos dos produtos alimentares e outros bens devido à desvalorização do iene. Os consumidores também enfrentam a perspetiva de mais um aumento nos impostos sobre as vendas, embora o governo esteja atualmente a considerar um adiamento. Kamigouchi sublinhou, contudo, que as vendas comparáveis no Japão têm crescido em termos anuais nos últimos dois anos. «Quando ouvimos os nossos consumidores, não há sinais de uma melhoria dramática. Ainda vivem na defensiva», explicou. «Mas há três ou quatro anos, o número de consumidores era mau. O número de consumidores tem vindo a melhorar nos últimos dois anos, o que é encorajador e bom para o nosso negócio», acrescentou. O encerramento de algumas lojas, anunciado há dois anos, está praticamente concluído, indicou. O Wal-Mart opera as lojas da marca Seiyu no Japão. Começou por investir na marca em 2002 e tomou o controlo em 2008. Mas tem tido dificuldade em aproveitar a sua escala mundial em comparação com as gigantes locais de retalho Aeon Co e Seven & i Holdings. Tem agora 345 lojas no Japão, em comparação com 434 antes dos encerramentos anunciados em 2014.

5Amazon cria emprego feminino na Índia

A Amazon India está a lançar locais de entrega apenas para mulheres em cidades mais pequenas e a contratar mais mulheres locais para apoiar a infraestrutura. As mulheres vão ficar com vários empregos nos pontos de entrega, incluindo a gestão e direção das equipas para entregar encomendas a consumidores próximos em veículos de duas rodas. Samuel Thomas, diretor de transportes na Amazon, afirmou ao The Times of India que a empresa quis quebrar as barreiras ao emprego das mulheres na Índia, desde que a experiência do consumidor não seja afetada. Uma pesquisa de mercado mostrou que muitas mulheres estavam interessadas em ter empregos em entregas, acrescentou Thomas, e que terão uma janela de trabalho entre as 7 horas e as 19 horas para assegurar a sua segurança.  O programa foi introduzido em Kerala em janeiro e está a ser alargado também a Chennai e Kochi. Divya Syam, que lidera um dos pontos de entrega com uma equipa de sete mulheres, acredita que as mulheres são normalmente mais pacientes e dedicadas no que diz respeito à entrega de encomendas. A Amazon deu formação a mais de 20 mulheres sob esta iniciativa e vai continuar a fazê-lo a cada dois ou três meses. Os especialistas na indústria consideram que esta pode ser uma oportunidade para as empresas de comércio electrónico responderem à falta de recursos humanos, à medida que aumenta a procura por melhores serviços de entrega. O retalho online continua a crescer na Índia, com o número de encomendas a dever chegar a 12 milhões em 2016, segundo um estudo da PwC.

6Victoria’s Secret abre na China

A Victoria’s Secret vai abrir a sua primeira loja de lingerie na China até ao fim do ano, depois de ter estabelecido a sua presença no retalho no ano passado com a venda de produtos de beleza e acessórios. A nova loja vai ocupar um espaço de retalho anteriormente ocupado pela Louis Vuitton em Huaihai Road, em Xangai, revelou o jornal China Daily. Com uma área de 1.475 m2, a loja irá vender lingerie e swimwear da marca. A Victoria’s Secret entrou na China em 2015 e atualmente opera 20 concept stores em grandes cidades como Xangai e Chengdu que vendem produtos de beleza, incluindo perfumes e acessórios. Com a nova loja, a China vai tornar-se o terceiro mercado internacional a ter a lingerie da marca americana, a seguir ao Reino Unido e ao Canadá. O mercado de lingerie da China tem registado um crescimento de dois dígitos, com a Frost and Sullivan a estimar que o mercado atinja os 240 mil milhões de dólares (211,2 mil milhões de euros) até ao final do ano, com a crescente classe média chinesa a alterar os seus padrões de consumo, optando por compras mais pessoais e experienciais em vez de artigos de luxo.