Início Breves

Breves

  1. Gap continua no vermelho
  2. Hanesbrands reforça portefólio
  3. Walmart abre 60 lojas na China
  4. Moncler protege-se da contrafação
  5. Austrália atrai marcas de luxo
  6. H&M com grandes planos para a Índia

1Gap continua no vermelho

A Gap Inc continua a atravessar um período difícil, com as ações a caírem quase 9% depois do anúncio da queda das vendas comparáveis em março, que marca o 12.º mês consecutivo de declínio. A Gap também indicou que entrou em abril com níveis de inventário mais elevados e que o excesso de produtos deverá «pressionar a sua margem bruta» no primeiro trimestre, confirmou. As vendas comparáveis no mês passado caíram 6%, com as marcas Banana Republic, Old Navy e Gap a registarem quedas. Os analistas antecipavam uma descida de apenas 4,3%. Por divisão, as vendas em lojas abertas há mais de um ano desceram 3% na Gap, 14% na Banana Republic e 6% na Old Navy. As vendas totais do ano até à data caíram 6,5%, para 1,43 mil milhões de dólares (1,26 mil milhões de euros) para as cinco semanas até 2 de abril. «Embora março tenha sido difícil, continuamos focados em dar os passos necessários para melhorar os resultados em todo o portefólio ao longo do ano», afirmou a diretora financeira Sabrina Simmons.

2Hanesbrands reforça portefólio

A gigante de vestuário americana Hanesbrands comprou a marca de vestuário de desporto Champion Europe por 200 milhões de euros, que se soma ao portefólio de marcas Champion que detém nas Américas, Ásia e Austrália. A Champion Europe, sediada em Itália, antecipa vendas de 190 milhões de euros em 2016 e lucros operacionais de 15 milhões de euros. Os seus principais mercados de vendas por grosso são Itália, Grécia, Espanha e Escandinávia, operando ainda 130 lojas em Itália e na Grécia. A Champion Europe vai ser gerida como uma divisão da organização mundial Champion da Hanesbrands, com Sauro Mambrini como CEO. «Esta aquisição, juntamente com a recente compra do negócio Champion ao nosso licenciado no Japão, vai unir mundialmente a marca Champion e irá dar-nos uma poderosa plataforma de crescimento em cada continente», acredita o diretor de operações da Hanesbrands, Gerald W. Evans Jr. «Sauro Mambrini e a equipa de gestão altamente capaz da Champion Europe vai ser uma ótima adição à nossa organização», sublinha.

3Walmart abre 60 lojas na China

O Walmart está a planear abrir 60 novas lojas na China no próximo ano, numa altura em que tenta integrar os seus hipermercados, lojas e plataformas online numa experiência de compra mais coesa. Greg Penner, presidente do conselho de administração do Walmart, afirmou ao jornal China Daily que a China tem «um fantástico potencial de crescimento», que irá ultrapassar o mercado de retalho dos EUA nos próximos cinco anos. A gigante do retalho já abriu mais de 50 lojas desde 2015, quando anunciou um plano para abrir 115 lojas em três anos. Há 20 anos na China, o Walmart opera 432 lojas físicas no país sob duas marcas – os hipermercados Walmart e as lojas de membros Sam’s Club. O grupo gere ainda a plataforma online Yihaodian, que tem uma base de utilizadores registados de 130 milhões. As compras online são outra área em foco, indicou Penner, já que os consumidores chineses exigem cada vez mais a conveniência de fazer encomendas online e terem os produtos entregues em casa ou disponíveis para levantamento nas lojas. Jason Yu, diretor-geral da Kantar Worldpanel China, destacou que embora o negócio do retalho, como um todo, tenha tido um crescimento lento, o grupo Walmart mostrou claramente força em termos de cobertura geográfica e liderança nos formatos de lojas para membros e comércio electrónico. O retalhista foi ainda o primeiro a lançar uma aplicação de compras para dispositivos móveis e introduzir o Alipay para melhorar a experiência dos consumidores, referiu Yu. Uma das suas mais recentes adições foi a Global Shop, uma plataforma de comércio electrónico transfronteiriça que oferece mais de 300 artigos importados na aplicação móvel do Walmart.

4Moncler protege-se da contrafação

A produtora de casacos de penas de luxo Moncler anunciou que irá inserir microchips especiais, já a partir da coleção para esta primavera, para proteger os seus produtos da contrafação. «Todos os produtos da Moncler estarão equipados com um sistema anticontrafação revolucionário, que usa a mais recente tecnologia Rfid (identificação por radiofrequência)», explica o grupo num comunicado de imprensa. O sistema consiste num microchip, do tipo «geralmente usado para pagamentos, que será utilizado neste caso para confirmar a autenticidade do produto» através de uma série de aplicações dedicadas que os consumidores podem fazer download para os seus dispositivos móveis. A Moncler foi criada perto de Grenoble, nos Alpes franceses e foi comprada em 2003 pelo empresário italiano Remmo Ruffini quando estava próxima do colapso. Desde então, a marca diversificou para calçado, vestuário em malha e acessórios e a sua coleção Gamme Bleu desfila habitualmente na Semana de Moda de Milão. O grupo indica no comunicado de imprensa que desde 2009 tem adotado «um programa vasto» em defesa dos seus consumidores, incluindo o lançamento de etiquetas anti-contrafação em 2013, com números que os consumidores podem verificar no website da Moncler.

5Austrália atrai marcas de luxo

Marcas internacionais contemporâneas e de luxo vão abrir mais lojas em Sydney e em Melbourne nos próximos seis a 18 meses para tentar explorar novas oportunidades de crescimento na Ásia-Pacífico. A Tod’s, Goyard, Rag & Bone e Elie Tahari estão entre os nomes que estão à procura de espaços de retalho, segundo a agência de imobiliário para retalho CBRE, que confirmou os planos de expansão para as principais cidades australianas. O diretor de arrendamentos no retalho da CBRE, Zelman Ainsworth, afirmou ao Australian Financial Review que Collins Street, Russell Street e Flinders Lane são as ruas mais procuradas em Melbourne, enquanto em Sydney as marcas procuram mais espaços na George Street, Castlereagh Street e Martin Place. O nível das rendas varia entre 3.000 e 5.500 dólares australianos (entre 2000 e 3650 euros) por metro quadrado, para lojas entre os 200 e os 500 metros quadrados, valores que Ainsworth indicou serem bastante inferiores aos praticados em cidades asiáticas como Hong Kong e Xangai. «Após vários anos de rápida expansão, estes mercados estão a chegar ao ponto de saturação e várias marcas de luxo pararam a expansão devido ao abrandamento das vendas», referiu. «Mas na Austrália, a taxa de penetração do retalho de luxo é de apenas 50% – sobretudo devido ao domínio dos grandes armazéns neste segmento de mercado», acrescentou. No ano passado, retalhistas internacionais incluindo a Cartier, a Sephora e a Valentino abriram um total de 40 lojas na Austrália, em comparação com 35 em 2014. Um número crescente de turistas de visita à Austrália é mais um fator de atratividade para os retalhistas de luxo, que deverá impulsionar o consumo no retalho nos próximos anos. Zelman Ainsworth acreditau ainda que a Austrália pode atingir um crescimento das vendas de dois dígitos para os retalhistas internacionais, com um ambiente político estável e sinergias com outros mercados asiáticos.

6H&M com grandes planos para a Índia

A retalhista sueca H&M vai investir cerca de 7 mil milhões de rupias (cerca de 92 milhões de euros) para expandir-se na Índia e está a explorar oportunidades de abertura de lojas fora das áreas metropolitanas. A retalhista planeia acrescentar quatro novas lojas este ano e o country manager para a Índia, Janne Einola, afirmou à Press Trust of India que a disponibilidade de localizações atrativas de negócio é um dos fatores decisivos na expansão. «Acreditamos que há muito espaço para crescer e não nos limitamos apenas às metrópoles», referiu Einola, acrescentando que a empresa vai apenas focar-se em abrir lojas próprias em vez de franchises. Embora os espaços físicos sejam o foco atual, Einola indicou que trabalhar com designers indianos e com o comércio electrónico será uma expansão natural para o futuro. Atualmente a H&M tem quatro lojas na Índia.