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  1. Zamasport adota PLM da Lectra
  2. Algodão sustentável em risco
  3. Consumidores querem wi-fi nas lojas
  4. Fast Retailing baixa expetativas
  5. Vestuário mais caro nos EUA
  6. Chuva encolhe vendas no Reino Unido

1Zamasport adota PLM da Lectra

A produtora italiana de vestuário Zamasport selecionou o PLM da Lectra para ajudar a melhorar os seus processos de desenvolvimento de produto para as coleções de marcas de luxo. A Zamasport desenvolve cerca de 20 coleções por ano para marcas premium, desde o primeiro protótipo até à produção final. Atualmente, enfrenta o desafio de responder a uma maior procura por encomendas maiores que têm de ser entregues em prazos mais curtos, sem descurar a qualidade. O Lectra Fashion PLM irá servir como plataforma colaborativa para todas as equipas da Zamasport envolvidas no processo de desenvolvimento e produção, que poderão assim comunicar e partilhar informação precisa em tempo real, o que deverá facilitar a tomada de decisões. A empresa prevê reduzir os desperdícios têxteis, as tarefas repetitivas e evitar erros, reduzindo assim o tempo de chegada ao mercado. «Somos uma empresa muito dinâmica e a nossa principal prioridade atualmente é ganhar dinamismo e flexibilidade para responder às exigências dos nossos clientes», afirma Amedeo Cioffi, diretor-geral da Zamasport. «Simular as estimativas dos custos de desenvolvimento de produto antecipadamente vai poupar-nos muito tempo», acredita.

2Algodão sustentável em risco

As marcas e retalhistas internacionais de vestuário têm de se comprometer a comprar algodão mais sustentável se quiserem assegurar o futuro da matéria-prima, já que foi revelado que a maior parte do algodão sustentável é atualmente vendido como algodão convencional. Um estudo da Solidaridad, WWD e Pesticides Action Network UK 8PAN UK) sugere que apenas 17% de todo o algodão sustentável é vendido como tal – com o restante a ser vendido como algodão convencional. Não apenas é um desincentivo aos agricultores para investir na produção de algodão sustentável, como há o perigo dos agricultores abandonarem completamente a produção sustentável. «Está disponível muito mais algodão sustentável, mas não está a ser aprovisionado e comprado como algodão sustentável», explica Isabelle Roger, diretora-sénior do programa de algodão na Solidaridad. A produção de algodão sustentável atingiu um recorde de 2.173 toneladas em 2014, o que corresponde a 8% de toda a oferta. Este valor deverá subir para 13% em 2015, segundo a pesquisa. «Comprar mais algodão sustentável nunca foi tão fácil», afirma Richard Holland, diretor da Market Transformation Initiative da WWF. «Empresas líderes como o Ikea e a H&M estão a mostrar que é possível usar 100% algodão orgânico nos seus produtos dentro de alguns anos», acrescenta. A retalhista sueca H&M é uma das empresas que se comprometeu a usar todo o seu algodão de fontes mais sustentáveis em 2020. Atualmente, o algodão é cultivado em 80 países em todo o mundo, em cerca de 33 hectares de terra, representando 2,5% da terra arável do planeta. As questões de sustentabilidade incluem a utilização de pesticidas, impactos ambientais como perda de biodiversidade, erosão e contaminação dos solos, provocada pela produção intensiva de algodão.

3Consumidores querem wi-fi nas lojas

Os consumidores Millennial (nascidos nos anos 80 até meados dos anos 90) nos EUA estão a mudar radicalmente as suas expectativas de compras nas lojas físicas, antecipando  customização e conveniência para terem a mesma experiência que têm online, refere uma nova pesquisa. E o wi-fi tem um papel fulcral para juntar estes dois mundos e dar esta experiência mais personalizada, segundo o estudo da Euclid Analytics comissionado pela Harris Poll. Tanto os homens como as mulheres millennial usariam wi-fi na loja enquanto fazem compras, sugere a pesquisa. Contudo, cerca de 68% dos homens entre os 18 e os 34 anos que têm um smartphone ou um tablet afirma que que usaria o wi-fi do retalhista para um pagamento mais rápido através de uma fila especial, enquanto três quartos das mulheres na mesma faixa etária diz que usaria o serviço de wi-fi para aceder imediatamente a ofertas exclusivas ou cupões para a compra desse dia. O estudo revela ainda que 53% das mulheres entre os 18 e os 34 anos indica que se os retalhistas ou marcas usassem o seu histórico ou dados pessoais para fornecer serviços personalizados, seria mais fiel à marca. Embora diferentes, os resultados mostram que os consumidores millennial querem experiências de compra fáceis e digitais quando estão na loja física. Mas o estudo adverte que «a abordagem “serve a todos” não irá funcionar» e que as marcas têm de perceber e agir sobre as diferenças de género. «Esta pesquisa mostra claramente uma tendência: os millennials e outros consumidores conectados querem do retalho físico o que têm online: uma experiência de compra altamente personalizada e conveniente», explica Brent Franson, CEO da Euclid Analytics. O estudo foi feito com base a um inquérito a 2.115 americanos com mais de 18 anos e conclui igualmente que os chamados baby boomers (os consumidores com mais de 55 anos) têm preferências de compras muito semelhantes aos millennials, com 59% a afirmar que gostaria de receber mensagens através do seu dispositivo móvel enquanto está na loja.

4Fast Retailing baixa expetativas

A Fast Retailing reviu em baixa as suas previsões de lucro, quase para metade, depois da valorização do iene e de vendas mais baixas na Uniqlo Japan terem levado a uma quebra de 55,1% do lucro no primeiro semestre. O lucro atingiu 47 mil milhões de ienes (380,7 milhões de euros) nos seis meses até 29 de fevereiro, em comparação com 104,7 mil milhões de ienes no mesmo período do ano anterior. As margens brutas também caíram, de 50,5% para 47,1%, enquanto o volume de negócios subiu 6,5%, para 1,01 biliões de ienes, em comparação com 949,6 mil milhões de ienes no ano anterior. A divisão Global Brands teve a performance mais forte, com o volume de negócios a aumentar 12,9%, para 167,3 mil milhões de ienes, enquanto o lucro operacional cresceu 21,9%, para 14,3 mil milhões de ienes. A marca de moda casual GU registou ganhos significativos tanto em termos de volume de negócios como de lucro, enquanto a Theory e a Comptoir des Cotonniers ficaram abaixo dos objetivos. A performance estagnada da Princesse tam.tam ficou em linha com as expectativas. A Uniqlo International registou um aumento de 12,7% no volume de negócios, para 389,2 mil milhões de ienes, enquanto o lucro operacional desceu 31,4%, para 29,4 mil milhões de ienes. A Uniqlo Japan teve a pior performance, com o volume de negócios a cair 0,2%, para 453,6 mil milhões de ienes, e o lucro operacional a descer 28,3%, para 64,1 mil milhões de ienes. A empresa afirmou que não fez marketing suficiente para transmitir de forma eficiente os novos elementos nos seus produtos aos consumidores. A Fast Retailing antecipa agora que o lucro do ano fiscal de 2016 totalize 60 mil milhões de ienes, em comparação com a previsão anterior de 110 mil milhões de ienes, com o lucro operacional a dever ficar-se pelos 120 mil milhões de ienes em vez dos anteriores 180 mil milhões de ienes. O volume de negócios ainda deverá atingir 1,8 biliões de ienes. Esta é a segunda vez que a empresa revê em baixa as previsões este ano, depois de ter baixado os seus objetivos de volume de negócios e lucro em janeiro, após a queda de 30,6% do lucro no primeiro trimestre.

5Vestuário mais caro nos EUA

Os preços do vestuário nos EUA continuaram a subir em fevereiro, ao nível mais elevado em mais de seis anos. Segundo os números mais recentes do Bureau of Labor Statistics dos EUA, o índice do vestuário subiu 1,6% em termos sazonalmente ajustados durante o mês – o maior aumento desde fevereiro de 2009. Subiu 0,9% antes do ajustamento sazonal nos últimos 12 meses, em comparação com a queda de 0,5% no mês passado. O US Consumer Price Index for All Urban Consumers desceu 0,2% em termos ajustados sazonalmente em fevereiro mas, nos últimos 12 meses, o índice subiu 1% antes do ajustamento sazonal. O índice para todos os produtos menos alimentos e energia aumentou 0,3% durante o mês. Em termos anuais, subiu 2,3%, o maior incremento em 12 meses desde maio de 2012.

6Chuva encolhe vendas no Reino Unido

As condições meteorológicas voltaram a não ajudar as vendas de moda no Reino Unido, com os descontos sazonais e as novas coleções a não terem conseguido atrair os consumidores às lojas em março. Segundo o High Street Sales Tracker mensal da BDO, as vendas comparáveis nos retalhistas de moda caíram 2,5% nas quatro semanas até 28 de março – um resultado ainda assim melhor do que a queda de 5,5% registada no mesmo período do ano passado. A moda teve a pior performance pelo segundo mês consecutivo, o que a BDO atribui à redução do tráfego em loja dos consumidores. No geral, as vendas comparáveis desceram 1%, depois da descida de 1,7% em fevereiro – a primeira negativa no mês de fevereiro desde 2012. Já as vendas fora das lojas físicas registaram um aumento de 17,2%, apesar de duas semanas de vendas comparáveis inferiores ao normal. «Os consumidores estão à espera das promoções e descontos antes de libertarem o dinheiro e a falta de vendas na high street em combinação com as fortes chuvas durante a Páscoa não encorajaram o consumo», sustenta Sophie Michael, diretora de retalho e vendas grossistas da BDO. «É agora mais importante do que nunca que os retalhistas percebam verdadeiramente os seus consumidores e ofereçam o mix de produto e a experiência de compra certos, em combinação com promoções estratégicas para atrair os consumidores às lojas», acrescenta.