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Breves

  1. Helly Hanson na nuvem da Gerber
  2. New Balance não quer TPP
  3. Tecido índigo tem mapa verde
  4. Vestuário anima retalho nos EUA
  5. China recupera a produção
  6. Algodão de novo em baixa

1Helly Hanson na nuvem da Gerber

A marca norueguesa de vestuário de outdoor Helly Hansen está a atualizar a sua solução de software webPDM para a solução de gestão de ciclo de vida do produto Yunique In The Cloud, que permite uma maior flexibilidade e maior colaboração entre equipas. Presente em mais de 40 países, a Helly Hansen oferece uma seleção de vestuário de exterior, camadas de base, sportswear e calçado para atividades de outdoor. A empresa tem usado o webPDM e AccuMark da Gerber para melhorar a colaboração entre os vendedores, fornecendo uma única fonte de dados, assim como uma ferramenta para gerir de forma eficiente os dados dos seus produtos. A migração do webPDM para o Yunique In The Cloud deverá resultar em maior flexibilidade, permitindo ainda que as equipas acedam à informação onde quer que estejam, com melhorias ainda ao nível da performance, através de uma infraestrutura segura e sempre ativa albergada pelo Amazon Web Services. Segundo Trine-Lise Jensen, diretora de tecnologias de informação na Helly Hansen, a atualização para a “nuvem” vai permitir à empresa ganhar capacidades adicionais de colaboração e visibilidade. «Todos os nossos dados estarão num repositório central e seguro, eliminando a necessidade de servidores de backup ou silos de informação dispendiosos normalmente associados a folhas de cálculo do Excel e emails», explica. A Gerber lançou o teste para a solução YuniquePLM In The Cloud em março do ano passado, permitindo que as empresas experimentassem a funcionalidade da solução PLM, em combinação com os benefícios da informação na nuvem.

2New Balance não quer TPP

A indústria de calçado dos EUA manifestou o seu desapontamento pela marca de desporto New Balance ter revelado a sua oposição ao Acordo de Parceria Transpacífico (TPP na sigla em inglês). Matt LeBretton, vice-presidente de assuntos externos da New Balance, afirmou que a empresa é contra o acordo porque o mesmo é prejudicial à produção e emprego nos EUA, ameaçando a empresa como maior produtora de calçado de desporto. A New Balance refere especificamente as reduções de taxas sobre o calçado importado, sobretudo do Vietname, que está a registar o maior crescimento nas exportações, o que deverá prejudicar o seu negócio doméstico. A posição da New Balance, contudo, contraria a de outros da indústria, que no geral apoiam o acordo. «A posição da New Balance é especialmente surpreendente já que é uma empresa que vai ter uma redução significativa nas taxas sob o acordo. Com efeito, o TPP vai poupar aos consumidores e às empresas de calçado 450 milhões de dólares no primeiro ano de implementação e 6 mil milhões de dólares na primeira década. É por isso que 99% de toda a indústria de calçado, tanto produtores internos como importadores, apoiam o TPP e é por isso que vamos continuar a liderar na explicação aos legisladores como este acordo vai reforçar empregos nos EUA e dar verdadeiro valor aos consumidores de calçado», explicou Matt Priest, presidente da associação de Distribuidores e Retalhistas de Calçado da América. Matt LeBretton, contudo, revelou que a New Balance apoia os esforços para que a Berry Amendment – que exige que o Departamento de Defesa compre apenas produtos 100% feitos nos EUA – seja alargada ao calçado de desporto. «A Berry Amendment foi a medida ofensiva para nós e para as nossas fábricas», afirmou LeBretton. «Gastámos milhões de dólares em equipamentos e formação e tentámos que o programa avançasse. Estamos no segundo desenho de um sapato que cumpra a Berry. O nosso tempo e energia poderia ter sido direcionado para algo que desse frutos», acrescentou. A The American Apparel & Footwear Association (AAFA) reiterou um pedido ao governo para «cumprir os seus compromissos» para alargar a Berry Amendment para incluir calçado de desporto, descrevendo a ação como «vital» para a sobrevivência da indústria têxtil, de vestuário e de calçado dos EUA.

3Tecido índigo tem mapa verde

Quatro empresas de denim revelaram um novo projeto pensado para dar um conjunto de diretrizes para uma produção de jeans mais sustentável, que inclui uma coleção protótipo baseada na utilização mais eficiente de recursos. As especialistas em químicos têxteis Archroma e Garmon Chemicals, a produtora de fibras Lenzing e a produtora de tecido denim Royo juntaram forças para o projeto “Roadmap para o Denim Sustentável”, que será lançado na feira Kingpins em Amesterdão e olha para a produção de denim de uma forma mais responsável. Com 11 mil litros de água necessários para fazer um par de jeans, e tendo em conta que são produzidos mensalmente 167 milhões de pares de calças, todos os meses são usados 1,84 biliões de litros de água na produção de jeans. A ideia do projeto é analisar a forma de produzir vestuário em denim com a utilização mais eficiente possível de recursos, em particular a água, em cada fase do processo de produção – da fibra ao acabamento. Cada empresa contribuiu com o seu know-how e como resultado deste esforço conjunto, o grupo criou uma coleção protótipo. O projeto, considera Andrew Olah, fundador e responsável pela organização da The Kingpins, «mostra que a sustentabilidade não é uma barreira, mas o contrário: é uma fonte de inspiração e de desejo para a moda com alma e cuidado». Miguel Sanchez, diretor de corantes especiais para especialidades têxteis na Archroma, acrescenta que «a mensagem que o projeto pretende transmitir é que, no denim e na moda de exterior, a criatividade sem sustentabilidade já não faz sentido. O contrário também não».

4Vestuário anima retalho nos EUA

As vendas a retalho nos EUA registaram resultados contraditórios em março, com a procura por vestuário a registar uma subida depois da falta de brilho no passado outono-inverno. Os dados mais recentes do Departamento de Comércio dos EUA, que incluem automóveis, combustíveis e restaurantes, mostram que as vendas a retalho desceram 0,2% em comparação com fevereiro, mas subiram 1,3% em comparação com março do ano passado. As vendas em lojas de vestuário e acessórios de vestuário desceram 0,9% em termos mensais, mas subiram 0,1% face a março de 2015. Nas lojas generalistas, as vendas aumentaram 0,5% em termos mensais e 1,2% em termos anuais. Os grandes armazéns, por seu lado, registaram uma quebra nas vendas de 0,6% em comparação com fevereiro e de 6,1% face a março do ano passado. Em comentário aos números, Neil Saunders, analista da Conlumino, afirmou ao just-style.com que a utilização de números ajustados sazonalmente dá uma visão negativa, mas em termos reais os americanos gastaram mais em março do que em fevereiro ou em março do ano passado. «De forma alguma as vendas a retalho caíram», sublinhou, acrescentando que no total as vendas subiram 3,6% em termos anuais em março, com um aumento de 5,8% nas vendas puras a retalho (que excluem combustíveis, serviços de alimentação e automóveis). E isso, em parte, deve-se a uma ligeira recuperação na procura de vestuário, que ajudou a aumentar as vendas nos retalhistas de moda. Mas as previsões para o segundo trimestre são mistas. «Olhando para o futuro – a incerteza das eleições, o aumento dos preços dos combustíveis, uma potencial quebra no mercado imobiliário, possíveis aumentos nas taxas de juro (que continua a ser uma possibilidade, embora julguemos que tal ação seria pouco sábia) e mais agitação nos mercados mundiais – tudo isso vai ser um desafio para o retalho», destacou o analista. Dados independentes da National Retail Federation, que excluem automóveis, combustíveis e restaurantes, mostram que as vendas a retalho subiram 0,3% em termos sazonalmente ajustados em comparação com fevereiro e aumentaram 5,8% face a março do ano passado.

5China recupera produção

A atividade de produção na China está a dar sinais de melhoria, com as condições operacionais a deteriorarem-se ao ritmo mais baixo em 13 meses, graças aos esforços do governo para estimular e economia e acelerar o crescimento. O mais recente índice de gestores de compras na indústria (PMI) da Caixin na China subiu para 49,7 em março, em comparação com 48 em fevereiro. Embora este valor esteja abaixo do valor de 50 que separa a expansão da atividade de produção de uma contração, foi a leitura mais alta em 13 meses. O indicador, publicado pela Caixin e pela empresa Markit, é compilado a partir das respostas a inquéritos enviados a executivos de compras em mais de 420 empresas produtoras. Para além de uma maior produção na indústria na China em março, os dados do estudo mostram ainda um aumento renovado em novo trabalho – embora a taxa de expansão seja marginal. A fraca procura externa continuou, contudo,  a pesar sobre as novas encomendas, com os novos negócios de exportação a caírem pelo quarto mês consecutivo. As empresas destacaram ainda novas pressões inflacionárias, com os custos dos inputs e os preços cobrados a subirem pela primeira vez desde julho de 2014, apesar de a taxas modestas. A taxa de inflação foi ligeira no geral, com várias empresas a mencionarem preços mais elevados das matérias-primas. Em linha com os custos de produção mais altos, as empresas subiram os preços cobrados em março. Embora a taxa de aumento tenha sido apenas moderada, foi a primeira vez que se registou em 20 meses. Por último, a performance dos vendedores deteriorou-se em março, com algumas empresas a citarem falta de stocks junto dos vendedores. «As categorias de produção e novas encomendas subiram acima do nível neutro de 50 pontos, indicando que as políticas de estímulo que o governo implementou começaram a fazer efeito. Contudo, tendo em conta que as atuais condições permanecem incertas, o governo tem de prosseguir com medidas de estímulo moderadas para reforçar a confiança do mercado», referiu He Fan, economista-chefe no Caixin Insight Group.

6Algodão de novo em baixa

As estimativas para os stocks finais mundiais da época 2015/2016 foram revistos em baixa pelo segundo mês consecutivo, refletindo stocks iniciais e produção mais baixos, em combinação com um consumo ligeiramente mais alto. O relatório mensal World Supply and Demand Estimates do Departamento de Agricultura dos EUA mostra que os stocks finais deverão agora totalizar 102,2 milhões de fardos, menos 1,1 milhão de fardos do que as previsões do mês passado de 103,3 milhões de fardos. Os stocks iniciais foram revistos em baixa em cerca de 300 mil fardos, para 111,9 milhões de fardos, sobretudo para a Grécia e a Malásia, tendo sido parcialmente compensado por um aumento no Brasil. A produção mundial foi revista em baixa em 400 mil fardos, para 99,8 milhões de fardos, com quedas na Costa do Marfim, Mali e Brasil. Mas o consumo aumentou 380 mil fardos, para 109,6 milhões de fardos, incluindo aumentos na China e no Paquistão, mas baixaram as estimativas para a Indonésia, Bangladesh e Turquia. Os stocks mundiais estão agora projetados em 102,2 milhões de fardos. As estimativas de oferta e procura do algodão americano mostram apenas mudanças marginais face ao mês passado. Com pequenos ajustamentos às importações, os stocks finais deverão baixar 100 mil fardos para 3,5 milhões de fardos. O preço médio previsto baixou 1 cêntimo de dólar para a parte superior do interior, para 58 a 59 cêntimos de dólar por libra.