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  1. Retalho alemão otimista
  2. Zara dá passo gigante na Índia
  3. Wacoal põe Huit à venda
  4. LF Asia está no mercado
  5. Turistas gastam menos na Burberry
  6. China rural adere às compras online

1Retalho alemão otimista

Os retalhistas alemães estão otimistas em relação ao futuro, segundo a associação de retalhistas HDE. Nos primeiros dois meses deste ano, as vendas a retalho aumentaram 2,8% em termos anuais na Alemanha, indicou a HDE, acrescentando que a indústria está a caminho de registar um aumento de 2% das vendas este ano. «O ambiente de negócios no retalho é favorável», afirmou o diretor-geral da HDE, Stefan Genth. «O mercado de trabalho está a desenvolver-se de forma positiva, os rendimentos estão a aumentar e as taxas de juro estão baixas», acrescentou. Juntamente com a despesa do governo, que deverá aumentar para acomodar e integrar cerca de 1,1 milhões de refugiados, o consumo privado levou a maior economia da Europa a crescer 1,7% em 2015.

2Zara dá passo gigante na Índia

A Zara vai abrir uma loja de mais de 4.600 m2 na Índia, tornando-se a primeira retalhista ocidental a arrendar um espaço tão grande. Localizada na área de compras Flora Fountain no sul de Bombaim, o espaço tem uma renda anual de cerca de 300 mil milhões de rupias (cerca de 4 milhões de euros), para um período de 15 anos. A reconstrução do interior vai começar nas próximas semanas. A nova loja será também a primeira loja de rua da Zara na Índia – as restantes 17 situam-se em centros comerciais por todo o país. A marca é operada na Índia pela Inditex Trent, uma joint-venture entre o grupo espanhol e o indiano Tata Group.

3Wacoal põe Huit à venda

A japonesa Wacoal está à procura de um comprador para o seu negócio de lingerie/swimwear francês Huit. A Eveden Huit apresentou um processo de reestruturação junto das autoridades a 1 de abril e recebeu aprovação a 7 de abril para iniciar os procedimentos. As negociações com potenciais compradores já começaram, devendo os mesmos ser revelados no Tribunal Comercial de Rennes a 17 de maio. A Wacoal, que comprou a marca insolvente em 2012, nomeou Patrick Bordessoule como presidente da Huit em fevereiro para supervisionar a mudança. Bordessoule afirmou que o negócio vai continuar a funcionar normalmente, com lançamentos de coleção em antecipação de uma recuperação a longo prazo. A Huit é distribuída através de 300 grandes armazéns e retalhistas multimarca em França. Cerca de 50% das vendas, equivalente a 6,2 milhões de euros, são feitas nos mercados externos.

4LF Asia está no mercado

A Li & Fung revelou que está em conversações com terceiros relativamente a uma «possível transação» envolvendo o seu negócio de distribuição de cuidados de saúde e bens de consumo, a LF Asia. «A empresa está a avaliar alternativas estratégicas relativamente aos seus negócios de distribuição de bens de consumo e cuidados de saúde na Ásia», indicou o presidente do conselho de administração William Fung em documentos enviados à Bolsa de Valores de Hong Kong. A empresa, que fornece retalhistas como o Wal-Mart, afirmou que os negócios de cuidados de saúde e bens de consumo fazem parte do negócio adquirido pela empresa através da privatização do Integrated Distribution Services Group Ltd em 2010 e que não foi atingido qualquer acordo. A Li & Fung está a considerar vender a LF Asia por um valor entre 300 e 400 milhões de dólares (entre 265,7 e 354,5 milhões de euros), segundo uma notícia da Bloomberg.

5Turistas gastam menos na Burberry

A casa de moda britânica Burberry revelou que as condições difíceis do mercado vão afetar o lucro este ano, depois de uma queda no número de turistas na Europa Continental e uma baixa procura em Hong Kong terem pesado sobre as vendas este ano. A empresa registou um volume de negócios de 1,41 mil milhões de libras (1,25 mil milhões de euros) nos seis meses até ao final de março, menos 1% do que no período homólogo do ano fiscal anterior. As vendas comparáveis no retalho desceram 5% nos últimos três meses, resultando numa queda de 2% no segundo semestre, um número pior do que o esperado. As vendas a clientes de artigos de luxo em viagem, sobretudo da China, caíram na Europa, e as vendas comparáveis em Hong Kong desceram mais de 20% pelo terceiro trimestre consecutivo. O diretor-executivo da Burberry, Christopher Bailey, afirmou em comunicado que o ambiente se mostrou difícil para as vendas de artigos de luxo e que a Burberry vai continuar a reduzir os custos e a melhorar a produtividade. A casa de moda britânica indicou que o lucro bruto para o ano fiscal terminado no final de março de 2016 ficará em linha com as expectativas dos analistas, que variam entre 401 milhões a 443 milhões de libras. A empresa não se mostra otimista para o novo ano fiscal, afirmando que o lucro deverá ficar no limite mais baixo das previsões, que se situa em cerca de 405 milhões de libras.

6China rural adere às compras online

As vendas de comércio electrónico quase que duplicaram na China rural no ano passado e prevê-se que o crescimento continue, à medida que o mercado amadurece e providencia uma melhor logística e serviços ao consumidor. O valor das transações online nas áreas rurais subiu 96%, para 353 mil milhões de yuans (48,31 mil milhões de euros), em 2015, segundo o Ministério do Comércio, com as vendas totais de retalho online a aumentarem 33%, para 6 biliões de dólares (cerca de 5,3 biliões de euros). O ministro-adjunto do comércio, Wang Bingnan, afirmou ao China Daily que o país tem mais de 3.000 websites comerciais direcionados especialmente para as áreas rurais, mas que o mercado está «incompleto» devido à debilidade das infraestruturas e à falta de formação adequada entre os fornecedores de serviços ao consumidor. É esperado um forte crescimento à medida que a indústria como um todo melhora, juntamente com a expansão dos principais players do comércio eletrónico, como o Alibaba, para as áreas rurais, onde a procura do consumidor está a ser impulsionada por um aumento no rendimento disponível e pela falta de qualidade do retalho físico.