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  1. Francisco Costa saí da Calvin Klein
  2. Lucros caem na Primark
  3. Camboja cresce com o vestuário
  4. Adolescentes regressam ao denim
  5. Online é oportunidade na Índia
  6. Retalho lento em março

1Francisco Costa saí da Calvin Klein

A Calvin Klein vai juntar todas as suas marcas sob uma única visão criativa como parte de uma nova estratégia criativa global que contempla a saída dos diretores criativos Francisco Costa e Italo Zucchelli, respetivamente responsáveis pela coleção de senhora e homem. A mudança de estratégia surge como parte de uma evolução global na direção da marca Calvin Klein, que começou com a reaquisição dos negócios de jeans e roupa interior em 2013. A Calvin Klein, que mantém o objetivo de atingir os 10 mil milhões de dólares (8,8 mil milhões de euros) em vendas a retalho, acredita que a medida agora tomada vai solidificar mais a sua posição em termos mundiais e abrir caminho para o crescimento futuro a longo prazo. A nova direção da marca, detida pelo grupo PVH, vai seguir uma única visão criativa em todas as categorias de negócio. «Esta estratégia criativa marca o início de mais um capítulo importante no legado da marca Calvin Klein desde a reforma de [Calvin Richard] Klein», considera o CEO da marca, Steve Shiffman.

2Lucros caem na Primark

Uma queda no lucro do primeiro semestre da retalhista de moda britânica Primark reflete os seus investimentos nos EUA, assim como um ambiente cada vez mais difícil para os retalhistas de vestuário. A retalhista revelou que o lucro atingiu 313 milhões de libras (397,8 milhões de euros) nas 24 semanas terminadas a 27 de fevereiro, em comparação com 323 milhões de libras no mesmo período do ano fiscal anterior. O volume de negócios, contudo, aumentou 5% em termos anuais, para 2,67 mil milhões de libras, impulsionado por um aumento da área de retalho. As vendas comparáveis ficaram menos de 1% abaixo das do ano anterior, devido às temperaturas anormalmente elevadas que se fizeram sentir no norte da Europa até ao Natal. A administração destacou ainda os efeitos cambiais sobre as compras e acrescentou que a taxa de abertura de novas lojas vai manter-se forte, tanto no segundo semestre como no próximo ano. «Estes resultados demonstram o progresso de todos os nossos negócios no período apesar dos câmbios», afirmou George Weston, diretor-executivo da empresa-mãe Associated British Foods. John Copestake, analista-chefe de retalho e bens de consumo na The Economist Intelligence Unit, acrescentou que «o declínio dos lucros na Primarlk surge apesar de um aumento nas vendas e pode ser parcialmente atribuído ao investimento que o retalhista fez, nomeadamente com a abertura da sua loja flagship nos EUA. Embora os números sejam preocupantes, refletem um ambiente difícil para os retalhistas de vestuário».

3Camboja cresce com o vestuário

A indústria de vestuário do Camboja está a liderar o crescimento real do país, mostram novos números, tornando-o num dos países em mais rápido crescimento no leste da Ásia. O crescimento do país deverá ter atingido 7% em 2015, com um crescimento de 6,9% esperado para 2016, segundo o mais recente relatório do Banco Mundial sobre o Camboja. Os sectores de vestuário e construção estão a liderar, mas o relatório adverte para os riscos, nomeadamente a valorização do dólar, a recuperação económica mais lenta na Europa, efeitos colaterais do abrandamento na economia chinesa e potenciais problemas no mercado laboral. Tendo em conta a base de exportação limitada do Camboja e a concentração nos mercados da União Europeia e nos EUA, o Banco Mundial afirma que o país está exposto a uma crescente concorrência que gradualmente restringe o crescimento. «Aumentar os investimentos públicos para responder aos principais constrangimentos nas infraestruturas e melhorar o clima de negócio será importante para o Camboja continuar competitivo», destaca Alassane Sow, o country manager para o Camboja do Banco Mundial. Após um abrandamento no início de 2015, as exportações de vestuário retomaram no segundo semestre, tendo terminado com uma taxa de crescimento anual de 12,3%, em comparação com 9,2% em 2014. Para a totalidade do ano, segundo o Boletim sectorial de Vestuário e Calçado do Camboja publicado pela Organização Internacional do Trabalho, as exportações de vestuário e calçado do país atingiram 6,3 mil milhões de dólares (5,55 mil milhões de euros), mais 7,6% do que os 5,8 mil milhões de dólares registados um ano antes. As exportações de vestuário subiram 6,5%, para 5,7 mil milhões de dólares.

4Adolescentes regressam ao denim

O consumo dos adolescentes americanos em moda aumentou no ano passado, com o denim a ser um dos favoritos. Segundo o 31.º estudo semestral Taking Stock With Teens, do banco Piper Jaffray, embora o consumo dos adolescentes tenha baixado, no geral, em comparação com a primavera de 2015, as compras de categorias de moda como vestuário, acessórios e calçado subiram 38%. O estudo, que inquiriu 6.500 adolescentes americanos em 36 estados, também concluiu que as marcas de denim são uma tendência entre as mulheres com rendimentos mais altos pela primeira vez desde o outono de 2013. «Embora o consumo total entre os adolescentes pareça estar em baixa em comparação com o ano passado, estamos encorajados pelo facto do emprego adolescente parecer estar a subir: 39% dos adolescentes indicaram que têm um emprego a tempo parcial, o que significa um aumento de 400 pontos de base em comparação com os níveis do ano passado», afirmou Neely Tamminga, analista-sénior no Piper Jaffray. «À medida que tomam mais controlo sobre o consumo discricionário, acreditamos que é muito importante estar atentos a mudanças de categoria e preferências de marca», acrescentou. Entre as mulheres, o estudo revelou que o vestuário athleisure está ainda a subir e que a Nike está a ganhar quota. No vestuário de homem, os resultados da Nike foram mais contraditórios dependendo dos rendimentos, enquanto a Adidas destacou-se no calçado e vestuário de desporto.

5Online é oportunidade na Índia

O forte crescimento económico na Índia, a população jovem e uma crescente adesão ao online oferece uma enorme oportunidade para as marcas ocidentais de moda, com o sector a dever atingir 2 mil milhões de dólares (cerca de 1,76 mil milhões de euros) até 2020. A entrada de grandes retalhistas online, como a Amazon, no mercado indiano trouxe uma maior credibilidade e investimento ao modelo de negócio de comércio eletrónico do país, segundo um estudo do grupo de moda Koovs, em parceria com a empresa de consultoria Technopak. Segundo o Morgan Stanley, as opções de compra online estão a crescer rapidamente na Índia, e embora a quota de mercado em players de comércio eletrónico de primeira fase tenha caído de 91% para 83%, um novo nicho de empresas aumentou a sua quota de mercado de 2% para 7%. «É fácil perceber o entusiasmo», destacam os autores do estudo. «Apesar dos mercados horizontais (como o Flipkart, Amzon e Snapdeal) terem tido a maior quota de mercado, falta-lhes a curadoria e a experiência em vender moda online e os players verticais que oferecem várias marcas estão a lutar para se diferenciarem», acrescentam. Dentro do sector de comércio eletrónico lifestyle, o atual mercado online de moda está avaliado em cerca de 420 milhões de dólares, representando 20% do sector. Este valor deverá ultrapassar os 2 mil milhões de dólares em 2020. Moda em private label, que atualmente representa 150 milhões de dólares, deverá aumentar para 1,2 mil milhões de dólares, representando 10% do espaço de comércio eletrónico lifestyle. O público-alvo para esta oportunidade serão os jovens entre os 18 e os 25 anos, seguidos dos que têm idades entre os 26 e os 35 anos, de acordo com o estudo. «Esta é uma oportunidade única», considera Mary Turner, CEO da Koovs. «Estamos a assistir a um desejo crescente e significativo pelo estilo e cultura ocidentais que é impulsionado por um acesso sem precedentes à Internet e aos media sociais. Não é surpresa para nós que os jovens adultos urbanos, atentos à tecnologia e com estilo na Índia estejam a olhar para fora do retalho tradicional e a procurar design exclusivo e moda online que corresponda ao seu estilo de vida. Este é o nosso mercado-alvo e atualmente representam 75% das transações online na Índia», sublinha.

6Retalho lento em março

Com a melhoria das condições meteorológicas, os retalhistas britânicos esperam que as novas coleções de verão atraiam os consumidores às lojas este mês, depois das vendas de vestuário terem continuado a cair em março. O volume de vendas nas lojas de têxteis, vestuário e calçado caíram 6,2% em termos anuais, segundo os dados do gabinete de estatística do Reino Unido. Em valor, as vendas desceram 6,4%. Os preços médios nas lojas subiram 0,4%, com as vendas semanais a atingirem, em média, 800 milhões de libras. As vendas online da categoria, por seu lado, desceram 6,2%, representando 11,5% de todas as vendas realizadas na Internet. No geral, as vendas a retalho subiram 2,7%, marcando o 35.º mês consecutivo de crescimento. Em valor, contudo, as vendas desceram 0,1%. «As vendas foram fracas em março, com a indústria a replicar o sucesso conseguido no início do ano», afirma Ian Gilmartin, diretor para o retalho e vendas por grosso no Barclays. «Agora que o sol começa ocasionalmente a brilhar, os retalhistas esperam que as suas linhas de verão possam captar a atenção dos consumidores e atraí-los de volta à high street e esse aumento do tráfego, juntamente com o crescimento online vai contribuir para um regresso à boa forma este mês», conclui.