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  1. American Apparel procura ideias
  2. UE baixa taxas sobre jeans americanos
  3. PVH começa produção na Etiópia
  4. Suecos aumentam poupança de água
  5. EUA e Sri Lanka reforçam relações
  6. ITV do Vietname quer novas metas

1American Apparel procura ideias

A retalhista americana Amrican Apparel está a usar uma campanha de crowdsourcing para analisar novas ideias para produtos “made in US”, como calçado, que pode vender nas suas lojas físicas e online. O negócio sediado em Los Angeles, que produz nos EUA os artigos de moda que vende, saiu da proteção à bancarrota como empresa privada este ano e como parte do seu plano de reorganização indicou que se irá centrar no design de novos produtos. No mês passado, revelou planos para potencialmente recorrer a produção externa para as peças de vestuário mais complicadas e centrar nas suas próprias unidades produtivas básicos como t-shirts e casualwear. A nova campanha “made in” é um pedido para novas ideias que a American Apparel possa comprar e vender, como produtos em pele ou em lona, calçado, joalharia e pequenos artigos para a casa. Os produtos têm de ser feitos nos EUA e poderem ser colocados à venda por um valor igual ou inferior a 100 dólares (cerca de 88 euros). Os vendedores têm de assegurar que podem produzir e entregar 500 unidades no centro de distribuição da empresa num período de 30 dias. «Cortar e coser 100% do nosso vestuário na América está no centro do nosso ADN. Queremos continuar a apoiar a produção nos EUA dando aos pequenos negócios a oportunidade de prosperar e ser bem-sucedidos», explica Cynthia Erland, vice-presidente sénior de marketing na American Apparel. «Estamos muito entusiasmados por lançar a nossa campanha de crowdsourcing “Made In” pedindo ideias para acessórios de terceiros e pequenos artigos para a casa feitos nos EUA e dar a estes vendedores a oportunidade para terem a distribuição nas nossas lojas e online em todo o mundo», acrescenta. Para submeter uma proposta, os vendedores têm de fazer um vídeo de 90 segundos onde falam dos produtos propostos até 17 de junho. A retalhista vai então tomar uma decisão até 30 de junho sobre os vendedores selecionados. Para a American Apparel, que opera 202 lojas a retalho em 19 países, a campanha “Made In” segue-se à decisão no mês passado de despedir cerca de 500 trabalhadores, assim como possíveis planos para fazer o outsourcing de algum vestuário.

2UE baixa taxas sobre jeans americanos

A União Europeia reduziu as taxas retaliatórias em alguns jeans produzidos nos EUA, mas vai continuar a impor uma taxa adicional como parte de uma disputa de há muito tempo entre Washington e Bruxelas. Com efeito desde 1 de maio, as taxas retaliatórias da UE sobre vários produtos americanos, incluindo jeans de rapariga e senhora, diminuíram de 1,5% para 0,45%. Esta taxa é somada às taxas normais e surge em resposta ao pagamento que os EUA fazem às suas indústrias para distribuir taxas antidumping recolhidos sobre produtos feitos no estrangeiro. O aumento da taxa foi autorizado pela Organização Mundial do Comércio (OMC) pelo facto de os EUA estarem a violar as suas obrigações de comércio internacional, não estando a cumprir completamente a decisão contra a chamada Byrd Amendment – uma lei que permite que empresas americanas que se queixem de bens transacionados de forma injusta recebam pagamentos dos impostos adicionais recebidos pelos EUA. Foi considerado que esta lei viola as regras da OMC e, apesar da sua revogação em 2005, foi permitido que a distribuição continuasse para a entrada de bens antes de 1 de outubro de 2007. Como resultado, a OMC autoriza que outros países aumentem as taxas sobre produtos importados dos EUA até um valor determinado, que varia todos os anos. Quando a distribuição atingiu um pico em 2012, o mesmo aconteceu com o valor das exportações dos EUA que a UE podia direcionar-se, levando Bruxelas a acrescentar os jeans de senhora à lista de retaliação. As taxas retaliatórias flutuaram todos os anos, desde 26% no ano até maio de 2014, a 0,35% no ano seguinte e 1,5% no ano terminado a 30 de abril de 2016. Os cálculos mais recentes baseiam-se no declínio das taxas antidumping distribuídas aos produtores americanos.

3PVH começa produção na Etiópia

A gigante de vestuário Americana PVH Corp, que detém as marcas Tommy Hilfiger e Calvin Klein, vai começar a produzir vestuário na Etiópia este verão, segundo o just-style.com. O fornecedor irá operar a partir de um novo parque industrial em Hawassa, a sul da capital Adis Abeba. Fassil Tadesse, presidente da Associação de Produtores Têxteis e de Vestuário da Etiópia, revelou que «a PVH tem estado interessada há muito em criar uma base de produção na Etiópia» e que a produção de artigos para a PVH deve começar em julho ou agosto. A PVH está ainda a planear criar uma rede de sourcing de vestuário no país. «Têm também um plano para aprovisionarem vestuário a partir de fornecedores bem estabelecidos na Etiópia», acrescentou Tadesse. Dana Perlman, porta-voz da PVH Corp, confirmou que «além da fábrica, esperamos aumentar as compras à medida que a produção no país aumenta». Contudo, nesta fase, acrescentou, a empresa não irá adiantar mais detalhes sobre a produção ou planos de investimento. O novo Parque Industrial de Hawassa deverá começar a laborar em junho e contempla 37 fábricas num espaço de 300 hectares, direcionados para produtores de vestuário. O governo da Etiópia está ainda em negociações com outros grandes nomes do vestuário, incluindo a Ralph Lauren e a VF Corporation, para participarem no sector têxtil e vestuário da Etiópia, e começarem a aprovisionar-se nos fornecedores do país. Apesar de retalhistas como a H&M, Asos, George at Asda, Calzedonia, Primark e Tesco estarem já a comprar vestuário à Etiópia, as exportações do país continuam abaixo das expectativas, com diversas questões, incluindo conhecimentos técnicos e de gestão, flutuação no fornecimento de energia, falta de mão de obra e atrasos na implementação de projetos de investimento, a pesarem negativamente. A escala de investimento no país, contudo, parece estar a acelerar e o governo afirma-se empenhado em criar um centro de aprovisionamento para o futuro.

4Suecos aumentam poupança de água

Uma iniciativa sueca para encorajar a utilização sustentável de água na produção de têxteis e couro afirma que os resultados dos projetos no ano passado «ultrapassaram as expectativas» e geraram poupanças de água equivalentes às necessidades diárias de quase 50 milhões de pessoas. A Sweden Textile Water Initiative é um esforço conjunto de 30 empresas suecas de têxteis e couro e do Stockholm International Water Institute. Os resultados ambientais, sociais e financeiros são recolhidos do programa mundial da iniciativa para aumentar a utilização eficiente de água, energia e químicos em mais de 120 fábricas localizadas em cinco grandes centros de produção na Índia, China, Bangladesh, Turquia e Etiópia. As fábricas fornecem mais de 20 marcas suecas, incluindo a Lindex e a KappAhl. A quantidade de água poupada em 2015 assegurou que os recursos vitais em regiões onde há falta de água continuaram no ambiente ou não regressaram como efluentes poluídos para reservas de água potável, sublinha o grupo. No ano passado, a iniciativa conseguiu uma redução de 8% na utilização de água, tendo poupado 2,46 milhões de metros cúbicos – equivalente à necessidade diária de quase 50 milhões de pessoas. Também conseguiu uma diminuição de 11% na utilização de energia e uma redução de 6% na utilização de químicos. A iniciativa adianta ainda que formou mais de 12 mil pessoas, investiu 43,3 milhões de coroas suecas (4,68 milhões de euros) nos projetos e conseguiu uma poupança anual em custos de 39 milhões de coroas suecas em todas as fábricas com que trabalhou. Conseguiu ainda um retorno de 89% sobre o investimento para as fábricas, garante.

5EUA e Sri Lanka reforçam relações

Os EUA e o Sri Lanka adotaram um plano de ação conjunta para aumentar o comércio e investimento bilateral nos próximos cinco anos, incluindo um reforço dos direitos dos trabalhadores e a promoção de uma produção ambientalmente sustentável e ética, sobretudo no sector de pronto-a-vestir do Sri Lanka. Entre as metas para a aproximação dos dois países consta ainda a melhoria da competitividade atual das exportações do Sri Lanka, o desenvolvimento de novos mercados e a reforma da educação do país, para responder às necessidades do negócio. O Representante do Comércio dos EUA, Michael Froman, sublinhou que a reunião, que teve lugar no passado dia 28 de abril, foi «a primeira oportunidade significativa de envolvimento nas questões de comércio e investimento desde as eleições presidenciais do Sri Lanka no ano passado». Já o Ministro de Estratégias de Desenvolvimento e Comércio Internacional do Sri Lanka, Malik Samarawickrama, sublinhou que «o governo está a tentar estabilizar a economia e implementar uma estratégia de desenvolvimento capaz de dar ao nosso povo um crescimento acelerado e milhões de empregos nos próximos cinco anos. Estamos determinados a quebrar o ciclo das políticas pára-arranca, que caracterizaram o nosso passado. Para isso, temos de criar um quadro de crescimento sustentável». O plano de concretização mais detalhado deverá ser divulgado mais tarde. Os têxteis e vestuário são o maior sector de exportação do Sri Lanka, representando cerca de 43% do total das exportações, e os EUA são o principal mercado de exportação do país. No ano passado, as exportações de vestuário do Sri Lanka para os EUA aumentaram 5,9%, para 2,13 mil milhões de dólares (1,87 mil milhões de euros), graças a fatores como fiabilidade, inovação de produto, serviços de design e investimento nas primeiras confeções “verdes” do país. Contudo, este aumento não foi suficiente para compensar um declínio de 12% nas exportações para a UE, onde a perda do estatuto GSP+ (o programa de acesso preferencial ao mercado europeu) tem travado o crescimento do sector. Como tal, as exportações de vestuário caíram 2,5% em 2015, para 4,62 mil milhões de dólares, deixando o país abaixo de metade do valor que tem como alvo atingir em 2020 – 8,5 mil milhões de dólares.

6ITV do Vietname quer novas metas

A indústria têxtil e vestuário do Vietname está a pedir ao governo do país para rever o seu plano de desenvolvimento de 2020, que considera «desatualizado» com uma visão que corresponda ao progresso do país e melhore a sua competitividade. O plano atual, aprovado em abril de 2014, prevê que as exportações de vestuário do Vietname atinjam 20 a 25 mil milhões de dólares (17,6 a 22 mil milhões de euros) até 2020. Em 2015, contudo, as exportações chegaram a 27,5 mil milhões de dólares, graças às oportunidades geradas pelos acordos de comércio livre, como a Parceria Transpacífico, o acordo entre o Vietname e a Coreia e o acordo com a União Europeia. Segundo a Associação de Têxteis e Vestuário do Vietname, a Vitas, tendo por base o crescimento atual, as exportações deverão atingir entre 40 a 50 mil milhões de dólares em 2020. Vu Duc Giang, presidente do conselho de administração da Vitas, propôs na conferência Entreprise Vietnam, que teve lugar no final de abril, que o governo comece políticas para atrair investimentos para o sector têxtil, incluindo a produção de fibras de elevada qualidade e projetos de tinturaria em parques industriais ou zonas económicas essenciais. Giang referiu ainda que só no primeiro trimestre de 2016, vários clientes transferiram encomendas para Myanmar e para o Laos. Tendo em conta a perspetiva de perder mais encomendas para outros países, Giang propôs uma mudança de política para o salário mínimo, nomeadamente a redução das taxas de seguros para atrair mais negócio. «Temos de ajustar esta solução, de outra forma não vamos ser concorrenciais com outros países na região», indicou. O presidente do conselho de administração da Vitas referiu também que o governo tem de investir no desenvolvimento de infraestruturas, assim como criar incentivos para os investidores, com especial atenção para unidades de produção, fibras e linhas têxteis e tingimento.