Início Breves

Breves

  1. Kalashnikov atira na moda
  2. Gucci em guerra com Alibaba
  3. Maus ventos no retalho britânico
  4. Brioni abandona Milão
  5. Vente-Privée foi às compras
  6. Fechar lojas para aumentar a rentabilidade

1Kalashnikov atira na moda

A produtora de armas Kalashnikov está a lançar uma gama de vestuário e vai abrir lojas em 60 cidades russas até ao final do ano. A linha de vestuário e acessórios está em desenvolvimento e será lançada em setembro no fórum “Army 2016” na região de Kubinki, em Moscovo. As lojas vão vender artigos de moda juntamente com os tradicionais artigos de infantaria, explicou Vladimir Dmitriev, diretor de marketing, ao jornal Izvestia. Vai também apresentar uma nova linha de pequenas armas criadas para o Ministério da Defesa e para civis, acrescentou.

2Gucci em guerra com Alibaba

A Gucci abandonou a Coligação Internacional Anticorrupção, depois do grupo sediado nos EUA ter permitido a entrada do gigante do comércio eletrónico Alibaba. A Michael Kors também tinha já saído da coligação no mês passado, alegando que o Alibaba é «o adversário mais perigoso e prejudicial». A vice-presidente da Coligação Internacional Anticorrupção, Candice Li, afirmou que a posição da organização é trazer intermediários para a discussão e trabalhar com eles, embora a Gucci não tenha ficado «contente com a entrada do Alibaba». A Gucci está atualmente a processar judicialmente o Alibaba nos EUA por este alegadamente estar a lucrar com a venda de artigos contrafeitos na sua plataforma de comércio eletrónico Taobao. O Alibaba indicou que está já a tomar medidas contra os produtos falsificados, acrescentando que o caso é «um desperdício» em vez de trabalharem em conjunto de forma construtiva para proteger a propriedade intelectual da marca. A Coligação Internacional Anticorrupção tem mais de 250 marcas internacionais como membros, incluindo a Apple e a Procter & Gamble.

3Maus ventos no retalho britânico

As vendas na high street do Reino Unido sofreram mais um golpe em abril, tendo registado a queda mais acentuada em quase oito anos. Mas para os retalhistas de moda, o cenário foi ainda mais negro, com o mau tempo a prejudicar o apetite dos consumidores por artigos mais estivais. O índice de vendas da high street da BDO registou uma queda de 6,1% em termos anuais para o mês de abril, o pior valor desde novembro de 2008, quando as vendas caíram 10,6%. No sector da moda, as vendas comparáveis caíram 9,2%, um valor que «não era registado desde que o mundo estava no pico da crise económica». As vendas online, contudo, aumentaram 16,4%, embora a procura tenha abrandado na segunda metade do mês. Sophie Michael, diretora de retalho e wholesale na BDO, afirmou que o tempo imprevisível desde a Páscoa «afastou a necessidade dos consumidores de novas linhas de primavera/verão e com isso o seu motivo para comprar», acrescentando ainda que a incerteza provocada pelo referendo relativamente à saída da UE no próximo mês está igualmente a afetar a confiança. «A confiança dos consumidores não vai ser ajudada pelas recentes insolvências na high street e, com números como estes, haverá a tentação de tentar levar os consumidores a gastar através de descontos. Os retalhistas, contudo, têm de estar confiantes na sua oferta de produto, manterem-se calmos à medida que o tempo aquece e serem seletivos e estratégicos relativamente às promoções», adverte Sophie Michael.

4Brioni abandona Milão

A marca italiana de vestuário de homem de luxo Brioni anunciou que o primeiro desfile sob a liderança criativa de Justin O’Shea terá lugar em Paris, a 4 de julho, durante a semana de alta-costura de senhora, pondo fim à sua ligação com a semana de moda masculina de Milão em junho. A Brioni é a terceira marca do Grupo Kering a mudar o calendário de apresentação, depois da combinação dos desfiles de homem e senhora num só da Gucci a partir de 2017 e com a Bottega Veneta a realizar um desfile conjunto em setembro para celebrar o seu 50.º aniversário. «Não somos uma marca de moda, por isso não temos de mimetizar a moda», explicou Gianluca Flore, diretor-executivo da Brioni, ao jornal The New York Times. «Somos uma marca de estilo, por isso vamos seguir os consumidores», acrescentou. Flore revelou ainda que a Brioni planeia fazer o seu próximo desfile em novembro em Nova Iorque, para coincidir com a abertura da sua loja renovada. Ambas as coleções, tanto a apresentada em julho como a apresentada em novembro, serão entregues aos consumidores apenas algumas semanas após os desfiles.

5Vente-Privée foi às compras

A retalhista francesa de moda com desconto online Vente-Privée comprou as homólogas espanhola e suíça Privalia e Eboutic. Jacques-Antoine Granjon, fundador e diretor-executivo da Vente-Privée, revelou ao WWD que a aquisição faz parte da visão a longo prazo para a empresa. «Esta nova expansão reflete a continuação da nossa abordagem ativa ao nosso desenvolvimento na Europa, que começou em 2015 com a quota maioritária na empresa belga Vente-Exclusive», afirmou. Granjon sublinhou que a Privalia se expandiu de Espanha para Itália, Brasil e México e que os fundadores, Lucas Carne e Jose Manuel Villanueva irão permanecer na equipa de administração da Vente-Privée. Os fundadores do Eboutic, Arthur Dauchez e Laure de Gennes, vão manter uma quota minoritária na empresa, juntamente com o grupo Maus Frères. Ambos os websites vão continuar a operar sob a mesma marca e, segundo o diretor-executivo da Vente-Privée, a experiência do consumidor será adaptada a cada mercado, enquanto os serviços de backoffice serão partilhados. A Vente-Privée tem parcerias com mais de 2.600 marcas em sectores como pronto-a-vestir, acessórios de moda, artigos para a casa, brinquedos, equipamentos de desporto, eletrónica, artigos alimentares, vinho, bilhetes para espetáculos e férias, tendo registado um volume de negócios de 2 mil milhões de euros em 2015.

6Fechar lojas para aumentar a rentabilidade

O sector de grandes armazéns dos EUA tem de fechar 800 pontos de venda se quiser voltar a ter a produtividade que tinha há uma década, segundo uma nova pesquisa da Green Street Advisors. A empresa especialista no mercado imobiliário estima que os encerramentos representam cerca de um quinto de todo o espaço em centros comerciais nos EUA, segundo a notícia publicada no The Wall Street Journal. Só a Sears Holdings Corp precisa de encerrar 300, ou 43%, das suas lojas Sears, para voltar a ter as vendas por metro quadrado que tinha em 2006, ajustadas para a inflação, segundo a Green Street Advisors. Já a JC Penney tem de fechar 320 pontos de venda, ou 31% das suas lojas, e a Nordstrom deveria encerrar 30 lojas, ou um quarto da sua presença. A Macy’s, que fechou 40 lojas no ano passado, teria apenas de eliminar mais 70 lojas, ou 9% da sua base, estima a empresa. «Os grandes armazéns costumavam ser um ótimo recurso para encontrar diferentes marcas, mas hoje muitas das marcas têm lojas próprias e os consumidores podem encontra-las também online», explica DJ Busch, analista sénior na Green Street Advisors. As vendas em grandes armazéns nos EUA representaram, em média, 165 dólares por pé quadrado, uma queda de 24% desde 2006, segundo os dados disponíveis e as estimativas da Green Street Advisors. Durante o mesmo período, as lojas reduziram a sua presença física em 7%. Embora tenham recusado comentar os detalhes do estudo da Green Street Advisors, os grandes armazéns afirmaram ao The Wall Street Journal que encerrar lojas não é a estratégia certa. Um porta-voz da Nordstrom afirmou que todas as lojas são rentáveis e que encerrar lojas «não é a nossa prática normal».