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  1. Gap desaponta em abril
  2. Tecnologia predomina em Hong Kong
  3. Confiança em mínimos na Nova Zelândia
  4. JC Penney lança moda plus size
  5. Vendas comparáveis sofrem nos EUA
  6. Marca de Beyoncé conquista Instagram

1Gap desaponta em abril

A Gap Inc registou mais uma quebra das vendas comparáveis em abril e advertiu que os números do primeiro trimestre deverão ser pouco favoráveis. As estimativas para o trimestre ficaram, de resto, bastante abaixo das previsões dos analistas, apontando para vendas de 3,44 mil milhões de dólares (3,02 mil milhões de euros), em comparação com 3,54 mil milhões de dólares. O CEO Art Peck, que foi contratado no ano passado para supervisionar a reviravolta da retalhista, admitiu que o ritmo de mudança está muito lento. «A nossa indústria está a evoluir e temos de transformar-nos a um ritmo mais elevado, ao mesmo tempo que focamos a nossa energia naquilo que interessa mais aos nossos consumidores», referiu. Peck deu ainda a entender que poderá haver mais cortes nesta tentativa de melhorar a eficiência e as operações, ao mesmo tempo que está a avaliar opções para as suas lojas internacionais da Banana Republic e da Old Navy, procurando formas de «melhorar o seu foco em geografias com o maior potencial». Apesar de tudo, o CEO mantém-se otimista. «Estamos empenhados em ter um melhor posicionamento do negócio para captar quota de mercado na América do Norte e capitalizar as regiões internacionais estratégicas onde há um forte potencial de crescimento», afirmou. No mês passado, as vendas compráveis caíram 7%, com a continuação da queda do tráfego em loja, surpreendendo os analistas, que esperavam um aumento de 1,1%. Por marca, as vendas comparáveis da Gap caíram 4%, as da Banana Republic desceram 7% e a Old Navy continua a preocupar, com uma queda de 10% das vendas, em comparação com o aumento de 2,6% antecipado pelos analistas. Para o primeiro trimestre, as vendas comparáveis caíram 5% no total, com a Gap a descer 3%, a Banana Republic a diminuir em 11% as vendas e a Old Navy a registar uma queda de 6%.

2Tecnologia predomina em Hong Kong

Hong Kong é o território com a população mais conectada do mundo. De acordo com o GfK Connected Consumer Index, dos 78 países e regiões analisados, os consumidores que vivem em Hong Kong e na América do Norte são os mais conectados. Isto significa que estão entre os que mais usam as tecnologias e os que mais integram os dispositivos inteligentes, como smartphones, tablets, computadores portáteis, computadores de secretária, wearables, televisão inteligente, consolas de videojogos e domótica em casa, na sua vida quotidiana. O estudo mostrou, contudo, que os consumidores nos Emiratos Árabes Unidos têm sido rápidos a diminuir a distância, passando do oitavo para o terceiro lugar em apenas um ano. A Suíça é outro dos países em ascensão no ranking, tendo ultrapassado a Dinamarca e a Suécia para ficar em oitavo lugar. O crescimento nos países desenvolvidos, como nas regiões da Europa Ocidental e da América do Norte, tem sido impulsionado pela evolução da tecnologia wearable, veículos conectados e tecnologias para casas inteligentes. Os 10 primeiros lugares do ranking são constituídos por Hong Kong, América do Norte, Emiratos Árabes Unidos, Noruega, Alemanha, Arábia Saudita, Grã-Bretanha, Suíça, Dinamarca e Suécia.

3Confiança em mínimos na Nova Zelândia

A confiança dos negócios na Nova Zelândia está no nível mais baixo dos últimos cinco anos, altura em que o país estava em recessão. Apenas 6% dos negócios antecipam uma retoma da atividade nos próximos meses, em comparação com 20% em janeiro, segundo o mais recente estudo do New Zealand Institute of Economic Research (Nzier). Christina Leung, analista sénior do Nzier, afirmou ao jornal Timaru Herald que o sentimento pessimista se deve, sobretudo, às pressões para aumentar os custos e à incapacidade de passar esse aumento para os consumidores. Cerca de 26% revelou que enfrenta aumentos de custos, enquanto 5% reduziu os preços imputados aos consumidores. 26% espera ainda enfrentar aumentos de preços nos próximos meses. O Banco Central do país reduziu a taxa de juro oficial em março, para 2,25%, o valor mais baixo de sempre. Um outro estudo feito pela empresa MYOB mostra, contudo, que a confiança na economia está a aumentar entre as pequenas e médias empresas. Entre as 1.000 pequenas empresas inquiridas, 5% estava confiante na economia em março, em comparação com os 30% pessimistas em setembro de 2015. Os negócios das áreas de retalho, turismo e logística mostraram-se particularmente otimistas.

4JC Penney lança moda plus size

A JC Penney está a lançar a sua primeira gama de tamanhos grandes de vestuário de senhora, batizada Boutique+, assim como uma área dedicada nas suas lojas apelidada simplesmente de The Boutique. Desenhada a pensar nas «mulheres com curvas» e direcionada para «a consumidora millennial que gosta de moda», a gama Boutique+ está em 500 lojas e online desde o início de maio. Já o conceito de retalho The Boutique será inicialmente introduzido em 200 lojas. Os grandes armazéns fizeram ainda uma parceria com a vencedora do Project Runway, Ashley Nell Tipton, que será embaixadora da marca e irá desenhar duas coleções-cápsula. «Há milhões de mulheres com curvas com muito estilo que estão à procura de roupas confortáveis, com bom ajuste, que ofereçam estilo e versatilidade», afirma Siiri Dougherty, vice-presidente sénior de vestuário de senhora na JC Penney. «A JC Penney está empenhada em ganhar a sua lealdade desenhando uma marca nova e moderna feita especialmente para elas e criar um ambiente de compras que respeita o seu tempo e orçamento, com uma maior seleção de moda acessível de tamanhos grandes que tem em conta diferentes tipos de corpo», acrescenta. O conceito The Boutique dará «um ambiente de compras elevado com uma seleção cuidada de moda clássica e moderna», adianta a retalhista. Os espaços terão as marcas a.n.a., Boutique+, Liz Claiborne, Worthington, Alyx e Bisou Bisou, com tamanhos grandes. Com uma área entre 91 e 260 metros quadrados, o conceito The Boutique pretende ser «um destino de compras de uma paragem só para sportswear casual, denim e activewear de tamanhos grandes, assim como uma coleção de carteiras, joalharia e acessórios», acrescenta.

5Vendas comparáveis sofrem nos EUA

Os resultados das vendas dos retalhistas americanos sofreram em abril com as comparações face ao mesmo mês do ano passado, que incluiu as compras para a Páscoa (que este ano teve lugar em março). A L Brands, que detém a Victoria’s Secret, a Zumiez, a The Buckle e a Cato Corp reportaram vendas mais baixas do que as esperadas em abril. No mês passado, as vendas comparáveis da L Brands aumentaram apenas 1%, abaixo das expectativas de um crescimento de 4,8% dos analistas. As vendas comparáveis da Victoria’s Secret caíram 1%, depois de terem aumentado 4% e 2% em fevereiro e março, respetivamente. Já as vendas comparáveis da Bath & Body Works subiram 5%, ficando, ainda assim, abaixo das previsões. Em termos trimestrais, para o período terminado a 30 de abril, a L Brands registou um aumento de 4% das vendas, para 2,61 mil milhões de dólares (2,29 mil milhões de euros). Já na retalhista direcionada para adolescentes Buckle, as vendas comparáveis caíram 13,2% em abril, em comparação com as previsões dos analistas, que antecipavam uma descida de 6,6%. As vendas totais também caíram 12,3%, para 65,2 milhões de dólares. Para o primeiro trimestre, as vendas comparáveis da Buckle desceram 11,1% e as vendas totais caíram 10,2%, para 243,5 milhões de dólares. Os analistas esperavam um volume de negócios de 250,76 milhões de dólares. A cadeia de vestuário inspirado em desporto Zumiez reportou uma queda de 6% nas vendas comparáveis, ficando abaixo da descida de 5,4% antecipada pelos analistas, e a Cato Corp revelou uma queda de 3% nas vendas em abril, para 81,9 milhões de dólares, enquanto as vendas para o primeiro trimestre subiram 1%, para 285,5 milhões de dólares. A Fred’s revelou um aumento de 1% nas vendas no mês de abril, para 163,4 milhões de dólares, e uma subida de 0,3% das vendas comparáveis. Nos primeiros três meses do ano fiscal, as vendas totais cresceram 8%, para 549 milhões de dólares.

6Marca de Beyoncé conquista Instagram

A nova linha de sportswear de Beyoncé, a Ivy Park, que ficou disponível a 14 de abril, tem uma taxa média de envolvimento no Instagram de 22,91%, segundo a revista Us Weekly. A taxa da Ivy Park é sete vezes superior à da marca de vestuário de senhora americana Brandy Melville (3,4%), Rolex (3,39%) e VS Pink (3,1%). A marca de Beyoncé, que tem mais de 137 mil seguidores no Instagram, também ajudou a aumentar a presença da Topshop no Instagram em 50% nas publicações que envolvem a sua linha. A Beyoncé fez uma parceria com a Topshop para a coleção de 228 peças.