Início Breves

Breves

  1. Estudo confirma vantagens do TPP
  2. BHS alvo de muita cobiça
  3. Benetton otimista apesar da queda
  4. Vestuário anima retalho australiano
  5. Adidas põe golfe à venda
  6. Consumo atinge pico na Coreia do Sul

1Estudo confirma vantagens do TPP

O acordo de Parceria Transpacífico (TPP na sigla original) recentemente negociado terá um impacto positivo tanto nos retalhistas como nos consumidores americanos assim que entrar em vigor, segundo um novo estudo publicado pela National Retail Federation (NRF). «Este estudo mostra a importância do comércio internacional para a economia americano e como o TPP cria crescimento económico e oportunidades nos EUA», afirmou, em comunicado, o presidente e CEO da NRF, Matthew Shay. «O Congresso deve também avançar rapidamente para aprovar este acordo para que os trabalhadores, consumidores e negócios americanos possam começar a perceber essas vantagens o mais rapidamente possível», acrescentou. O estudo afirma que os preços dos artigos importados para o retalho têm preços significativamente mais altos devido às taxas, que podem chegar a 67,5% no calçado e 32% no vestuário, por exemplo. As taxas sobre bens importados de países que fazem parte do TPP atingiram quase 6 mil milhões de dólares (5,3 mil milhões de euros) em 2015 e quase todas seriam praticamente eliminadas após a entrada em vigor do acordo, o que iria beneficiar os consumidores através de preços mais baixos. O estudo conclui que o comércio internacional é um forte apoio para o emprego americano, representando 6,9 milhões de postos de trabalho na indústria de retalho nos EUA. «O TPP terá um impacto significativamente positivo nas famílias, trabalhadores e retalhistas americanos, que procuram dar uma vasta gama de bens a preços acessíveis», indica o documento, que foi realizado pela The Trade Partnership para a NRF. «Vai baixar os custos nas cadeias de aprovisionamento mundiais na região do TPP e esses custos mais baixos irão refletir-se nas etiquetas dos preços nos EUA… As famílias vão beneficiar de um maior poder de compra e de salários mais altos», aponta. Além disso, «o TPP vai tornar muito mais simples para os retalhistas assegurar que as fábricas nos países do TPP aderem às condições de trabalho e ambientais nos seus códigos de conduta», sublinha o estudo, citando proibições ao trabalho infantil e forçado e proteção a espécies em perigo.

2BHS alvo de muita cobiça

Cerca de 50 potenciais compradores fizeram uma oferta por algumas ou todas as 164 lojas da cadeia BHS, incluindo a Ikea, a B&M, a Sports Direct, a Edinburgh Woollen Mills, a Pep & Co e o Cooperative Group. Yousuf Bhailok também confirmou que o seu braço de investimento, a Retail Revive, manifestou formalmente o seu interesse junto dos administradores antes do final da receção das propostas. Bhailok tinha já escrito ao governo para assegurar uma garantia de empréstimo para suportar os estimados 80 milhões de libras (101,4 milhões de euros) em custos operacionais anuais da BHS. Também prometeu não tirar dinheiro da retalhista durante três anos se a sua proposta for bem-sucedida. A equipa de administração da Duff & Phelps está confiante que pode encontrar um comprador para toda a BHS, que lançou recentemente uma campanha de marketing viral em Londres com a hashtag #SaveBHS. O diretor de marketing e criativo da campanha, Tony Holdway, afirma que «a campanha fala em nome dos 11 mil empregados em risco e dos nossos milhões de consumidores por todo o Reino Unido que não querem ver mais uma instituição britânica desaparecer da high street».

3Benetton otimista apesar da queda

A Benetton nomeou Francesco Gori presidente não-executivo do conselho de administração. O ex-CEO da Pirelli Tyre é atualmente conselheiro industrial da Idea Capital Funds e diretor não-executivo da Snam, Messaggerie Italiane e Apollo Tyres. Entretanto, a gigante italiana de retalho também confirmou que o seu volume de negócios consolidado no ano fiscal de 2015 caiu 1,2% em termos anuais, para 1,53 mil milhões de euros. Ambos os canais de vendas, direto e indireto, «mostraram sinais positivos». O canal grossista, «que sofreu com anos de contração acentuada», registou uma estabilização gradual em termos de volume e margens, indicou. Ao mesmo tempo, o canal de retalho próprio «experienciou melhorias significativas», após a adoção do novo modelo de retalho, com um crescimento de 6% das vendas comparáveis. As lojas atualizadas com o conceito “On Canvas” tiveram uma performance ainda melhor, em média 20% superior em comparação com os formatos anteriores, sublinhou a Benetton. O ebitda consolidado aumentou 34,5%, para 54 milhões de euros, em comparação com 40 milhões de euros em 2014. O lucro operacional ficou em 2 milhões de euros, face a um prejuízo operacional de 17 milhões de euros em 2014, devido essencialmente à melhoria da rentabilidade do canal de vendas diretas, indicou a retalhista italiana. O prejuízo em 2015 ficou em 46 milhões de euros, após encargos únicos de 21 milhões de euros e impostos de 18 milhões de euros.

4Vestuário anima retalho australiano

As vendas a retalho na Austrália subiram 0,4% em termos mensais em março, para 24,95 mil milhões de dólares australianos (16,1 mil milhões de euros), impulsionadas por um aumento de 1,1% nas vendas de vestuário. Mas os analistas mantêm expectativas modestas, uma vez que a confiança dos consumidores continua a estagnar. No trimestre, as vendas a retalho aumentaram 0,5%, uma taxa mais baixa do que as previsões de 0,7% dos analistas, segundo o gabinete de estatística do país. O economista-chefe do gabinete, Shane Oliver, afirmou à Australian Associated Press que os números «não são nada para ficarmos entusiasmados», já que o quadro geral no retalho pouco mudou, com um ritmo de crescimento modesto. O economista sénior da Westpac, Matthew Hassan, acrescenta que os dados sugerem um abrandamento da procura dos consumidores no início de 2016. O banco central da Austrália anunciou um corte nas taxas de juro no início do mês, o que deverá dar um impulso ao consumo para o resto do ano.

5Adidas põe golfe à venda

A Adidas vai vender partes da sua unidade de golfe, depois de anos de vendas em queda. A produtora e retalhista alemã de artigos de desporto indicou que uma revisão estratégica terminada em março convenceu a administração que deveria vender as marcas de golfe Taylormade-Adidas Golf, Adams e Ashworth. Contudo, a empresa sublinhou que vai manter o foco no vestuário e calçado de golfe através da marca Adidas Golf. No ano passado, a Adidas anunciou que estava «a analisar opções futuras para o negócio de golfe», tendo contratado a Guggenheim Partners para ajudar no processo. A Taylormade-Adidas Golf, que a Adidas comprou juntamento com a Salomon em 1997, era uma das unidades de negócio com melhor performance e é ainda a marca líder de mercado. Em 2012, a marca registou um volume de negócios de 1,4 mil milhões de euros. No ano passado, não ultrapassou 903 milhões de euros e no primeiro trimestre do atual ano fiscal, o volume de negócios desceu 1%. Já a Ashworth foi comprada pela Adidas por 72,8 milhões de dólares (cerca de 64 milhões de euros) em 2008 e a Adams Golf por 70 milhões de dólares em 2012. Clare Varga, diretora da área active no WGSN, afirma que «a decisão da Adidas para vender algumas das suas marcas de golfe coincidem com uma quebra na popularidade do próprio desporto. Quer seja simplesmente pelo chamado “efeito Tiger” e pelo impacto que a ausência de Tiger Woods teve ou pela ascensão de outros desportos mais focados na saúde e bem-estar e a emergência rápida dos “desportos millennials”, o número de pessoas que joga golfe, sobretudo nos EUA, caiu drasticamente».

6Consumo atinge pico na Coreia do Sul

O consumo na Coreia do Sul atingiu, em março, um novo máximo em sete anos, graças à melhoria da confiança dos consumidores e à continuação do influxo de turistas chineses. As vendas a retalho subiram 4,2% em termos mensais, impulsionadas por vendas mais elevadas em categorias de produto como vestuário (+3,3%), produtos alimentares e automóveis, de acordo com os dados do instituto nacional de estatística do país. Este foi o maior crescimento desde o aumento de 5% em fevereiro de 2009. A confiança dos consumidores também melhorou, com o índice compósito de sentimento do consumidor do Banco da Coreia a subir pelo segundo mês consecutivo, para 101, indicando que há mais consumidores otimistas do que pessimistas em relação ao futuro.