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Breves

  1. H&M desaponta
  2. Retalho chinês abranda
  3. Irão ataca redes sociais
  4. Jonathan Saunders entra na DVF
  5. Abercrombie & Fitch reforça no Médio Oriente
  6. Abercrombie & Fitch reforça no Médio Oriente
  7. Fast fashion aposta na Austrália 

1H&M desaponta

A H&M não escapou às agruras das temperaturas baixas da primavera e registou um aumento de apenas 5% das vendas comparáveis em abril, ficando abaixo das expectativas dos analistas, que antecipavam uma subida de 9%. A H&M referiu que as baixas temperaturas da primavera que estão a afetar vários dos seus principais mercados tiveram um impacto desfavorável nas vendas. A H&M, que em março aumentou em apenas 2% as vendas comparáveis, foi também afetada pela Páscoa antecipada.

2Retalho chinês abranda

As vendas a retalho na China subiram 10,1% em termos anuais em abril, abaixo do crescimento de 10,5% registado em março. Nos primeiros quatro meses, as vendas a retalho subiram 10,3% em termos anuais, segundo o gabinete de estatística do país. As vendas online nos primeiros quatro meses aumentaram 27,5% em termos anuais, representando cerca de 11,1% das vendas brutas no retalho.

3Irão ataca redes sociais

O Irão lançou uma nova ofensiva contra as redes sociais e deteve manequins ativas nos websites de partilha de fotos e o gestor de um blogue depois do líder supremo de Teerão ter declarado guerra aos pensamentos não-islâmicos na Internet. Oito membros de uma rede de modelos foram presos e acusados de publicar fotografias de mulheres sem o lenço (hijab) obrigatório no Instagram, segundo a agência noticiosa Tasnim. A televisão estatal também transmitiu ao vivo “confissões” de uma manequim que explicou ter colocado uma foto dela própria no Instagram a usar certas roupas ou produtos de beleza para ganhar dinheiro através de publicidade. A agência noticiosa semioficial ISNA também reportou a prisão de Mehdi Butorabi, gestor do popular Persian Blog, lançado em 2001, o equivalente iraniano às ferramentas de publicação de blogues Blogger. O Centro para a Investigação de Crime Organizado, um ramo da Guarda Revolucionária, monitoriza as redes sociais em busca de provas de imoralidade ou subversão. O Irão bloqueia o acesso ao Facebook, Twitter e YouTube, mas milhões de iranianos facilmente conseguem contornar a proibição usando redes virtuais privadas (VPNs). Contudo, isso não os torna imunes à vigilância do Estado. No ano passado, três homens e três mulheres que postaram um vídeo a cantar e a dançar ao som de uma música pop ocidental foram presos. O chamado Líder Supremo do Irão, o ayatollah Ali Khamenei, afirmou sábado passado que a Internet está a promover pensamentos não-islâmicos que devem ser imediatamente tratados. «Este é um verdadeiro campo de batalha. Os clérigos e os estudantes religiosos devem preparar-se para entrar neste campo e lugar contra desvios e pensamentos errados», afirmou, segundo o seu website, Khamenei.

4Jonathan Saunders entra na DVF

Cinco meses depois de ter posto fim à sua marca epónima, o designer escocês Jonathan Saunders vai juntar-se à Diane Von Furstenberg (DVF) como diretor criativo, com efeitos imediatos. Saunders vai reportar ao CEO Paolo Riva e será responsável pela direção criativa de toda a marca. «A paixão extraordinária de Jonathan por cores e estampados, os seus designs simples e o seu desejo de fazer com que as mulheres se sintam bonitas tornam-no na força criativa perfeita para liderar a DVF no futuro», acredita a fundadora e presidente-executiva Diane Von Furstenberg. Tal como muitas marcas contemporâneas com uma presença significativa nas vendas por grosso, a DVF teve dificuldades nos últimos anos para encontrar o seu lugar na nova situação do mercado. «O espírito com que esta marca foi criada é incrivelmente relevante hoje. Estou muito satisfeito por fazer parte do seu próximo capítulo», afirmou Saunders. «A Diane tem uma capacidade única de se ligar profundamente com as mulheres e estou entusiasmado por trabalhar com o Paolo no futuro da marca», acrescentou. Um sentimento recíproco por parte do CEO da marca. «Jonathan é um designer incrivelmente talentoso que é capaz de expressar a sua visão criativa com grande claridade. Ele vai fazer evoluir a identidade da DVF e abraçar com paixão a nossa missão de colocar as mulheres no centro de tudo o que fazemos. Estou desejoso com esta parceria com ele», concluiu Paolo Riva.

5Abercrombie & Fitch reforça no Médio Oriente

A Abercrombie & Fitch está a expandir a sua presença no retalho do Médio Oriente, prevendo entrar na Arábia Saudita, Qatar, Bahrain e Omã no próximo ano. Ao estender o seu acordo de franchise de três anos com o grupo de retalho local Majid Al Futtaim Fashion, a gigante americana de moda para adolescentes vai expandir a sua rede de lojas, das atuais oito nos Emiratos Árabes Unidos e no Kuwait. O acordo, que inclui as marcas Abercrombie & Fitch, abercrombie e Hollister, vai começar com a estreia no Qatar no primeiro trimestre de 2017, seguida da Arábia Saudita no segundo semestre. «Antecipamos que haja uma forte procura pelas nossas marcas nestes novos mercados», afirmou o presidente-executivo do conselho de administração da Abercrombie & Fitch, Arthur Martinez. «Este acordo representa a nossa segunda maior parceria de franchise, à medida que continuamos a expandir a abrangência da nossa marca», acrescentou. Rajiv Suri, CEO do Majid Al Futtaim, indicou, por seu lado, que «temos visto uma procura significativa [para as três marcas] nos últimos anos nos Emiratos Árabes Unidos e no Kuwait e esperamos ajudar a Abercrombie & Fitch Co a crescer neste mercado».

6Fast fashion aposta na Austrália

Os gigantes internacionais da fast fashion Zara, H&M e Uniqlo vão aprofundar a sua presença no mercado australiano, com o banco Macquarie a prever quase a duplicação da sua quota de mercado, para 1,7% a 2% no próximo ano. As três marcas tiveram, no último ano fiscal, vendas combinadas de 460 milhões de dólares australianos (297,6 milhões de euros), segundo uma pesquisa do Macquarie, representando 1,1% do total do consumo em vestuário e acessórios. O crescimento previsto abrandou, noticiou o The Sydney Morning Herald, com algumas das novas lojas em localizações suburbanas a terem uma performance inferior. A Zara, por exemplo, registou uma queda das vendas superior a 50% em 2015, face ao primeiro ano em que entrou no mercado, em 2012. As vendas da H&M e da Uniqlo também desceram, 61% e 63%, respetivamente, desde que abriram em 2014. Apesar das vendas mais baixas, os analistas do banco Macquarie esperam que estas marcas continuem a ganhar quota de mercado à medida que abrem mais lojas. A Zara tem atualmente 13 lojas australianas e planeia abrir 20, enquanto a H&M (sete lojas atualmente) e a Uniqlo (10 lojas) querem ambas chegar às 30 lojas. Grandes armazéns como a Myer e David Jones devem registar uma maior deterioração das vendas, indicam os especialistas, numa altura em que enfrentam dificuldades para se reestruturarem e reposicionarem-se como mais acessíveis e atentas à moda.