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  1. TPP tem pouco impacto nos EUA
  2. Gap Inc fecha lojas
  3. Retalho britânico está mais forte
  4. Alibaba em negociações com a Fifa
  5. Alta-costura tem novos convidados
  6. Starbucks com ténis Nike

1TPP tem pouco impacto nos EUA

A Comissão de Comércio Internacional (ITC na sigla original) dos EUA afirmou que o acordo de comércio do Pacífico que o presidente Barack Obama quer que o Congresso aprove antes da sua saída terá apenas um pequeno efeito positivo no crescimento dos EUA. O painel indica numa nova análise que o PIB será 42,7 mil milhões de dólares (38,1 mil milhões de euros) mais alto em 2032 com a Parceria Transpacífico (TPP) – um ganho de cerca de 0,15%. O aumento da produção irá traduzir-se em mais 128 mil postos de trabalho até 2032, indicou a ITC. Os últimos números avançados pelo Departamento do Trabalho revelam que recentemente os ganhos de postos de trabalho rondaram, em média, 200 mil por mês. O rendimento anual real dos EUA será 57,3 mil milhões de dólares, ou 0,23%, mais elevado com o TPP do que sem ele em 2032. Uma análise do TPP do Peterson Institute for International Economics em janeiro estimou um ganho estimado de 131 mil milhões de dólares até 2030. Embora muitos sectores possam registar benefícios positivos médios, incluindo a agricultura e os serviços, os resultados no sector da indústria serão 11,2 mil milhões de dólares mais baixos com o TPP do que sem ele em 2032, com o emprego a descer 0,2%. A produção de veículos irá beneficiar, mas a produção de componentes automóveis, têxteis e químicos irá registar reduções, afirma a ITC. O estudo da ITV indica que as exportações americanas para os países parceiros do TPP em 2032 vão ser 57,2 mil milhões mais altas com o acordo em vigor, enquanto as importações destes países serão 47,5 mil milhões de dólares superiores. Mas o estudo, que usa um modelo de previsão que assume que o défice comercial dos EUA irá crescer à mesma taxa que o PIB, estima que o défice comercial em 2032 seja 21,7 mil milhões mais alto com o TPP. Os membros do TPP são os EUA, Japão, Canadá, México, Austrália, Vietname, Singapura, Malásia, Nova Zelândia, Brunei, Chile e Peru.

2Gap Inc fecha lojas

A Gap Inc vai fechar 75 lojas Old Navy e Banana Republic fora dos EUA, numa altura em que está a tentar concentrar-se no mercado da América do Norte para revitalizar o seu negócio. O encerramento de lojas inclui todas as 53 lojas Old Navy no Japão, indicou a empresa em comunicado, depois de ter reportado vendas desapontantes para as suas três marcas principais no primeiro trimestre. «As ambições de crescimento da Old Navy a curto prazo serão ancoradas na América do Norte, incluindo o recente lançamento de lojas próprias no México, assim como na China e nas operações mundiais de franchise», acrescentou a retalhista em comunicado. A 30 de abril, a Gap Inc tinha 1.029 lojas da Old Navy na América do Norte e 69 na Ásia e 607 lojas Banana Republic na América do Norte e 61 na Ásia e na Europa. A empresa indicou que espera que o encerramento das lojas resulte em perdas de vendas anuais de cerca de 250 milhões de dólares (222,8 milhões de euros), mas irá ajudar a poupar 275 milhões de dólares. A Gap, que tem ainda as marcas de vestuário Athleta e Intermix, não confirmou as previsões de lucro anteriores, que apontavam para um ganho por ação entre 2,20 e 2,25 dólares para 2016. «As tendências no ambiente de retalho de vestuário terão de melhorar face ao primeiro trimestre» para conseguir atingir o lucro anual de 1,92 dólares por ação estimado pelos analistas, referiu a empresa. O lucro da Gap Inc caiu 46,9%, para 127 milhões de dólares, pela primeira vez no trimestre terminado a 30 de abril, em linha com a estimativa média dos analistas. As vendas desceram 6%, para 3,44 mil milhões de dólares.

3Retalho britânico está mais forte

Afinal as vendas no retalho no Reino Unido subiram 1,3% em abril face a março, segundo os dados mais recentes do gabinete de estatística do país, ficando bastante acima das expectativas dos analistas, que esperavam uma subida de 0,5%. As vendas subiram ainda 4,3% em comparação com abril de 2015. Os números de março foram igualmente revistos em alta, apontando para uma descida de apenas 0,5% em comparação com a queda de 1,3% estimada anteriormente, devido ao envio de dados mais tarde do que o habitual de algumas grandes lojas, justificou o gabinete de estatística do país. As vendas nos três meses até abril, contudo, subiram apenas 0,3% em termos trimestrais, o crescimento mais baixo desde setembro de 2014. As vendas de vestuário subiram 1,3% em abril face ao mês de março, com os preços mais baixos a contribuírem para a liquidação de stocks, apoiando, assim, os estudos anteriores do British Retail Consortium (BRC) e da Confederation of British Industry (CBI). Segundo os dados do gabinete de estatística, contudo, as vendas de vestuário do mês passado caíram 6,3% face ao mesmo mês de 2015, a queda mais acentuada em quatro anos. As vendas de vestuário desceram 7,4% em volume e 6,7% em valor, enquanto as vendas de têxteis caíram 2,6% em volume e 3% em valor e as de calçado subiram 2,3% em volume e 0,1% em valor. «As lojas de vestuário continuam a ser o principal travão ao crescimento no sector do retalho, com as vendas a serem prejudicadas pelo clima pouco habitual para a estação», afirmou Melanie Richard, especialista em estatística do gabinete de estatística britânico. As vendas online, por seu lado, aumentaram 9,3% em termos anuais e subiram 1,7% em comparação com março. Em média, os consumidores gastaram 886,6 milhões de libras (1,15 mil milhões de euros) online em abril, mais 9,3% em termos anuais, e representaram 13,4% de todo o consumo no retalho, excluindo combustível, em comparação com 12,4% há um ano. O consumo tem sido um dos principais motores de expansão económica do Reino Unido nos últimos três anos, mas a confiança das famílias tem abrandado ligeiramente nos últimos meses à medida que se aproxima o referendo de 23 de junho sobre a manutenção do país na União Europeia.

4Alibaba em negociações com a Fifa

O gigante chinês do comércio eletrónico Alibaba Group Holding está em discussões para se tornar o principal patrocinador da Fifa, segundo uma notícia publicada na semana passada pela Bloomberg. O acordo ainda não estará finalizado e não são conhecidos mais detalhes, indicou a Bloomberg, citando pessoas familiarizadas com o negócio. A Fifa, que tem estado a braços com diversos escândalos de corrupção, anunciou um acordo de patrocínio de 15 anos com a maior empresa de propriedades comerciais da China, o Dalian Wanda Group Co, em março. «Nunca comentamos especulações relacionadas com negociações contratuais reais ou alegadas como princípio», declarou a porta-voz da Fifa, Delia Fischer, à Reuters. O Alibaba também recusou comentar a notícia. A unidade do grupo Alibaba E-Auto tem já um acordo de patrocínio de oito anos com a Fifa para a Liga dos Campeões. A organização mundial de futebol tem tido dificuldade para encontrar novos patrocinadores desde que a emergiu a crise atual e não conseguiu ainda encontrar substitutos para a Sony Corp e a Emirates Airline desde que os respetivos acordos expiraram no final de 2014. Wang Jianlin, o homem mais rico da China e presidente do conselho de administração do Dalian Wanda, afirmou em março que o escândalo de corrupção da Fifa era uma grande oportunidade para as grandes empresas chinesas. Liderado pelo presidente da China, Xi Jinping, um adepto fervoroso de futebol, a China tem o objetivo de acabar com décadas de corrupção e baixas performances e tornar-se numa grande potência no desporto, tendo como meta ser a anfitriã de um Campeonato do Mundo de Futebol e vencer a competição.

5Alta-costura tem novos convidados

A Chambre Sydicale de la Haute Couture de Paris revelou as cinco casas de moda convidadas para mostrar o seu trabalho como convidadas da próxima Semana de Alta-Costura em julho de 2016. A retalhista de luxo de pelos J. Mendel, o neo-futurista japonês Yuima Nakazato, o designer italiano Francesco Scognamiglio, a holandesa Iris Van Harpen – presente pela terceira vez – e o coletivo Vetements, de Demna Gvasalia, foram convidados a apresentar as suas coleções para o próximo outono-inverno, com os desfiles a decorrerem entre 3 e 7 de julho. Aouadi, Guo Pei, Ilja, Julien Fournié, Ralph&Russo, Schiaparelli, Ulyana Sergeenko e Zuhair Murad mantêm o seu estatuto de convidados. Dois dias depois do fim do evento da alta-costura, a 9 de julho, Pierre Cardin vai mostrar a sua coleção em Lacoste, no castelo do Marquês de Sade, que detém.

6Starbucks com ténis Nike

A Nike e a Starbucks fizeram uma parceria, que resultou na criação dos Nike SB Dunk Low “Starbucks” Premium, uns ténis com um estilo clássico e retro com as cores do logótipo da gigante de café. Para além da paleta cromática, não há qualquer outra menção ao branding da Starbucks, por isso os ténis podem ser usados mesmo por quem não é particularmente fã da retalhista de café americana. Contudo, para descontentamento de alguns adeptos mais acérrimos, os ténis não podem ser customizados com o nome da pessoa, como acontece tradicionalmente com os pedidos no Starbucks, onde os funcionários escrevem o nome do cliente (por vezes com erros) nos copos – uma característica que já se tornou parte da experiência de beber um café no Starbucks.