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  1. CE facilita compras online na UE
  2. Adidas regressa à produção na Alemanha
  3. Abercrombie mantém rota descendente
  4. Mango prepara Ramadão
  5. Retalho russo em recuperação
  6. Luxo marca passo

1CE facilita compras online na UE

A Comissão Europeia (CE) apresentou uma proposta na semana passada para proibir os retalhistas online de tratar os consumidores de forma diferente consoante o local onde vivem para encorajar os consumidores a comprarem em toda a Europa. A proposta legislativa irá aplicar-se a websites de comércio eletrónico como a Amazon, eBay e Zalando, assim como às vendas de serviços fornecidos numa localização específica, como aluguer de automóveis, alojamento e bilhetes para concertos. «Quando um consumidor entra numa loja num outro país da UE, o dono não lhe pede a identificação para aceitar uma compra ou ajustar os preços ou condições», afirmou a Comissão Europeia. «Mas no mundo online, muitas vezes os consumidores são impedidos de aceder à oferta noutros países… Este tipo de discriminação não tem lugar no mercado único», acrescentou. Sob a proposta de lei, os websites de comércio eletrónico não poderão redirecionar automaticamente os consumidores para a versão do site do seu país sem o seu consentimento nem poderão bloquear o acesso. Os websites de comércio eletrónico também não serão autorizados a impedir que os consumidores noutro estado membro comprem produtos no site de outro país, embora não sejam forçados a fazer entregas transfronteiriças. Numa proposta independente, a CE pretende aumentar a transparência dos preços para a entrega noutro país e dar às autoridades nacionais o poder de avaliar se são acessíveis. As propostas tornar-se-ão leis se forem aprovadas pelo Parlamento Europeu e pelos governos nacionais.

2Adidas regressa à produção na Alemanha

A Adidas vai lançar a produção em massa de ténis numa fábrica na Alemanha, operada em grande parte por robots, e planeia lançar uma unidade produtiva semelhante nos EUA. Fundada pelo alemão Adi Dassler em 1949, a Adidas fechou a sua última unidade produtiva em território germânico em 1993, tendo mudado a maior parte da sua produção da Europa para a Ásia, em especial para a China e para o Vietname, na corrida por custos de mão de obra mais baratos. Mas os avanços na robótica e automação significa que a Adidas pode agora trazer a produção para mais perto de casa e responder à necessidade de entregas mais rápidas e contrariar a subida dos salários na Ásia. A nova “Speedfactory”, na cidade alemã de Ansbach, irá iniciar a produção a grande escala em 2017, depois de produzir os primeiros 500 protótipos para venda este ano. «Com a Adidas “Speedfactory”, estamos a revolucionar a indústria», acredita o CEO Herbert Hainer. «Os nossos consumidores querem sempre os produtos mais recentes – e querem-nos agora», acrescentou. Hainer afirmou que a Adidas espera abrir uma unidade produtiva semelhante nos EUA no próximo ano e espera que as duas fábricas produzam em conjunto pelo menos um milhão de pares de calçado anualmente nos próximos dois anos. «A médio prazo, as nossas fábricas estarão em todos os principais mercados», destacou o CEO. As novas unidades produtivas, referiu Hainer, irão complementar e não substituir a produção na Ásia, sublinhando que atualmente a Adidas produz cerca de 300 milhões de pares de calçado por ano e já precisa de acrescentar duas fábricas por ano para se manter a par das atuais taxas de crescimento. A nova unidade na Alemanha está a ser operada pela Oechsler Motion GmbH e a Adidas está igualmente a trabalhar com o grupo alemão de engenharia Manz para desenvolver nova tecnologia de produção automatizada. A fábrica deverá empregar 160 pessoas.

3Abercrombie mantém rota descendente

As vendas da retalhista direcionada para adolescentes Abercrombie & Fitch Co caíram pelo 13.º trimestre consecutivo, com o tráfego nas suas lojas a descer, especialmente nos pontos de venda fora dos EUA. As vendas comparáveis nos mercados internacionais caíram 7% no primeiro trimestre deste ano, surpreendendo os analistas, que antecipavam um aumento de 0,2%, segundo a empresa de pesquisa de mercado Consensus Metrix. As vendas comparáveis caíram 8% na marca Abercrombie, um declínio bastante superior aos 0,6% esperados pelos analistas. A Abercrombie tem sido afetada pela concorrência de retalhistas da fast fashion como a H&M e a Zara. Para atrair os consumidores, a empresa tem estado a remodelar as lojas sob a insígnia Hollister, tendo ainda contratado designers das principais marcas para se manter a par das tendências e evoluir dos designs centrados nos logótipos. «Esperamos que o segundo trimestre se mantenha difícil, mas contamos ver resultados melhores na segunda metade do ano, à medida que a nossa oferta continua a melhorar», indicou o administrador-executivo Arthur Martinez. O volume de negócios da Abercrombie caiu 3,4%, para 685,5 milhões de dólares (613,8 milhões de euros) no trimestre terminado a 30 de abril, ficando abaixo da média das estimativas dos analistas de 710,3 milhões de dólares, de acordo com a Thomson Reuters I/B/E/S. O prejuízo líquido da empresa diminuiu para 39,6 milhões de dólares, em comparação com 63,2 milhões de dólares um ano antes.

4Mango prepara Ramadão

A marca espanhola Mango anunciou a criação de uma coleção que observa o código de vestuário islâmico. A gama direcionada para as mulheres islâmicas será lançada esta segunda-feira, 30 de maio, dias antes do Ramadão, que se inicia a 6 de junho. Vestuário casual como casacos, kaftans, camisas oversized, leggings e túnicas fazem parte da coleção, assim como peças mais festivas incluindo vestidos compridos e saias com tecidos fantasia. A Mango afirma que a globalização das suas coleções faz parte do desenvolvimento do negócio, numa estratégia que tem aplicado a diferentes mercados há mais de 10 anos. O departamento de coleções especiais desenha peças exclusivas «em linha com as normas culturais e religiosas de países em diferentes regiões, como o Médio Oriente». Em comunicado, a marca afirma que «com mais de 45 modelos, o departamento é responsável por responder às necessidades diárias para o trabalho e tempos livres das mulheres durante as principais festividades, como o Ramadão». A Mango indica ainda que perceber as características de mercados como os dos países árabes, da Ásia e de países com estações invertidas faz parte do seu ADN. A Mango tem mais de 2.200 lojas em 109 países e gera 80% do seu volume de negócios nos mercados internacionais. A retalhista, liderada por Isak Andic, terminou 2014 com vendas líquidas de 2,01 mil milhões de euros, representando um crescimento de 9,3% e um volume de negócios de 107 milhões de euros.

5Retalho russo em recuperação

As vendas a retalho na Rússia caíram 4,8% em termos anuais em abril, para 2,21 biliões de rublos (cerca de 30 mil milhões de euros), segundo o gabinete de estatística do país. Os dados do Rosstat revelam uma melhoria face ao declínio de 5,8% em março e cumpriram as previsões dos analistas. No período entre janeiro e abril, as vendas a retalho caíram 5,2%, para 8,7 biliões de rublos. As vendas de produtos não-alimentares desceram 5,3% em abril, para 1,12 biliões de rublos, e 6%, para 4,38 biliões de rublos, no período de quatro meses. As vendas a retalho deverão cair 3,6% em 2016, segundo os analistas, enquanto o Ministério do Desenvolvimento Económico antecipa uma queda de 2,7%.

6Luxo marca passo

As vendas mundiais de bens de luxo pessoais irão aumentar este ano, mas apenas de forma moderada, com um crescimento do consumo no Japão e na Europa a compensar as tendências de estagnação na Ásia e nos EUA. O sector – incluindo acessórios de moda, artigos para a casa, joalharia e relógios mas não automóveis, iates e belas-artes – vai crescer não mais do que 2% este ano, segundo um estudo da consultora Bain & Co e da associação italiana do luxo Altagamma. O Japão deverá ser o mercado com crescimento mais rápido para os bens de luxo este ano, com as vendas a deverem subir 5%, ajudadas pelo consumo dos turistas chineses. As vendas na China deverão recuperar depois de três anos de declínio, mas Hong Kong e Macau sentirão dificuldades. «O crescimento em termos anuais é sempre mais restrito mas o sector está a ter uma performance melhor do que quase todas as outras áreas industriais», afirmou, em comunicado, o vice-presidente da Altagamma, Armando Branchini. A valorização do dólar e a incerteza na confiança do consumidor antes das eleições presidenciais deverão pesar na procura por artigos de luxo nos EUA, enquanto o consumo local deve compensar o abrandamento no turismo na Europa devido às ameaças de segurança. Cosméticos e artigos em pele, calçado e acessórios serão as categorias de produto mais vendidas este ano, enquanto o chamado luxo “puro e duro”, representado por joalharia e relógios, não deverá crescer. Nos próximos anos, o mercado de luxo deverá continuar a expandir-se a uma taxa média anual de 2% a 3%, sobretudo impulsionado pelo crescimento na China. «Todos os olhos estão voltados para a China, que é a chave no relançamento do sector, e na recuperação nos EUA, onde o consumo local atual não é capaz de compensar a falta dos gastos dos turistas», apontou Claudia D’Arpizio, partner na Bain and Co. No final de 2015, o mercado estava em alta de 13%, para um valor de 253 mil milhões de euros, representando um crescimento de 1% a taxas de câmbio constantes.