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  1. Raf Simons abandona Dior
  2. Confiança francesa em alta
  3. Adidas aposta em automação
  4. Zalando derrapa na bolsa
  5. Multimilionários chineses superam americanos

1Raf Simons abandona Dior

Raf Simons demitiu-se de diretor criativo da Christian Dior, depois de mais de três anos de colaboração com a casa de moda francesa. A coleção apresentada em Paris, no início deste mês, terá sido a última concebida pelo designer para a Dior. «Depois de uma reflexão profunda, decidi abandonar o meu cargo de diretor criativo da coleção feminina da Christian Dior», anunciou o designer belga em comunicado. «É uma decisão unilateral, que surge do meu desejo de concentrar-me noutros focos de interesse na minha vida, nomeadamente na minha marca própria, bem como nas paixões que me motivam além das minhas atividades profissionais», afirmou, acrescentando que foi um «imenso privilégio» trabalhar com a Dior. O designer, de 47 anos, assumiu o cargo em abril de 2012, depois da demissão, na sequência do escândalo num café parisiense, do designer britânico John Galliano. Bernard Arnault, presidente do grupo LVMH, que detém a casa de moda, e Sidney Toledano, CEO da Dior, referiram, em comunicado, respeitar a decisão de Simons, agradecendo «calorosamente a sua contribuição criativa excecional».

2Confiança francesa em alta

A confiança do sector de negócios francês superou a sua média de longo prazo pela primeira vez desde agosto de 2011, revelam os dados do organismo oficial de estatística francês INSEE, sugerindo uma recuperação na segunda maior economia da Zona Euro. Embora a confiança  no sector industrial tenha decrescido ligeiramente, fixando-se em 103 em outubro, face a 104 em setembro, em linha com as expectativas e superando a sua média de longo prazo, o índice de confiança dos negócios do INSEE aumentou para 101, o valor mais alto em quatro anos, depois de dois meses consecutivos em 100. O aumento foi suportado por um clima de negócios mais favorável no sector dos serviços, que aumentou para 100 em outubro, face a 97 no mês anterior, e por um ligeiro aumento no sector de retalho, que alcançou 110. No entanto, a confiança no sector da construção, que tem sido o principal entrave da economia francesa nos últimos anos, caiu um ponto, fixando-se em 90. «É interessante notar que os inquéritos realizados às empresas de outras indústrias que não a transformadora e a de construção, recuperaram positivamente», revelou Tullia Bucco, economista da UniCredit. «Isto sugere que, embora o sector produtivo esteja sob pressão, os sectores mais sensíveis à melhoria da procura doméstica estão a recuperar», acrescentou. Depois de um crescimento nulo do PIB e consumo no decorrer do segundo trimestre, o INSEE indicou, no início deste mês, que antecipa aumentos trimestrais do PIB de 0,2% e 0,4%, respetivamente, no terceiro e quarto trimestres. Estes estudos, considera o Ministro das Finanças francês, Michel Sapin, demonstram que «a recuperação está a propagar-se. Isso confirma a previsão de crescimento de 1% em 2015».

3Adidas aposta em automação

A marca alemã de artigos esportivos Adidas pretende inaugurar a sua primeira fábrica de calçado totalmente automatizada, na Alemanha, no decorrer do próximo ano. Esta iniciativa integra-se num esforço mais amplo de aproximação da produção dos seus principais mercados de consumo, localizados nos países mais abastados. A Adidas assinou um acordo que lhe permitirá integrar tecnologia do grupo alemão de engenharia Manz, destinada a projetar e fabricar componentes para calçado sob medida numa nova unidade de produção automatizada, denominada Speedfactory. A Adidas tem vindo a cooperar com o governo alemão, académicos e empresas de robótica no desenvolvimento de novas tecnologias, que poderão desencadear uma significativa mudança na indústria de calçado, à semelhança da iniciativa tomada pela arquirrival Nike há várias décadas, quando optou por produzir na Ásia. Com esta iniciativa, a Adidas pretende acelerar os prazos de entrega e reduzir os custos de transporte. O projeto enquadra-se numa estratégia mais alargada de aproximação à marca Nike que, no decorrer dos últimos anos, assumiu a liderança mundial, com o lançamento de diversos produtos inovadores, como os ténis “Flyknit” feitos com malha. O desenvolvimento de novas tecnologias que permitam substituir a mão de obra humana é essencial para trazer a produção para mais perto dos mercados ocidentais. Como parte da iniciativa, a Adidas revelou uma sola para ténis de corrida feita com recurso a impressão 3D, que pode ser adaptada ao pé de cada pessoa. A primeira Speedfactory será inaugurada na cidade de Ansbach, no sul da Alemanha, perto de sua sede em Herzogenaurach, em 2016, anunciou um porta-voz da empresa. Outros parceiros da Adidas no projeto são a Johnson Controls, a especialista em montagem de robótica KSL Keilmann, o instituto fortiss da Universidade Técnica de Munique, assim como o instituto de tecnologia têxtil ITA RWTH da Universidade de Aachen.

4Zalando derrapa na bolsa

A retalhista online de moda Zalando reviu em baixa a sua previsão para a margem de lucro do ano de 2015, em consequência do aumento dos custos com o desenvolvimento do seu negócio, o que levou a uma diminuição de 13% do valor das suas ações, o valor mais baixo dos últimos cinco meses. A empresa, com sede em Berlim, reportou, também, um prejuízo ajustado de entre 18 milhões e 32 milhões de euros no terceiro trimestre, antes de juros e impostos, em comparação com o lucro de 4 milhões de euros registado no mesmo período do ano anterior. A Zalando, que comercializa vestuário, sapatos e acessórios para mais de 16 milhões de clientes, atribuiu esta perda a uma despesa superior no desenvolvimento de uma aplicação (app), ao impacto de atividades fraudulentas por parte de falsos clientes e um início precoce da temporada de inverno, que conduziu à venda de vestuário de verão com descontos elevados. A retalhista reduziu a previsão para a margem operacional anual, fixando-a entre 3% e 4%, face à estimativa de 4,5% estipulada anteriormente. Simultaneamente, elevou a previsão de vendas pela segunda vez este ano, depois do aumento das vendas assinalado no terceiro trimestre. A retalhista espera que, em 2015, as receitas aumentem entre 33% e 35%, em comparação com a previsão mais recente de crescimento de 28% a 31%. O valor das ações da Zalando, a retalhista exclusiva da cadeia de vestuário Gap e da marca britânica Topshop na Alemanha, foi igualmente afetado negativamente. «A administração já tinha dado indicações sobre o aumento dos investimentos, mas a magnitude é claramente uma surpresa», afirma Andreas Riemann, analista do Commerzbank. «No entanto, a previsão implica um quarto trimestre lucrativo, o que significa que o terceiro trimestre não deve ser visto como um problema estrutural», acrescentou, dando, por isso, a classificação de “compra” para as ações da retalhista.

5Multimilionários chineses superam americanos

O número de multimilionários chineses superou o dos EUA pela primeira vez, apesar da desaceleração verificada naquela que é a segunda maior economia mundial. A China tem agora 596 multimilionários, um aumento «espantoso» de 242 no decorrer do último ano, revelou a editora de revistas de luxo Hurun Report, sediada em Xangai, superando os 537 multimilionários americanos. «Apesar da desaceleração da economia, os mais ricos da China desafiaram a gravidade, alcançando o seu melhor ano de sempre», afirma Rupert Hoogewerf, presidente do conselho de administração da Hurun Report. O magnata do imobiliário e do entretenimento, Wang Jianlin, destronou o fundador do gigante de comércio eletrónico Alibaba, Jack Ma, posicionando-se como a pessoa mais rica do país no ranking da Hurun. Wang, que fundou o conglomerado Wanda, registou um aumento de 50% da sua fortuna, para 34,4 mil milhões de dólares (cerca de 31,2 mil milhões de euros). Wang é reconhecido fora de território chinês por diversas aquisições internacionais, incluindo o organizador de competições de endurance Ironman, o grupo de marketing desportivo suíço Infront, e pela participação no clube de futebol espanhol Atlético de Madrid. Wang conquistou o lugar anteriormente ocupado por Ma, presidente-executivo do grupo Alibaba, devido ao colapso das ações do grupo de comércio eletrónico em Nova Iorque, que representaram a maior oferta pública inicial do mundo, aquando do seu lançamento no decorrer do ano passado. A riqueza de Ma está avaliada em 22,7 mil milhões de dólares. O magnata das bebidas Zong Qinghou permaneceu em terceiro lugar, com 21 mil milhões de dólares, enquanto Pony Ma, fundador do gigante da Internet Tencent, que opera a popular app WeChat, ficou em quarto lugar, com 19 mil milhões dólares. Lei Jun, do fabricante de smartphones Xiaomi, que pretende superar a Apple, subiu cinco posições, duplicando a sua riqueza para mais de 14 mil milhões de dólares. Yan Hao, da empresa construtora de estradas China Pacific Construction, ocupa a sexta posição no ranking, enquanto o fundador do motor de busca Baidu, Robin Li, caiu para sétimo lugar, em resultado das preocupações com os elevados investimentos para expandir o negócio da empresa.